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A inspeção de segurança de vasos de pressão

Como deve ser executada a inspeção externa? Como deve ser realizada a inspeção inicial? Como deve ser feita a inspeção em vasos fora de operação? Quais os cuidados com os dispositivos de segurança (válvulas de segurança e alívio)? Como proceder na medição de campo de corrente alternada (ACFM)? Como devem ser executados os testes de sobrepressão (hidrostático e pneumático)? Essas perguntas estão sendo respondidas no texto sobre a inspeção de segurança de vasos de pressão em serviço.

26/06/2019 - Equipe Target

NBR 15417 de 01/2007: a inspeção de segurança de vasos de pressão em serviço

Geralmente, um vaso de pressão é um tanque de armazenamento que foi projetado para operar a pressões acima de 15 psig. Há muitos vasos de pressão rachados e danificados nos locais de trabalho que podem resultar em falhas de fuga ou ruptura. Os riscos potenciais à saúde e à segurança de vazamentos de vasos incluem envenenamentos, sufocações, incêndios e riscos de explosão. As falhas de ruptura podem ser muito mais catastróficas e podem causar danos consideráveis à vida e à propriedade. O projeto seguro, a instalação, a operação e a manutenção de vasos de pressão de acordo com os códigos e padrões apropriados são essenciais para a segurança e a saúde do trabalhador.

Assim, manter a pressão sob controle tem sido um desafio monumental desde que sua aplicação começou há mais de 300 anos. Isso ocorre porque o diferencial de pressão é perigoso e muitos acidentes fatais ocorreram na história do desenvolvimento e operação dos vasos de pressão. Esses equipamentos são usados em uma variedade de aplicações, desde receptores industriais de ar comprimido até tanques domésticos de armazenamento de água quente. Outros exemplos incluem câmaras de compressão, torres de destilação, operações de mineração, plantas petroquímicas, vasos de reatores nucleares, submarinos, habitats de navios espaciais e recipientes de armazenamento para gases liquefeitos como amônia, cloro, propano, butano e GLP.

Uma área chave onde os vasos de pressão são extremamente importantes é nas refinarias de petróleo, onde são frequentemente levados aos seus limites de projeto, uma vez que os refinadores tentam maximizar a utilização e a produção de produtos como gasolina e diesel. Nas refinarias, os vasos de pressão são empregados em muitos serviços diferentes, incluindo armazenamento de alimentos e produtos, bem como reatores, separadores e torres de fracionamento, para citar apenas alguns.

Os vasos de pressão são projetados para operar com segurança a uma pressão e temperatura específicas, tecnicamente denominadas pressão de projeto e temperatura de projeto. Quando inadequadamente projetado para lidar com alta pressão constitui um risco de segurança muito significativo. Por isso, o projeto e a certificação de vasos de pressão devem ser regidos por códigos de projeto e normas técnicas.

Uma delas, a NBR 15417 de 01/2007 - Vasos de pressão - Inspeção de segurança em serviço fixa os requisitos mínimos para a inspeção de segurança de vasos de pressão em serviço. Aplica-se à inspeção de segurança de vasos de pressão classificados conforme NR 13 e contém requisitos necessários para verificação das condições operacionais de vasos de pressão em serviço.

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Como deve ser executada a inspeção externa?

Como deve ser realizada a inspeção inicial?

Como deve ser feita a inspeção em vasos fora de operação?

Quais os cuidados com os dispositivos de segurança (válvulas de segurança e alívio)?

Como proceder na medição de campo de corrente alternada (ACFM)?

Como devem ser executados os testes de sobrepressão (hidrostático e pneumático)?

Os vasos de pressão objetos desta norma devem ser submetidos às inspeções de segurança conforme prescrito na NR 13 ou em prazos menores, a critério do profissional habilitado (PH). É de responsabilidade do PH a elaboração do plano de inspeção, com a definição das partes a serem preparadas e inspecionadas. Para a elaboração de um plano de inspeção, recomenda-se que o PH consulte no mínimo os itens referentes ao vaso, indicados na norma.

Quando existir prontuário completo e registro de segurança do vaso de pressão: histórico de inspeções; recomendações de inspeção anteriores ainda não executadas; alterações e reparos executados; características físicas do vaso e de seus dispositivos de segurança (por exemplo, dimensões, tipo); características de projeto e operacionais (PMTA, temperatura máxima e mínima de operação, materiais etc.); mecanismos de deterioração mais prováveis atuantes; vida residual (remanescente); o inspetor deve orientar-se com relação à operação e função do equipamento, seus internos, de cada bocal, para acessar possíveis descontinuidades existentes; livro de registro de segurança ou equivalente; verificação das espessuras mínimas requeridas de todos os elementos do vaso na memória de cálculo ou, se for o caso, a PMTA de todos os elementos do vaso.

Deve-se verificar se está de acordo com o código de construção e fazer a verificação da existência de manual próprio de operação ou instruções de operação contidas no manual de operação da unidade, para vasos de categoria I e II da NR 13. Verificar, para os casos de vasos da categoria I e II, se o operador do vaso de pressão realizou “treinamento de segurança na operação de unidades de processos” ou se possui experiência comprovada conforme estabelecido na NR 13.

Quando não existir prontuário completo do vaso de pressão ou que tenha sido extraviado, ou faltar o registro de segurança, o prontuário do vaso de pressão deve ser reconstituído em sua íntegra por PH, de acordo com a NR 13, devendo conter os seguintes documentos: mapa de medições de espessura, realizado por meio de ultrassom, ou outro meio adequado, de todos os elementos do vaso submetidos a pressão, assim como os elementos soldados nas partes pressurizadas; memória de cálculo do vaso de pressão, com base no código de construção, levando-se em conta as menores espessuras encontradas, calculando a PMTA de todos os elementos do vaso, com a finalidade de determinação da PMTA do vaso.

Também devem ser consideradas as cargas externas atuantes no vaso; desenhos contendo todas as informações necessárias para o acompanhamento da vida útil do vaso, com dimensões, dados do código de construção adotado na reconstituição da memória de cálculo e demais informações necessárias para satisfazer a NR 13; desenho da nova plaqueta de identificação do vaso, com base na NR 13; especificações dos dispositivos de segurança; abertura do registro de segurança; e demais documentos exigidos pela NR 13 ou mesmo determinados pelo PH que será responsável pela reconstituição do prontuário.

Quanto aos requisitos de segurança, deve-se verificar se foi emitida a permissão de trabalho conforme procedimento aprovado e vigente na empresa. Em caso de não conformidades, comunicar ao órgão de segurança industrial. Especial atenção deve ser dada a vasos contendo fluidos quentes, inflamáveis, a alta pressão e serviços especiais (por exemplo, nocivos à saúde, H2S, H2, Cl, NH3 etc.). Utilizar o EPI e/ou EPC necessários para execução dos serviços de inspeção.

Verificar se os acessos, andaimes e iluminação são suficientes e adequados. A avaliação deve ser efetuada e registrada pelos órgãos de segurança industrial e saúde ocupacional. Verificar se os trabalhos de manutenção em paralelo aos serviços de inspeção oferecem riscos à segurança. Precauções de segurança devem ser tomadas antes da entrada no vaso, conforme a NBR 14787, referente a espaços confinados, e ainda os procedimentos específicos aplicáveis.

O vaso deve ser isolado de todas as fontes de líquidos, vapores ou gases através de flanges cegos ou outro dispositivo similar, adequado à temperatura e pressão da unidade. O vaso deve ser drenado, limpo, purgado e verificado contra a presença de gases antes de ser liberado para a entrada do inspetor.

Procedimentos devem ser emitidos e respeitados com relação a reconhecer mudanças potenciais na qualidade do ar respirável, advindas da emissão de aerodispersóides pelos agentes químicos usados para ensaios não destrutivos, quando aplicáveis. Os procedimentos de geração e emissão de permissão de trabalho (PT) e/ou análise preliminar de riscos (APR), ou procedimentos equivalentes, devem ser atendidos para garantir plena segurança aos inspetores em serviço, garantindo o total cumprimento das normas de boas práticas de segurança industrial.

No relatório de inspeção deve constar as condições físicas observadas, os reparos e ensaios efetuados, bem como os valores de medição de espessura, devem ser registrados em relatório de inspeção contendo no mínimo os requisitos da NR 13, conforme modelo do anexo B. Os modelos desta norma são recomendados, podendo, a critério do PH, utilizar formatação própria, desde que as informações contidas sejam consideradas.

As inspeções a serem realizadas em um vaso de pressão em serviço ou durante uma parada são caracterizadas pela NR 13 e classificadas por esta Norma como a seguir: inspeção externa; inspeção interna; inspeção inicial; e inspeções extraordinárias subdivididas nas seguintes inspeções: inspeção de problema operacional; inspeção de alteração operacional; inspeção de reconstituição de prontuário; inspeção para vasos fora de operação; e inspeção de alteração ou reparo. Devem ser avaliadas as técnicas de preparação de superfície para possibilitar a inspeção visual e ensaios não-destrutivos (END).

FONTE: Equipe Target

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