Text page

Os cremes protetores de segurança contra agentes químicos

Quais os ensaios de barreira obrigatórios? Qual é o ensaio para a determinação da ação reagente catalisadora? Por que fazer o teste de hipoalergenicidade e segurança cosmética? Como deve ser executado o ensaio de barreira protetora frente a solventes orgânicos e pós? Como deve ser feito o ensaio de barreira protetora frente a solventes em geral, ácidos e bases? Essas perguntas estão sendo respondidas no texto sobre os cremes protetores de segurança contra agentes químicos.

19/12/2018 - Equipe Target

NBR 16276 de 11/2018: os requisitos e métodos de ensaio para cremes protetores de segurança contra agentes químicos

A NBR 16276 de 11/2018 - Cremes protetores de segurança contra agentes químicos - Requisitos e métodos de ensaio estabelece os requisitos e métodos de ensaio para cremes protetores de segurança contra agentes químicos.

Conheça algumas perguntas relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais os ensaios de barreira obrigatórios?

Qual é o ensaio para a determinação da ação reagente catalisadora?

Por que fazer o teste de hipoalergenicidade e segurança cosmética?

Como deve ser executado o ensaio de barreira protetora frente a solventes orgânicos e pós?

Como deve ser feito o ensaio de barreira protetora frente a solventes em geral, ácidos e bases?

Algumas definições são importantes conhecer. O creme protetor é um equipamento de proteção individual (EPI) destinado à proteção da pele do trabalhador contra agentes químicos externos predefinidos. O creme protetor é classificado de acordo com os critérios da Agência Nacional de Vigilância Sanitária como produto cosmético com registro Grau 2.

A barreira protetora é uma película protetora que se forma sobre a pele e que evita que os agentes agressores especificados a agridam e o agente agressor é o agente químico, físico ou biológico presente em atividades laborais, que pode danificar, prejudicar ou causar algum dano à saúde da pele do trabalhador exposto.

O agente químico é a substância que reage quimicamente com o organismo humano, provocando lesões mediatas ou imediatas, além de coceira, irritação, vermelhidão, dermatoses ocupacionais, entre outras, dependendo da sua composição, concentração, via de penetração e/ou tempo de exposição.

Os cremes protetores devem se enquadrar na categoria cosmético grau de risco 2: “Creme para as mãos com ação antisséptica, com ação fotoprotetora, com indicação de ação protetora individual para o trabalho como equipamento de proteção individual (EPI) e/ou com outras finalidades, além de hidratação e/ou refrescância”. A Anvisa é a responsável pelo registro dos cremes protetores como “Cosmético Grau 2”.

Os cremes protetores devem ser desenvolvidos de forma que: nas condições de utilização previsíveis para as quais se destinam o usuário possa desenvolver a atividade que expõe a riscos, dispondo de uma barreira protetora adequada; nas condições de uso promovam a proteção da pele do usuário, desde que utilizados conforme a orientação do texto de rotulagem; não gerem efeitos colaterais, desde que o produto adquirido atenda à finalidade a que se destina; seja observado o princípio da vinculação à rotulagem, ou seja, a finalidade do produto deve ser descrita no rótulo, e somente podem constar as aplicações comprovadas por meio dos ensaios de barreira.

Os materiais empregados para a fabricação dos cremes protetores devem ser controlados com relação aos seus lotes de produção para permitir rastreabilidade. Recomenda-se que o fabricante dos cremes protetores tenha a certificação do seu sistema de gestão da qualidade e que este esteja implantado e seja eficaz para a manutenção de seus processos internos.

Durante a fabricação dos cremes protetores, os seguintes ensaios de rotina devem ser realizados em 100 % dos lotes:  análise físico-química; ensaio microbiológico. Os cremes protetores devem atender aos requisitos da tabela abaixo.

Clique na imagem acima para uma melhor visualização

Na tabela abaixo, encontram-se os ensaios de barreira obrigatórios. Os demais ensaios de barreira que não são obrigatórios podem ser citados nos rótulos. Os ensaios, listados na tabela pertencentes ao Grupo 3, podem ser feitos por subgrupos específicos: ensaios para o subgrupo 4.7 contra solventes orgânicos e pós, ensaios para o subgrupo 4.8 ácidos e bases ou ensaios para o subgrupo 4.9 solventes em geral, ácidos e bases.

Clique na imagem acima para uma melhor visualização

O texto de marcação deve estar escrito em português, de forma legível e indelével, por método apropriado, na embalagem do creme protetor. Além disso, a marcação deve conter as seguintes informações: identificação do nome do fabricante, do fornecedor e da marca comercial; identificação clara do nome do produto; número do lote da produção do fabricante, data de fabricação e data de validade; número do CA, emitido pelo Mtb.

Os cremes protetores devem ser fornecidos em embalagens individuais que atendam ao seguinte: os cremes protetores devem ser embalados de forma que suas características e níveis de proteção, em função da utilização adequada, não sofram alterações no decurso do armazenamento, do uso e do transporte; o diâmetro da embalagem para vazão do creme protetor deve ser igual ou inferior a 20 mm.

No caso do sistema termorregulador, o princípio consiste na avaliação do sistema termorregulador de animais de laboratório, durante ensaios de aplicação e de contato direto de creme protetor com a pele, que ateste a não interferência no sistema termorregulador humano. Para o preparo dos animais, no procedimento são utilizados cinco animais adultos, hígidos, da espécie Coelho Albino Neozelandês, pesando entre 3,40 e 4,60 quilos.

Os animais são mantidos em gaiolas individuais durante todo o período de teste, a temperatura de 24 °C a 27 °C, e umidade relativa do ar entre 55% e 70 %. No dia anterior à aplicação do creme protetor de teste, os pelos da região dorsal do tronco do animal devem ser depilados.

Escolhem-se quatro locais de ensaios adjacentes de aproximadamente 2,5 cm² cada, sendo duas áreas para aplicação, da amostra e duas para controle. Uma das áreas para o controle e outra para amostra será submetida à abrasão, escarificadas.

O procedimento inclui as amostras de creme são aplicadas sobre duas áreas depiladas (2,5 cm²) de cinco coelhos albinos, e cobertas com gaze e fita crepe. A duração de contato do creme será de 10 h. Neste período, de hora em hora, são tomadas medições de temperatura corporal, usando-se a via retal. Emprega-se termômetro plástico com sensibilidade de 0,1 °C. Anota-se os dados de temperatura ambiente ( 24 °C – 25 °C) e umidade relativa do ar entre 55% a 60 %.

Os critérios adotados para controles da temperatura são os seguintes: Faixa normal: de 38,3 °C a 39,4 °C; Hipotermia: Inferior a 38,1 °C; Hipertermia: superior a 39,7 °C. Os resultados são expressos em graus centígrados, em escala Celsius (°C), no valor médio das dez medições, valor mínimo e valor máximo encontrados. A conclusão deve indicar se houve ou não alteração sobre o sistema termorregulador, nas condições ensaiadas.

As instruções fornecidas pelo fabricante devem estar escritas em português, na embalagem individual do produto, de forma indelével. Devem ser incluídas orientações sobre o seguinte: forma de aplicar o produto sobre a pele; cuidados a serem tomados em regiões do corpo que não podem receber o produto; tempo de ação do produto em condições normais de uso; forma de remover o produto; cuidados no manuseio e armazenamento do produto. Devem ser aceitos todos os cremes que atendam aos requisitos e ensaios desta norma, caso contrário, devem ser rejeitados.

FONTE: Equipe Target

Anúncio fixo da norma NBRISO9001 Chegou o novo app Target GEDWeb!
Busque e visualize suas normas ABNT NBR NM
Recursos exclusivos de busca, leitura por voz,
acesso off-line, navegação por setor e muito mais!
Produto/Serviço relacionado à NBRISO9001

Baseado nos documentos visitados

Normas recomendadas para você

Vestimentas de proteção - Vestimentas para proteção contra calor e chama - Requisitos mínimos de desempenho
NBRISO11612 de 04/2017

Vestimentas de proteção - Vestimentas para proteção contra calor e chama - Requisitos mínimos de desempenho

Apicultura - Materiais - Vestimentas apícolas
NBR16573 de 12/2016

Apicultura - Materiais - Vestimentas apícolas

Equipamento de proteção respiratório - Respirador de linha de ar comprimido com capuz, para uso em operações de jateamento - Especificação
NBR14750 de 10/2001

Equipamento de proteção respiratório - Respirador de linha de ar comprimido com capuz, para uso em operações de jateamento - Especificação

Equipamento de proteção individual - Calçado de segurança
NBRISO20345 de 05/2015

Equipamento de proteção individual - Calçado de segurança

Trabalhos em tensão — Vestimenta de proteção contra riscos térmicos de um arco elétrico - Parte 1-1: Métodos de ensaio — Método 1: Determinação da resistência ao arco elétrico (ATPV ou EBT50) de materiais resistentes à chama para vestimenta
NBRIEC61482-1-1 de 08/2017

Trabalhos em tensão — Vestimenta de proteção contra riscos térmicos de um arco elétrico - Parte 1-1: Métodos de ensaio — Método 1: Determinação da resistência ao arco elétrico (ATPV ou EBT50) de materiais resistentes à chama para vestimenta

Chuveiros e lava-olhos de emergência — Requisitos gerais
NBR16291 de 05/2014

Chuveiros e lava-olhos de emergência — Requisitos gerais

Equipamento de proteção respiratória - Respirador de adução de ar - Respirador de linha de ar comprimido com capuz
NBR14749 de 10/2001

Equipamento de proteção respiratória - Respirador de adução de ar - Respirador de linha de ar comprimido com capuz

Proteção ocular pessoal — Filtros de proteção contra radiação infravermelha — Requisitos de transmitância e recomendações de uso
NBR16249 de 11/2013

Proteção ocular pessoal — Filtros de proteção contra radiação infravermelha — Requisitos de transmitância e recomendações de uso

Vestimentas de proteção — Proteção contra calor e chamas — Método de ensaio para a propagação limitada de chama
NBRISO15025 de 10/2021

Vestimentas de proteção — Proteção contra calor e chamas — Método de ensaio para a propagação limitada de chama

Equipamento de proteção individual - Calçado de proteção
NBRISO20346 de 11/2015

Equipamento de proteção individual - Calçado de proteção

Cremes protetores de segurança contra agentes químicos - Requisitos e métodos de ensaio
NBR16276 de 11/2018

Cremes protetores de segurança contra agentes químicos - Requisitos e métodos de ensaio

Equipamento de proteção individual - Calçado ocupacional
NBRISO20347 de 05/2015

Equipamento de proteção individual - Calçado ocupacional

Pós para revestimento - Parte 4: Cálculo do limite inferior de explosividade
NBRISO8130-4 de 01/2014

Pós para revestimento - Parte 4: Cálculo do limite inferior de explosividade

Trabalhos sob tensão — Vestimenta de proteção contra os riscos térmicos de um arco elétrico - Parte 2: Requisitos
NBRIEC61482-2 de 06/2016

Trabalhos sob tensão — Vestimenta de proteção contra os riscos térmicos de um arco elétrico - Parte 2: Requisitos

Equipamento de proteção individual - Protetores auditivos - Medição de atenuação de ruído com métodos de orelha real
NBR16076 de 05/2020

Equipamento de proteção individual - Protetores auditivos - Medição de atenuação de ruído com métodos de orelha real

Proteção ocular pessoal — Métodos de ensaios ópticos
NBR16250 de 12/2013

Proteção ocular pessoal — Métodos de ensaios ópticos

Equipamentos de proteção individual - Métodos de ensaio para calçados
NBRISO20344 de 05/2015

Equipamentos de proteção individual - Métodos de ensaio para calçados

Proteção ocular pessoal — Filtros para soldagem e técnicas associadas — Requisitos de transmitância e recomendações de uso
NBR16247 de 11/2013

Proteção ocular pessoal — Filtros para soldagem e técnicas associadas — Requisitos de transmitância e recomendações de uso

Trabalho em tensão - Vestimenta de proteção contra riscos térmicos de um arco elétrico - Parte 1-2: Métodos de ensaio - Método 2: Determinação de classe de proteção ao arco elétrico de material e vestuário utilizando um arco elétrico direcionado e restringido (box test)
NBRIEC61482-1-2 de 06/2017

Trabalho em tensão - Vestimenta de proteção contra riscos térmicos de um arco elétrico - Parte 1-2: Métodos de ensaio - Método 2: Determinação de classe de proteção ao arco elétrico de material e vestuário utilizando um arco elétrico direcionado e restringido (box test)

Proteção ocular pessoal — Filtros para radiação ultravioleta — Requisitos de transmitância e recomendações de uso
NBR16248 de 11/2013

Proteção ocular pessoal — Filtros para radiação ultravioleta — Requisitos de transmitância e recomendações de uso

Equipamento de proteção individual - Calçado isolante elétrico para trabalhos em instalações elétricas de baixa tensão até 500 V em ambiente seco - Requisitos e métodos de ensaios
NBR16603 de 05/2017

Equipamento de proteção individual - Calçado isolante elétrico para trabalhos em instalações elétricas de baixa tensão até 500 V em ambiente seco - Requisitos e métodos de ensaios