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NBR 13237 (ABNT/MB 3742) de 09/2017: a determinação do resíduo por peneiramento úmido de agrotóxicos

Quais os reagentes e materiais para o ensaio? Como deve ser feita a expressão dos resultados do ensaio? Essas perguntas estão sendo mostradas no texto sobre a determinação do resíduo por peneiramento úmido de agrotóxicos.

27/09/2017 - Equipe Target

Os conceitos dos agrotóxicos

A NBR 13237 (ABNT/MB 3742) de 09/2017 - Agrotóxicos e afins - Determinação do resíduo por peneiramento úmido especifica um método de ensaio para determinação do resíduo por peneiramento úmido de produtos agrotóxicos e afins.

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Quais os reagentes e materiais para o ensaio?

Como deve ser feita a expressão dos resultados do ensaio?

A aparelhagem necessária para o ensaio deve incluir: balança com precisão mínima de 0,01 g; béquer de 250 mL; cronômetro; dessecador; estufa com controle de temperatura; pisseta; cápsula de porcelana; peneira, conforme a NBR NM ISO 3310-1, possuindo de 8 cm a 10 cm de diâmetro. Para o procedimento do ensaio, selecionar a peneira adequada ao produto agrotóxico a ser ensaiado (ver NBR 8510).

Na manipulação dos produtos agrotóxicos, devem ser atendidos os requisitos da NBR 13075. Lavar toda a vidraria a ser utilizada conforme a NBR 13073. Pesar a peneira ou cápsula ou papel de filtro quantitativo em balança com precisão de no mínimo 0,01 g e anotar a massa (Mi). Em um béquer de 250 mL, pesar (10,0 ± 0,5) g do produto agrotóxico a ser ensaiado e anotar a massa (Ma).

Adicionar (150 ± 10) mL de água de torneira no béquer. Agitar o conteúdo do béquer, de modo a formar uma suspensão homogênea. Transferir, quantitativamente, a suspensão para a peneira. Ajustar a vazão da torneira para (1,0 a 4,0) L de água por minuto. Lavar o material da peneira com o jato de água abrangendo toda a área da peneira, até que a quantidade visível de resíduos se mantenha constante (máximo 4 min). Colocar a peneira na estufa, a (50,0 ± 2,0) °C, ou transferir quantitativamente o resíduo com água destilada para uma cápsula ou papel de filtro quantitativo, secar e pesar até obter massa constante.

A temperatura da estufa deve ser reduzida se, a (50,0 ± 2,0) °C, forem observadas alterações físicas no resíduo do produto (por exemplo, carbonização, fusão, formação de gel etc.). A temperatura da estufa pode ser aumentada, desde que não sejam observadas alterações físicas no resíduo do produto.

Quando o tempo de secagem até obter massa constante no resíduo do produto agrotóxico for conhecido, pode-se utilizar este tempo como referência em vez de secar e pesar até obter massa constante. Retirar a peneira ou cápsula ou papel de filtro quantitativo da estufa e resfriar no dessecador. Pesar a peneira ou cápsula ou papel de filtro quantitativo após resfriamento e anotar a sua massa (Mf).

Atualmente, o processo tradicional de produção agrícola sofreu drásticas mudanças, com a inserção de novas tecnologias, visando a produção extensiva de commodities agrícolas. Estas tecnologias envolvem, quase em sua maioria, o uso extensivo de agrotóxicos, com a finalidade de controlar doenças e aumentar a produtividade.

Segundo a legislação vigente, agrotóxicos são produtos e agentes de processos físicos, químicos ou biológicos, utilizados nos setores de produção, armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, pastagens, proteção de florestas, nativas ou plantadas, e de outros ecossistemas e de ambientes urbanos, hídricos e industriais. O agrotóxico visa alterar a composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados nocivos. Também são considerados agrotóxicos as substâncias e produtos empregados como desfolhantes, dessecantes, estimuladores e inibidores de crescimento.

Os agrotóxicos podem ser divididos em duas categorias: os agrícolas, destinados ao uso nos setores de produção, no armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, nas pastagens e nas florestas plantadas - cujos registros são concedidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, atendidas as diretrizes e exigências dos Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente; e os não agrícolas, destinados ao uso na proteção de florestas nativas, outros ecossistemas ou de ambientes hídricos – cujos registros são concedidos pelo Ministério do Meio Ambiente/Ibama, atendidas as diretrizes e exigências dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Saúde.

Existem ainda os destinados ao uso em ambientes urbanos e industriais, domiciliares, públicos ou coletivos, ao tratamento de água e ao uso em campanhas de saúde pública - cujos registros são concedidos pelo Ministério da Saúde/Anvisa, atendidas as diretrizes e exigências dos Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente.

O comportamento do agrotóxico no ambiente é bastante complexo. Quando utilizado um agrotóxico, independentemente do modo de aplicação, possui grande potencial de atingir o solo e as águas, principalmente devido aos ventos e à água das chuvas, que promovem a deriva, a lavagem das folhas tratadas, a lixiviação e a erosão. Além disso, qualquer que seja o caminho do agrotóxico no meio ambiente, invariavelmente o homem é seu potencial receptor.

A complexidade da avaliação do comportamento de um agrotóxico, depois de aplicado deve-se à necessidade de se considerar a influência dos agentes que atuam provocando seu deslocamento físico e sua transformação química e biológica. As substâncias sofrem processos físicos, ou químicos ou biológicos, os quais podem modificar as suas propriedades e influenciar no seu comportamento, inclusive com a formação de subprodutos com propriedades absolutamente distintas do produto inicial e cujos danos à saúde ou ao meio ambiente também são diferenciados.

Os agrotóxicos são considerados extremamente relevantes no modelo de desenvolvimento da agricultura no país. O Brasil é o maior consumidor de produtos agrotóxicos no mundo. Em decorrência da significativa importância, tanto em relação à sua toxicidade quando à escala de uso no Brasil, os agrotóxicos possuem uma ampla cobertura legal no Brasil, com um grande número de normas legais. O referencial legal mais importante é a Lei nº 7802/89, que rege o processo de registro de um produto agrotóxico, regulamentada pelo Decreto nº 4074/02.

Segundo a Lei 7.802/89, artigo 3º, parágrafo 6º, no Brasil, é proibido o registro de agrotóxicos: para os quais o Brasil não disponha de métodos para desativação de seus componentes, de modo a impedir que os seus resíduos remanescentes provoquem riscos ao meio ambiente e à saúde pública; para os quais não haja antídoto ou tratamento eficaz no Brasil; que revelem características teratogênicas, carcinogênicas ou mutagênicas, de acordo com os resultados atualizados de experiências da comunidade científica; que provoquem distúrbios hormonais, danos ao aparelho reprodutor, de acordo com procedimentos e experiências atualizadas na comunidade científica; que se revelem mais perigosos para o homem do que os testes de laboratório, com animais, tenham podido demonstrar, segundo critérios técnicos e científicos atualizados; e cujas características causem danos ao meio ambiente.

Um dos problemas mais comuns é a contaminação do solo, de lençóis freáticos e de rios e lagos. Quando o agrotóxico é utilizado, ele chega ao solo e a chuva, ou o próprio sistema de irrigação da plantação, facilita a chegada dos pesticidas aos corpos de água, poluindo-os e intoxicando toda vida lá presente.

Um bom exemplo de como esse tipo de produto tóxico funciona pode ser observado em inseticidas, como os organoclorados e organofosforados. Ambos são bioacumulativos, o que significa que o composto permanece no corpo do inseto ou de um peixe após sua morte. Se algum outro animal se alimentar de um ser contaminado, também ficará intoxicado, e assim sucessivamente, aumentando o alcance do problema.

O uso de agrotóxicos, inclusive, contribui com o empobrecimento do solo. Alguns estudos mostram que a sua utilização de pesticidas reduz a eficiência da fixação de nitrogênio realizada por micro-organismos, o que faz com que o uso de fertilizantes seja cada vez mais necessário. Eles também favorecem o surgimento de pragas progressivamente mais fortes, através de um processo de seleção natural, em que os animais mais resistentes aos agrotóxicos tomam o lugar das espécies mais suscetíveis. Esse processo também acaba garantindo a manutenção da produção de agrotóxicos.

A saúde humana é afetada pelos agrotóxicos de três maneiras: durante sua fabricação, no momento da aplicação e ao consumir um produto contaminado. Independentemente da forma de contato, os efeitos são extremamente perigosos. Podem causar problemas neurológicos, como o mal de Alzheimer, associados à exposição a inseticidas organofosforados, assim como o desenvolvimento de transtorno do déficit de atenção com hiperatividade em crianças.

FONTE: Equipe Target

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