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A emissão eletromagnética de equipamentos de multimídia

Quais as abreviaturas usadas nessa norma? Qual a frequência máxima requerida para medição radiada? Quais os requisitos para as emissões radiadas? Quais são as emissões conduzidas, normas básicas e limitação da utilização de métodos especiais? Quais os métodos de exercício de monitores e portas de vídeo? Qual deve ser a distância de medição? Essas dúvidas estão sendo dirimidas no texto sobre a compatibilidade eletromagnética de equipamentos de multimídia.

27/03/2019 - Equipe Target

NBR IEC/CISPR 32 de 02/2019: a compatibilidade eletromagnética de equipamentos de multimídia

A NBR IEC/CISPR 32 de 02/2019 - Compatibilidade eletromagnética de equipamentos de multimídia - Requisitos de emissão é aplicável aos equipamentos multimídia (MME), como definido em 3.1.24, com uma tensão nominal de alimentação rms ca ou cc não superior a 600 V. Equipamentos dentro do escopo da CISPR 13 ou da NBR IEC/CISPR 22 estão dentro do escopo desta publicação. O MME destinado principalmente ao uso profissional está dentro do escopo desta publicação.

Os requisitos de emissão radiada nesta norma não são destinados a serem aplicáveis às transmissões intencionais de um transmissor de rádio, conforme definido pela ITU, nem a quaisquer emissões espúrias relacionadas com estas transmissões intencionais. Equipamentos para os quais os requisitos de emissão nas faixas de frequência cobertas por esta publicação são explicitamente formulados em outras publicações CISPR (exceto CISPR 13 e NBR IEC/CISPR 22) são excluídos do escopo desta publicação. Ensaio insitu está fora do escopo desta publicação.

Esta publicação abrange duas classes de MME (Classe A e Classe B). As classes de MME são especificadas na Seção 4. Os objetivos desta publicação são: estabelecer requisitos que ofereçam um nível adequado de proteção do espectro de rádio, permitindo que os serviços de rádio operem como pretendido na faixa de 9 kHz a 400 GHz; especificar os procedimentos para assegurar a reprodutibilidade da medição e a repetibilidade dos resultados.

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Quais as abreviaturas usadas nessa norma?

Qual a frequência máxima requerida para medição radiada?

Quais os requisitos para as emissões radiadas?

Quais são as emissões conduzidas, normas básicas e limitação da utilização de métodos especiais?

Quais os métodos de exercício de monitores e portas de vídeo?

Qual deve ser a distância de medição?

Esta norma define equipamentos de Classe A e Classe B associados a dois tipos de ambiente de uso final (todas as tabelas estão disponíveis na norma). Os equipamentos de Classe A são equipamentos que satisfazem os requisitos indicados na Tabela A.2, Tabela A.3, Tabela A.9 e Tabela A.11, usando as limitações definidas na Tabela A.1 e na Tabela A.8.

Os equipamentos da Classe B são equipamentos que satisfazem os requisitos indicados na Tabela A.4, Tabela A.5, Tabela A.6, Tabela A.7, Tabela A.10, Tabela A.12 e Tabela A.13, utilizando as limitações definidas na Tabela A.1 e na Tabela A.8. Os requisitos de Classe B para equipamentos visam oferecer proteção adequada aos serviços de radiodifusão dentro do ambiente residencial.

Os equipamentos destinados principalmente a serem utilizados em ambientes residenciais devem satisfazer os limites de Classe B. Todos os outros equipamentos devem obedecer aos limites da Classe A. O equipamento receptor de radiodifusão é equipamento de Classe B. Os equipamentos que atendam aos limites de Classe A podem não oferecer proteção adequada aos serviços de radiodifusão em um ambiente residencial.

Deve-se definir as instalações de medição e instrumentação específicas para a medição de emissões do MME; inclui, por referência, os requisitos básicos pertinentes da série CISPR 16 e outras normas apresentadas nas referências normativas desta norma. Ela também define como configurar e arranjar o ESSE (equipamento sob ensaio), EA e cabos associados, e fornece os procedimentos de medição pertinentes.

A especificação da unidade de medição, dos equipamentos de medição, dos procedimentos e do arranjo dos equipamentos de medição a serem utilizados é dada nas normas básicas referenciadas nas Tabelas do Anexo A. Salvo especificação em contrário, as normas básicas devem ser utilizadas para todos os aspectos da medição.

Onde houver conflitos nas informações apresentadas na série CISPR 16 e nesta publicação, o conteúdo desta publicação tem prioridade. Os procedimentos a serem utilizados para a medição dos níveis de emissão dependem de vários elementos. Estes incluem, mas não estão limitados: ao tipo de ESE, ao tipo de porta, aos tipos de cabos utilizados, à faixa de frequências, ao modo de operação.

Se uma única porta satisfaz a definição de mais de um dos tipos de portas definidos nesta norma, ela está sujeita aos requisitos para cada um dos tipos de portas que satisfaz. Quando uma porta é especificada pelo fabricante para utilização com cabos blindados e não blindados, a porta deve ser avaliada com os dois tipos de cabos.

Para os sistemas hospedeiros e ESE modular, deve-se configurar os ESE que são um sistema hospedeiro (host) ou de natureza modular. Os sistemas modulares podem compreender diferentes tipos de módulo(s), por exemplo, o ESE pode ser: um módulo externo, por exemplo um controle remoto de infravermelho; um módulo interno, por exemplo, um disco rígido de computador; um módulo plugado, por exemplo um cartão de memória; um módulo montado, por exemplo, uma placa de som ou uma placa de vídeo.

Os módulos destinados a serem comercializados e/ou vendidos separadamente de um hospedeiro devem ser avaliados com pelo menos um sistema hospedeiro representativo. Os módulos podem ser internos, montados, plugados ou externos, como ilustrado na figura abaixo. A porta de qualquer módulo que esteja sendo avaliado deve ser terminada de acordo com o Anexo D.

As funções do dispositivo hospedeiro que são específicas para o módulo sendo avaliado devem ser exercitadas durante as medições. Considera-se que os módulos mostrados para atenderem os requisitos desta publicação em qualquer um dos hospedeiros representativos atendem aos requisitos desta publicação quando usados em qualquer hospedeiro. O hospedeiro e os módulos utilizados durante as medições devem estar listados no relatório de ensaio.

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Os módulos cuja funcionalidade e conectividade permitam que eles sejam montados, plugados, internos ou externos devem ser medidos em cada uma das configurações aplicáveis. No entanto, onde for possível mostrar que uma configuração particular fornece o pior caso, a medição na configuração de pior caso é suficiente para demonstrar a conformidade.

Quando o ESE é um hospedeiro, deve ser configurado com módulos, de forma que o sistema resultante seja representativo do uso típico. No caso em que o ESE é um módulo, o hospedeiro é considerado um EA. No caso de módulos plugados, montados, externos ou internos, o hospedeiro deve estar localizado na área de medição.

As medições devem ser feitas do seguinte modo: usando os métodos de medição relevantes e os procedimentos indicados na Tabela A.1, Tabela A.8 e Anexo C, com o ESE exercitado em conformidade com o Anexo B; com o ESE, EA local e cabos associados configurados e dispostos, e com as portas terminadas, como mostrado em 6.2 e no Anexo D; de acordo com informações de apoio e esclarecimentos definidos em outro lugar nesta publicação.

Adicionalmente, durante medições exploratórias, o arranjo do ESE, o arranjo do EA local e a colocação dos cabos devem ser variados dentro do intervalo de montagem típica e normal, para tentar determinar o arranjo do cabo que fornece o nível máximo de emissão, conforme descrito no Anexo D. O arranjo para medição formal deve ser representativo de um arranjo típico do ESE, EA local e cabos associados.

A medição é realizada com o ESE e/ou o EA dispostos como equipamento de piso, equipamento de mesa ou suas combinações, como definido em D.1.1 e ilustrado nas Figuras D.2 a D.12. Para alguns produtos, nem sempre é óbvio como o ESE e/ou o EA devem ser organizados. Isto pode ser devido a variações nas configurações do ESE na prática, limitações físicas ou práticas.

Exemplos destes arranjos incluem: montado em parede, teto ou rack, empunhado, usado no corpo. Por exemplo, um projetor de vídeo pode ser posicionado de várias maneiras em relação às paredes, ao teto ou ao piso de uma sala.

O descrito em D.1.1 define as informações adicionais necessárias para configurar o ESE para simular estes tipos de arranjos. A documentação e/ou o manual do usuário devem conter detalhes sobre quaisquer medidas especiais que o comprador ou o usuário deva tomar para assegurar a conformidade da compatibilidade eletromagnética do ESE com os requisitos desta norma.

Um exemplo seria a necessidade de usar cabos blindados ou especiais, como os cabos de categoria 5 F/UTP ou de categoria 6 U/UTP, definidos na ISO IEC 11801. Convém que o equipamento em conformidade com os requisitos da Classe A desta norma tenha uma advertência no manual do usuário indicando que ele pode causar radiointerferência. Por exemplo: Atenção: A operação deste equipamento em um ambiente residencial pode causar radiointerferência.

As medições devem ser realizadas nas portas pertinentes do ESE, de acordo com as tabelas apropriadas indicadas no Anexo A. Se um fabricante determinar, a partir das características elétricas e do uso pretendido para o ESE, que uma ou mais medições são desnecessárias, a decisão e a justificativa para não fazer estas medições devem ser registradas no relatório de ensaio.

Os requisitos gerais para a elaboração de um relatório de ensaio, extraído de 5.10 da ISO IEC 17025:2005, encontram-se no Anexo F. Devem ser fornecidos dados suficientes para facilitar a reprodutibilidade das medições. Isto deve incluir fotografias da configuração de medição para as medições formais, onde for apropriado.

O relatório de ensaio deve declarar o modo de operação do ESE e a forma como foram exercitadas suas portas (ver Anexo B). O relatório de ensaio deve indicar claramente se o produto está em conformidade com os limites da Classe A ou da Classe B, definidos no Anexo A. Para cada seção da tabela pertinente do Anexo A, o relatório de ensaio deve incluir resultados de medição de pelo menos as seis maiores emissões relativas ao limite para cada tipo de detector 4, a menos que as emissões estejam: abaixo do nível de ruído do sistema de medição, ou 10 dB ou mais abaixo do limite.

Os resultados devem incluir as seguintes informações para cada uma destas emissões: a porta ensaiada (incluindo informações suficientes para identificá-la); para medições em linhas de alimentação ca, a linha ensaiada, por exemplo, fase ou neutro; frequência e amplitude da emissão; margem em relação ao limite especificado; o limite na frequência da emissão; o detector utilizado.

O relatório deve indicar se menos de seis emissões dentro de 10 dB do limite são observadas. Pode também ser benéfico registrar emissões a 10 dB ou mais abaixo do limite. Além disso, outros aspectos, como a polarização da antena ou azimute da mesa giratória, podem ser úteis para registro.

Adicionalmente, o seguinte deve ser incluído no relatório de ensaio: a frequência FX da mais alta fonte de frequência interna do ESE, como definido em 3.1.18. Esta frequência não precisa ser relatada se as emissões radiadas forem medidas até 6 GHz. Pode-se incluir a incerteza de medição calculada dos instrumentos para cada tipo de medição realizada (ver Tabela 1 da CISPR 16-4-2:2011). Nenhuma informação é necessária se UCISPR não estiver definida para o tipo de medição pertinente.

Pode-se indicar a categoria de cabo simulado pela AAN, onde as emissões de portas de rede com fio são medidas usando uma AAN. Ver Tabela C.2 e a distância de medição para medições de emissão radiada, como definido em C.2.2.4, Tabela A.2 e Tabela A.7. Se outras distâncias de medição forem utilizadas, o relatório deve incluir uma descrição de como os limites foram calculados. Outras orientações são dadas no Anexo F.

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

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