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Os requisitos dos dormentes de aço

Quais são os ensaios de homologação em dormentes de aço? Como se determina a carga vertical quase estática da roda? Como se calcula a carga lateral quase estática no apoio do trilho? Como se executa o cálculo do momento fletor pelo método empírico? Como ocorre a máxima pressão de contato dormente-lastro? Qual o procedimento para o ensaio de arrancamento do inserto? Essas questões estão sendo mostradas no texto sobre os requisitos dos dormentes de aço.

30/01/2019 - Equipe Target

NBR 16691 de 12/2018: os requisitos e os ensaios de dormentes de aç

A NBR 16691 de 12/2018 - Dormente de Aço - Requisitos e métodos de ensaio estabelece os requisitos mínimos e métodos de ensaio para o fornecimento de dormentes de aço, destinados à via férrea lastreada. Aplica-se aos dormentes de aço produzidos a partir de perfis de aço laminados a quente, de seção transversal em forma de “U” invertido.

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Quais são os ensaios de homologação em dormentes de aço?

Como se determina a carga vertical quase estática da roda?

Como se calcula a carga lateral quase estática no apoio do trilho?

Como se executa o cálculo do momento fletor pelo método empírico?

Como ocorre a máxima pressão de contato dormente-lastro?

Qual o procedimento para o ensaio de arrancamento do inserto?

A elaboração desta norma foi baseada em ensaios feitos em ferrovias brasileiras, bem como em normas internacionais. A utilização do dormente de aço e o seu desempenho podem ser avaliados, para verificar-se a necessidade de atualização desta norma. O dormente deve ser produzido a partir do dobramento do perfil de aço, conforme projeto específico para cada ferrovia, em uma peça inteiriça, que retém o lastro em seu interior, formando um bloco único, que resulta na ancoragem longitudinal e transversal da via férrea.

O dormente de aço pode ser aplicado em vias férreas com bitola de 1,000 m, 1,435 m, 1,600 m e bitola mista (1,000 m e 1,600 m). Seu projeto deve considerar as características e os valores especificados na tabela abaixo, além da inclinação do trilho especificada pelo comprador.

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Em casos específicos, admitem-se valores diferentes dos determinados na tabela, a serem calculados, de acordo com as características especificadas pelo comprador e com a análise estrutural do dormente de aço, verificada conforme o Anexo B. O dormente de aço deve apoiar as cargas transmitidas pelos trilhos e transferir as cargas para a seção de lastro e camadas subjacentes da via.

O dormente de aço deve proporcionar estabilidade lateral e longitudinal, mantendo o alinhamento da linha, o assentamento do trilho e a bitola ferroviária. O dormente de aço não pode ser instalado de forma intercalada com o dormente de concreto. A dobra para formar a altura deve seguir a orientação do projeto.

Os apoios para fixação dos trilhos em dormentes de aço devem assegurar o assentamento fixo e permanente e ser capazes de aceitar a variedade de padrões de fixação, com isolamento elétrico, quando requerido. O dormente de aço para bitola larga ou mista deve ter orifícios que permitam a inspeção visual do lastro sob o dormente. O perfil utilizado na fabricação do dormente de aço deve atender aos requisitos físicos e mecânicos mínimos estabelecidos na tabela abaixo.

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O perfil utilizado para a fabricação do dormente de aço deve ser identificado para fins de rastreabilidade, em alto-relevo, em uma face lateral, com a identificação do fabricante (nome ou logomarca), ano de fabricação com dois dígitos e norma de fabricação. O dormente de aço deve ser fabricado com dimensões de comprimento, curvatura e altura, conforme a característica da bitola da via de aplicação, em comum acordo entre o fabricante e o comprador.

O dormente de aço deve ter altura mínima de 200 mm, admitindo-se alturas diferentes, desde que o dormente de aço atenda aos demais requisitos desta norma. Em função do sistema de fixação escolhido para o trilho, o dormente pode ser furado, ter ombreiras soldadas ou outro tipo de apoio para a fixação. A bitola determina a distância entre os conjuntos de fixação dos trilhos. Em caso de bitola mista, deve haver três conjuntos de fixação de trilhos.

A dobra do perfil para formação do dormente deve ser feita a frio, de forma a obter a altura mínima necessária ao atendimento do projeto acordado entre o fabricante e o comprador. Esta dobragem a frio não pode causar trincas ou rupturas em qualquer das faces do dormente ou defeito superficial na face externa.

Todos os dormentes devem estar livres de defeitos superficiais, como intervalos e dobras, falhas e rachaduras, provenientes da laminação do perfil. As bordas dos dormentes não podem ter cantos vivos. O dormente de aço deve assegurar a resistência mínima de 800 kgf a um deslocamento lateral máximo de 11 mm.

Outros valores são admitidos, desde que atendam ao gráfico contido no Anexo G. O acondicionamento deve ser resistente à movimentação e estocagem, de tal forma que não cause defeitos no produto ou instabilidade ao empilhamento. A fita para amarração deve ser confeccionada em material de alta resistência mecânica e contra a corrosão.

O detalhamento da embalagem e as condições de armazenagem dos dormentes devem ser definidos em acordo prévio entre o fornecedor e o comprador. Devem ser inspecionados 10% dos dormentes de aço recebidos ou conforme acordo entre o comprador e o fornecedor.

Deve ser realizada utilizando-se gabarito específico, fornecido pelo fabricante, conforme o projeto do dormente de aço. Os critérios de identificação e marcação do dormente de aço devem ser objeto de acordo prévio entre o fornecedor e o comprador, e devem conter no mínimo as seguintes informações: fabricante, comprador, ano de fabricação e identificação do perfil do trilho a que se destina.

Para o ensaio de carregamento repetido no apoio, inspecionar as soldas dos insertos e apoios do trilho com a utilização da técnica de líquido penetrante ou partícula magnética para a detecção de trincas. Em seguida, aplicar cargas cíclicas senoidais no boleto do trilho, a uma frequência de 3 Hz a 5 Hz, variando de 2.Pvmáx a 2x0,1Pvmáx (Pvmáx a 0,1Pvmáx para cada apoio), até completar 3×106 de ciclos. Após o término do ensaio, deve ser utilizada a técnica de líquido penetrante ou partícula magnética para detecção de trincas.

As amostras são consideradas aprovadas quando, após três milhões de ciclos, não houver ocorrência de trincas ou fraturas no dormente. Em caso de aquecimento das palmilhas entre o trilho e o dormente ou da manta elastomérica, reduzir a frequência de ensaio ou paralisá-lo por alguns instantes. Ventiladores posicionados diretamente no dormente também podem ser utilizados para resfriamento.

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

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