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Os tubos de PVC não plastificados

Quais os símbolos e termos abreviados adotados nessa norma? Quais as dimensões do alojamento do anel removível? Qual a resistência ao impacto? Qual deve ser o plano de amostragem para ensaios não destrutivos? Como deve ser executado o ensaio de estanqueidade da junta elástica com deflexão angular e aplicação de vácuo parcial interno? Essas questões estão sendo apresentadas no texto sobre os requisitos dos tubos e conexões de PVC não plastificados.

22/05/2019 - Equipe Target

Série NBR 5647: os requisitos dos tubos e conexões de PVC não plastificados

A NBR 5647-1 de 04/2019 - Sistemas para adução e distribuição de água - Tubos e conexões de PVC-U 6,3 com junta elástica e com diâmetros nominais até DN 100 - Parte 1: Requisitos gerais para tubos e métodos de ensaio especifica os requisitos para os tubos e as conexões de poli (cloreto de vinila) não plastificado (PVC-U) e respectivas juntas elásticas, a serem utilizados em sistemas de distribuição de água, com pressão nominal de 0,60 MPa, 0,75 MPa e 1,00 MPa, à temperatura de 20 °C e tensão circunferencial admissível igual a 6,3 MPa. A NBR 5647-2 de 04/2019 - Sistemas para adução e distribuição de água - Tubos e conexões de PVC-U 6,3 com junta elástica e com diâmetros nominais até DN 100 - Parte 2: Requisitos específicos para tubos com pressão nominal PN 1,00 Mpa especifica os requisitos específicos para os tubos de poli (cloreto de vinila) não plastificado (PVC-U) e respectivas juntas elásticas, a serem empregados na execução de sistemas de distribuição de água, com pressão nominal de 1,00 MPa, à temperatura de 20 °C, a fim de verificar o seu atendimento à NBR 5647-1.

A NBR 5647-3 de 05/2019 - Sistemas para adução e distribuição de água - Tubos e conexões de PVC-U 6,3 com junta elástica e com diâmetros nominais até DN 100 - Parte 3: Requisitos específicos para tubos com pressão nominal PN 0,75 Mpa especifica os requisitos específicos para os tubos de poli (cloreto de vinila) não plastificado (PVC-U) e respectivas juntas elásticas, a serem empregados na execução de sistemas de distribuição de água, com pressão nominal de 0,75 MPa, à temperatura de 20°C, a fim de verificar o seu atendimento à NBR 5647-1. A NBR 5647-4 de 05/2019 - Sistemas para adução e distribuição de água - Tubos e conexões de PVC-U 6,3 com junta elástica e com diâmetros nominais até DN 100 - Parte 4: Requisitos específicos para tubos com pressão nominal PN 0,60 Mpa especifica os requisitos específicos para os tubos de poli (cloreto de vinila) não plastificado (PVC-U) e respectivas juntas elásticas, a serem empregados na execução de sistemas de distribuição de água, com pressão nominal de 0,60 MPa, à temperatura de 20 °C, a fim de verificar o seu atendimento à NBR 5647-1.

Por fim, a NBR 5647-5 de 05/2019 - Sistemas para adução e distribuição de água — Tubos e conexões de PVC-U 6,3 com junta elástica e com diâmetros nominais até DN 100 - Parte 5: Requisitos para conexões especifica os requisitos para as conexões de poli (cloreto de vinila) não plastificado (PVC-U) a serem usadas em tubos com pressão nominal de 0,60 MPa, 0,75 MPa e 1,00 MPa, à temperatura de 20 °C, em sistemas para adução e distribuição de água.

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Quais os símbolos e termos abreviados adotados nessa norma?

Quais as dimensões do alojamento do anel removível?

Qual a resistência ao impacto?

Qual deve ser o plano de amostragem para ensaios não destrutivos?

Como deve ser executado o ensaio de estanqueidade da junta elástica com deflexão angular e aplicação de vácuo parcial interno?

Os tubos utilizados em sistemas para adução e distribuição de água devem ser fabricados por processo de extrusão e as conexões devem ser fabricadas por processo de injeção ou moldadas sob calor a partir de tubos (ver NBR 5647-5). Os tubos devem ser fabricados com ponta e bolsa para junta elástica integrada dotada de anel de vedação e as conexões devem ser fabricadas com ponta e bolsa, ou bolsas dotadas de anel de vedação.

O sistema de tubulação (tubos, conexões e juntas), de acordo com esta parte da NBR 5647, é indicado para o transporte de água bruta e potável sob pressão e sob temperaturas que não excedam 45 °C, sendo que a pressão de trabalho da tubulação deve ser reduzida em função da temperatura da água conduzida para temperaturas entre 25 °C e 45 °C. Os tubos e conexões devem ser fabricados com composto de poli (cloreto de vinila) não plastificado (PVC-U), que assegure a obtenção de um produto que satisfaça os requisitos desta Parte da NBR 5647, avaliados por ensaios de desempenho e instalados de acordo com os procedimentos especificados na NBR 9822.

É permitida a utilização de conexões de ferro fundido dúctil do tipo Bolsa x Bolsa, em conformidade com a NBR 15880, em sistemas de tubulação de acordo com esta Parte da NBR 5647. A pressão de trabalho (PT) a ser utilizada nos sistemas de adução e distribuição de água com tubos e conexões de PVC-U com junta elástica deve levar em consideração a temperatura da água conduzida relacionada com a pressão nominal (PN), por meio de um fator de correção (fT).

A pressão de trabalho a temperaturas de até 25 °C é igual à pressão nominal (PN). Para determinar a pressão de trabalho sob temperaturas entre 25 °C e 45 °C, um fator de correção suplementar, fT, deve ser aplicado à pressão nominal (PN) como indicado a seguir: PT = fT × PN. Este fator é apresentado no gráfico da figura abaixo.

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A resina de PVC utilizada na produção do composto de PVC-U deve ser do tipo suspensão e apresentar valor K maior ou igual a 65, quando determinado de acordo com a NBR 13610. O composto de PVC-U deve estar aditivado somente com produtos necessários à sua transformação e à utilização dos tubos de acordo com esta Parte da NBR 5647. Os aditivos incorporados à composição de PVC consistem basicamente em estabilizantes térmicos, cargas minerais, lubrificantes, pigmentos e eventuais auxiliares de processamento.

Os compostos de PVC não plastificado são isentos de plastificantes. O pigmento deve estar total e adequadamente disperso no composto a ser empregado na fabricação dos tubos. O pigmento e o sistema de aditivação devem minimizar as alterações de cor e das propriedades dos tubos durante a sua exposição às intempéries, manuseio e estocagem em obra. O emprego de material reprocessado é permitido, desde que gerado no processo produtivo pelo próprio fabricante dos tubos. Material reprocessado, obtido de fontes externas, não pode ser empregado na fabricação dos tubos.

O composto de PVC-U empregado na fabricação dos tubos deve ser de cor marrom, permitindo-se nuances devidas às diferenças naturais de cor das matérias-primas. Havendo dúvidas sobre a existência de material reprocessado proveniente de fonte externa ou reciclado no composto de PVC, deve-se realizar o ensaio de teor de cinzas, cujo resultado deverá ser da mesma ordem de grandeza do composto virgem utilizado para a produção dos tubos da unidade fabril em questão, em conformidade com o limite estabelecido nesta Parte da norma.

O composto de PVC-U empregado na fabricação dos tubos deve preservar o padrão de potabilidade da água no interior da tubulação, sem transmitir sabor e odor, e não pode provocar turvamento ou coloração à água. O composto, bem como as concentrações máximas dos seus aditivos, deve estar em conformidade com a legislação em vigor, de maneira a não transmitir para a água potável qualquer elemento que possa alterar suas características, tornando-a imprópria para consumo humano.

Os tubos e conexões de PVC-U devem ter sua inocuidade avaliada conforme a NBR 8219 e os limites aplicados a todas as extrações devem estar em conformidade com a legislação vigente. Caso ocorra uma alteração de natureza química de um dos componentes do composto, deve ser realizado um novo ensaio de efeito sobre a água. Este ensaio não tem como objetivo avaliar a potabilidade da água para consumo humano, sendo utilizado para atender a regulamentações específicas.

Os tubos devem ser fabricados com composto de poli (cloreto de vinila) PVC-U, que assegure a obtenção de um produto que satisfaça os requisitos desta parte da NBR 5647, avaliados por meio de ensaios permanentes durante a fabricação e ensaios de desempenho. Os tubos de PVC-U devem ser fabricados com ponta e bolsa para junta elástica nos diâmetros nominais DN 50, DN 75 e DN 100, para as pressões nominais de 0,60 MPa, 0,75 MPa e 1,00 MPa, com diâmetros externos médios (dem), espessuras de parede (e) e massa aproximada por metro conforme estabelecido nas NBR 5647-2 (PN 1,00 MPa), NBR 5647-3 (PN 0,75 MPa) e NBR 5647-4 (PN 0,60 MPa) da ABNT NBR 5647.

Os tubos devem ser livres de corpos estranhos, bolhas, fissuras ou outros defeitos visuais que indiquem descontinuidade do material e/ou do processo de extrusão. A junta elástica deve ser montada segundo as recomendações do fabricante dos tubos e deve ter desempenho conforme estabelecido. Os anéis de vedação utilizados na junta elástica devem estar de acordo com os requisitos da NBR 7676.

O anel deve permanecer alojado no sulco da bolsa durante o transporte, manuseio e montagem, podendo ser fixo ou removível, desde que o alojamento do anel removível atenda ao descrito em 5.5.5. Não pode ser utilizado anel do tipo toroidal de seção circular (o-ring) na junta elástica dos tubos PBA. A exclusão da utilização do anel toroidal nos tubos PBA é devida aos processos de conformação existentes para o alojamento do anel, visto que estes podem permitir o deslizamento do anel no processo de montagem da junta.

A inspeção de recebimento do produto acabado deve ser realizada em fábrica, entretanto, por acordo prévio entre comprador e fabricante, pode ser efetuada em outro local. O comprador deve ser avisado com antecedência mínima acordada com o fabricante da data em que deve ter início a inspeção de recebimento.

Caso o comprador não compareça na data estipulada para acompanhar os ensaios de recebimento e não apresente justificativa para este fato, o fabricante deve proceder à realização dos ensaios previstos nesta parte da NBR 5647 e tomar as providências para a entrega do produto com o correspondente laudo de inspeção, emitido pelo controle da qualidade da fábrica. Nas inspeções realizadas em fábrica, o fabricante deve colocar à disposição do comprador os equipamentos e pessoal especializado para a execução dos ensaios de recebimento.

Todo fornecimento deve ser dividido pelo fabricante em lotes de mesmo diâmetro nominal (DN) e cujas quantidades estejam de acordo com as Tabelas 7 e 8 (disponíveis na norma). De cada lote formado deve ser retirada a amostra, de forma representativa, sendo a escolha aleatória. A amostra utilizada para realização dos ensaios na inspeção de recebimento deve ser reposta pelo fabricante, seja esta realizada em fábrica ou não.

A inspeção de recebimento de lotes com tamanho inferior a 16 unidades deve ser objeto de acordo prévio entre fabricante e comprador. Os ensaios de recebimento devem ser realizados conforme estabelecido nesta parte da NBR 5647, limitando-se aos lotes de produto acabado apresentados pelo fabricante. Os tubos constituintes das amostras devem ser submetidos aos ensaios não destrutivos e aos ensaios destrutivos especificados nesta parte.

Como o resultado do ensaio de verificação da resistência ao impacto dos tubos de PVC-U é influenciado pelas condições de armazenamento, este requisito só pode ser avaliado na unidade fabril. Para cada lote entregue, o relatório de inspeção deve conter no mínimo o seguinte: identificação do produto; código de rastreabilidade do produto; tamanho do lote inspecionado; resultados dos ensaios de recebimento; resultados dos últimos ensaios de caracterização e de desempenho apresentados pelo fabricante; declaração de que o lote atende ou não às especificações desta parte.

Os tubos constituintes da amostra devem ser submetidos aos seguintes ensaios não destrutivos: análise visual (5.4.3 e Seção 9) e análise dimensional (5.4.5 e 6.2.1); e aos seguintes ensaios destrutivos: temperatura de amolecimento “Vicat” (6.1.1), teor de cinzas (6.1.2), estabilidade dimensional (6.2.2), resistência ao impacto (6.2.3), pressão hidrostática interna de curta duração de 1 h (6.2.4), estanqueidade da junta elástica com deflexão angular e aplicação de vácuo parcial interno (6.3.1) e estanqueidade da junta elástica com deflexão angular e aplicação de pressão hidrostática interna (6.3.2).

FONTE: Equipe Target

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