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AWWA C810: substituição e lavagem de linhas de serviço de chumbo

Essa norma, publicada em 2017 pela American Water Works Association (AWWA), descreve os procedimentos essenciais para a substituição das linhas de serviço de água de chumbo e lavagem após a substituição. Também descreve os procedimentos para situações de substituição parcial e reparação onde a substituição completa da linha de serviço de chumbo não é possível ou prática.

28/02/2018 - Equipe Target

Os riscos dos encanamentos em chumbo

A AWWA C810-17 - Replacement and Flushing of Lead Service Lines descreve os procedimentos essenciais para a substituição das linhas de serviço de água de chumbo e lavagem após a substituição. Também descreve os procedimentos para situações de substituição parcial e reparação onde a substituição completa da linha de serviço de chumbo não é possível ou prática. descreve os procedimentos essenciais para a substituição das linhas de serviço de água de chumbo e lavagem após a substituição.

Os procedimentos essenciais incluem o seguinte: ferramentas e técnicas adequadas; lavagem de uma linha de serviço após a substituição; fatores a serem considerados na otimização do nivelamento; e instruções para fornecer aos clientes afetados pela substituição, incluindo medidas adicionais de redução de risco. Esta norma também descreve procedimentos para situações de substituição parcial e reparação onde a substituição completa da linha de serviço de chumbo não é possível ou prática.

A norma pode ser referenciada nos documentos de compra para a substituição de linhas de serviço de chumbo e pode ser usado como um guia para as ferramentas e técnicas de substituição adequadas, práticas e procedimentos de descarga, comunicação com clientes e verificação de conclusão bem-sucedida. As suas estipulações se aplicam quando este documento for referenciado e apenas no item referenciado.

Conteúdo da norma

Prefácio

I Introdução .................................... VII

I.A Experiência ..................................... VII

I.B História .................................... VII

IC Aceitação.................................... VII

II Questões especiais ....................................IX

II.A Priorização da substituição da linha de serviço principal...... IX

II.B Otimizando o controle do tratamento da corrosão..............IX

II.C Reutilização ou substituição do serviço das conexões de linha, válvulas e medidores de água................ IX

II.D Planejamento de comunicação sobre o chumbo na água potável ......... X

II.E Aterramento de circuitos elétricos na tubulação............................... XI

III Uso desta norma..................... XI

III.A Opções e alternativas ............................... XI

III.B Modificação para a normalização................. XI

IV Revisões principais ................................ XI

V Comentários ....................................... XI

Norma

1. Geral

1.1 Escopo ................................................ 1

1.2 Finalidade ............................................. 1

1.3 Aplicação .................................... 1

2 Referências ........................................ 2

3 Definições ....................................... 2

4 Requisitos

4.1 Localização e substituição do chumbo nos encanamentos de serviço............................. 4

4.2 Substituições parciais .......................... 9

4.3 Comunicações e instruções aos clientes ............ 12

4.4 Linhas de serviço de lavagem após completa modificação ou substituição parcial ............ 12

5 Verificação

5.1 Documentação das atividades de construção............. 14

5.2 Ensaios de água após a substituição....................... 14

Figura 1 Linha típica dos componentes de um serviço de água............. 3

Pode-se dizer que a potabilidade da água é garantida pelo processo de tratamento realizado antes da distribuição à população. Porém, condições inadequadas do sistema de encanamento podem influir na potabilidade da água. O chumbo, substância tóxica que pode estar presente nos encanamentos de casas e prédios pode contaminar a água usada para beber e preparar refeições. Isso causa uma exposição em pequenas doses que, se ocorrer de forma contínua, é nociva a saúde.

A legislação brasileira admitia um valor máximo permitido de 50 microgramas de chumbo por litro de água potável. Após uma revisão, este valor foi reduzido para 10 microgramas por litro, com adequação ao valor proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Uma criança que tenha absorvido o chumbo em seu organismo e tenha uma concentração sanguínea de 10 microgramas por decilitro de sangue pode ter problemas de audição e no crescimento e diminuição de quociente de inteligência (Q.I.).

As concentrações de 20 microgramas por decilitro de sangue podem reduzir a síntese de vitamina D, se a quantidade for acima de 50 microgramas por decilitro, pode ocasionar a diminuição da produção de hemoglobina (presente nos glóbulos vermelhos do sangue).

Ao se morar em casa construída antes de 1950, não se costuma usar filtros de água. Isso pode ser um motivo de preocupação, porque provavelmente a saúde dos moradores está sendo afetada pela ingestão de chumbo. Antigamente, esta substância era utilizada na confecção dos canos e hoje está comprovado que ela se dissolve na água que ficar parada por mais de 2 horas, caso os canos estejam corroídos. Prédios com mais de seis apartamentos não contêm chumbo, independente da data de construção. Canos de chumbo não aguentam a pressão da água que este tipo de residência necessita.

O chumbo pode prejudicar o desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso, principalmente em fetos, bebês e crianças com menos de seis anos. Nos próximos anos, deve-se substituir os canos de chumbo que levam água até as residências. Mas o problema não termina aí. O proprietário terá que substituir também os canos da propriedade em si para que a água realmente chegue limpa até a sua pia.

Enquanto os canos não são trocados, a fim de minimizar a exposição ao chumbo, a indicação é abrir a torneira e deixar a água correr até ficar bem gelada, e depois deixar por mais pelo menos 1 minuto correndo antes de ser bebida. Para cozinhar e beber use a água da pia sempre fria, pois a água quente dissolve mais facilmente o chumbo dos canos.

Enfim, o chumbo pode ser encontrado na água potável através da corrosão de encanamentos de chumbo. Isto é comum de ocorrer quando a água é ligeiramente ácida. Este é um dos motivos para os sistemas de tratamento de águas públicas ajustarem o pH das águas para uso doméstico.

O chumbo não apresenta nenhuma função essencial conhecida no corpo humano. É extremamente danoso quando absorvido pelo organismo através da comida, ar ou água. O chumbo pode causar vários efeitos indesejáveis, tais como: perturbação da biossíntese da hemoglobina e anemia; aumento da pressão sanguínea; danos aos rins; abortos; alterações no sistema nervoso; danos ao cérebro; diminuição da fertilidade do homem através de danos ao esperma; diminuição da aprendizagem em crianças; modificações no comportamento das crianças, como agressão, impulsividade e hipersensibilidade.

O chumbo pode atingir o feto através da placenta da mãe, podendo causar sérios danos ao sistema nervoso e ao cérebro da criança. O seu uso durante o Império Romano em encanamentos de água (e seu sal orgânico, acetato de chumbo, conhecido como açúcar de chumbo, usado como adoçante em vinhos) é considerado por alguns como causa da demência que afetou muitos dos imperadores romanos.

Devido à elevada toxidade do chumbo e dos seus compostos, ações para prevenir e reparar contaminações ambientais são comuns nos tempos atuais. Materiais e dispositivos que contém chumbo não podem ser descartados ao ambiente. Devem ser reciclados.

A reciclagem por sua vez trata-se de um processo com desafios muito grandes a serem enfrentados diante dos resíduos gerados durante o processo de reciclagem. No caso da reciclagem das baterias automotivas por exemplo, primeiro, os componentes das baterias (plástico e metal) são separados hidraulicamente. Depois, o metal é fundido.

Ao longo desse trabalho, ocorrem emissões de gases e efluentes, ambos contaminados com o chumbo. Muito tem-se desenvolvido para reduzir ao máximo essas contaminações e minimizar o impacto desse processo. Também ocorre a geração de escória ao longo do processo.

Estima-se que de cada tonelada de metal reaproveitada são gerados cerca de 150 a 300 quilos de resíduo sólido contaminado com chumbo. Uma das opções que se tem pensado como solução para este segundo caso é o uso deste resíduo no lugar da brita após tratamento adicional de imobilização do metal.

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

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