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BS 9999: segurança contra incêndios em edificações

Essa norma, editada em 2017 pelo BSI, fornece recomendações e orientações sobre o projeto, o gerenciamento e o uso de edificações para alcançar padrões razoáveis de segurança contra incêndio para todas as pessoas em torno deles. Também fornece orientações sobre o gerenciamento contínuo da segurança contra incêndio dentro de um edifício ao longo de todo o seu ciclo de vida, incluindo orientação para os projetistas para garantir que o design geral de um edifício auxilie e melhore a gestão da segurança contra incêndio.

12/07/2017 - Equipe Target

A segurança contra incêndios em edificações

A BS 9999:2017 - Fire safety in the design, management and use of buildings. Code of practice fornece recomendações e orientações sobre o projeto, o gerenciamento e o uso de edificações para alcançar padrões razoáveis de segurança contra incêndio para todas as pessoas em torno deles. Também fornece orientações sobre o gerenciamento contínuo da segurança contra incêndio dentro de um edifício ao longo de todo o seu ciclo de vida, incluindo orientação para os projetistas para garantir que o design geral de um edifício auxilie e melhore a gestão da segurança contra incêndio.

Esta norma britânica é aplicável à concepção de novos edifícios e às alterações, extensões e mudanças de uso de um edifício existente. Pode ser usada como uma ferramenta para avaliar edifícios existentes, embora mudanças fundamentais de acordo com as diretrizes possam ser limitadas ou não praticáveis.

As recomendações e orientações fornecidas nesta norma destinam-se a salvaguardar a vida dos ocupantes do edifício e dos bombeiros. Embora algumas das recomendações e orientações também possam ajudar na obtenção de outros objetivos de segurança contra incêndios - como proteção de propriedade, ambiente, comunidades e viabilidade de negócios/serviços - podem ser necessárias medidas adicionais que estão fora do escopo desta norma britânica.

Não é aplicável às habitações individuais e pode ter apenas uma aplicabilidade limitada a certos edifícios especializados e áreas de edifícios (por exemplo, hospitais e áreas de detenção legal). Essa norma foi totalmente revisada para alinhar com as práticas atuais, novas tecnologias e outras partes da série de padrões de segurança contra incêndio, ou seja, a BS 9990 e BS 9991. A nova edição da BS 9999 apresentará algumas mudanças. Por exemplo, a inclusão do fluxograma mostrando os passos sequenciais no processo de projeto, para ajudar os usuários na aplicação da norma.

Foi incluída uma cláusula revisada sobre o gerenciamento de segurança contra incêndio com referências ao PAS 7 e a inclusão de sistemas de supressão de fogo tipo watermist. Foi expandida a orientação em alarmes de voz e incluída uma Tabela de expansão da taxa de crescimento do fogo para fornecer mais informações. Houve a remoção de conteúdo agora coberto pela BS 9991e uma atualização geral para levar em consideração normas novas e revisadas publicadas desde 2008.

Além disso, a norma também possui recomendações revisadas para: o controle de fumaça e calor; conjuntos de barreiras contra incêndio; sistemas de ventilação mecânica e ar-condicionado; etc. É uma norma indicada para arquitetos, engenheiros de segurança contra incêndios, avaliadores de risco de incêndio, inspetor de construção, instaladores de alarmes de incêndio e fumaça, sprinklers e sistemas de controle de fumaça e calor, inspetoria para sistemas de certificação e instalação e para aqueles envolvidos em iluminação de emergência.

Pode-se dizer que a segurança contra incêndio em edificações é a redução do risco de vidas e da propriedade, sendo o conceito principal a segurança das pessoas. O melhor projeto de segurança contra incêndio é realizado pela implantação de um conjunto de sistemas de proteção ativa (detecção do fogo, combate ao incêndio, etc.) e de proteção passiva (resistência ao fogo das estruturas, compartimentação, etc.).

A seleção de um sistema de segurança deve ser determinada pela probabilidade de ocorrência do incêndio e o consequente risco à segurança das vidas. Adicionalmente, é necessário identificar a extensão do dano à propriedade que pode ser considerada tolerável. Os fatores que devem ser considerados são: a atividade e o conteúdo de combustíveis (carga de incêndio) na edificação; por exemplo, os riscos são maiores em uma fábrica de produtos de madeira do que em uma indústria metalúrgica; o tipo de edificação; por exemplo, um prédio térreo com um pavimento extenso sem compartimentação constitui um risco maior do que um edifício de múltiplos andares subdividido em grande número de compartimentos resistentes ao fogo; a prevenção ativa do incêndio; as chances de desenvolvimento de um incêndio são fortemente reduzidas se forem instalados detectores de fumaça e chuveiros automáticos.

Na avaliação da segurança dos ocupantes de uma edificação, o número de pessoas, suas idades, estado de saúde e tempo requerido para escape são fatores de grande importância. Entretanto, as medidas de precaução com a segurança devem ser diferentes para prédios com alta densidade de pessoas, como escritórios, hotéis, shoppings e teatros, daquelas para os com poucas pessoas, como depósitos de mercadorias. Adicionalmente, a distinção deve ser feita entre edificações projetadas para estadia de pessoas com pouca mobilidade ou que estejam dormindo, como hospitais, daquelas usadas para academias de ginástica, por exemplo.

Cuidados devem ser também tomados com o fim de limitar o espalhamento de fumaça e do fogo, pois afetam a segurança de pessoas que estejam em locais distantes da origem do incêndio, ou mesmo em prédios vizinhos. O número de pavimentos, que influencia o tempo de escape, é também importante fator para definição da segurança das vidas. O uso de equipamentos de proteção ativa, como detectores de fumaça e chuveiros automáticos, normalmente limita o desenvolvimento do incêndio e assegura que os serviços de combate ao fogo possam ser chamados para a cena o mais rápido possível.

Um fator importante, neste caso, é a distância entre a edificação e o corpo de bombeiros e também sua capacitação técnica para atender à ocorrência. Os sistemas de proteção passiva são usados ainda para prevenir o desenvolvimento de altas temperaturas nas estruturas metálicas carregadas. Isto pode ser feito com a aplicação de materiais de proteção passiva e/ou com a realização de um projeto da edificação em que a estrutura metálica tenha uma proteção natural dos pisos, tetos e paredes, ou mesmo tirando partido do concreto e alvenarias que revestem elementos estruturais.

Um bom projeto muitas vezes deve usar sistemas de proteção ativa e passiva, conduzindo a prêmios de seguros muito mais favoráveis. Perdas monetárias causadas por danos ao edifício, perdas dos conteúdos, interrupção da produção, danos à vizinhança ou ao ambiente e vários outros fatores também influenciam a seleção do nível e tipo de medidas de precaução contra incêndios. A intensidade e duração de um incêndio, medido pela curva temperatura/tempo dos gases no compartimento com fogo, dependem das características de combustão dos materiais deste compartimento, das condições de ventilação e das propriedades térmicas dos materiais dos fechamentos (paredes, tetos).

A transição de um incêndio localizado para um incêndio desenvolvido, chamado flashover, é uma etapa essencial para avaliação da segurança estrutural contra fogo. Antes do flashover, normalmente não há risco de falha estrutural, seja no concreto seja na estrutura metálica, apesar de poder ocorrer algum dano localizado no conteúdo do compartimento sob fogo. Basicamente, os incêndios são classificados de acordo com os materiais neles envolvidos, bem como a situação em que se encontram.

Essa classificação determina a necessidade do agente extintor adequado. Classe “A”: fogo em combustíveis sólidos como, por exemplo, madeiras, papel, tecido, borracha, etc. É caracterizado pelas cinzas e brasas que deixa como resíduos, sendo que a queima acontece na superfície e em profundidade. O melhor método de extinção é o resfriamento, sendo os agentes extintores que podem ser usados são a água e PQS ABC. Classe “B”: fogo em líquidos inflamáveis, graxas e gases combustíveis, como, por exemplo, gasolina, óleo, querosene, GLP, etc. É caracterizado por não deixar resíduos e queimar apenas na superfície exposta. O melhor método de extinção é por abafamento, sendo os agentes extintores que podem ser usados são a espuma, o PQS BC e PQS ABC. Não se deve usar a água.

Classe “C”: fogo em materiais e equipamentos energizados, como, por exemplo, motores, transformadores, geradores, etc. É caracterizado pelo risco de vida que oferece, sendo importante nunca usar extintor de água. O melhor método de extinção é por interrupção da reação em cadeia ou por abafamento, com o uso de extintores de PQS BC, PQS ABC e CO2. O extintor de CO2 é o mais indicado por não deixar resíduos que danifiquem os equipamentos.

Classe “D”: fogo em metais combustíveis, como, por exemplo, magnésio, selênio, antimônio, lítio, potássio, alumínio fragmentado, zinco, titânio, sódio e zircônio, etc. É caracterizado pela queima em altas temperaturas e por reagir com agentes extintores comuns, principalmente se contem água. O melhor método de extinção é por abafamento, com o uso de extintores de pó químico seco especial (PQSE). Existem algumas classes especiais adotadas por normas internacionais e pouco conhecidas ainda no Brasil.

Classe “K”: fogo envolvendo óleo vegetal e gordura animal, tanto no estado sólido ou liquido, tendo como exemplo de ambientes as cozinhas comerciais ou industriais. Essa classe é ainda pouco conhecida no Brasil. O melhor método de extinção é por abafamento e também nunca se deve usar água. Esta classe possui agente extintor especial para sua classe, com alto custo. Classe “E”: fogo envolvendo material radioativo e químico em grandes proporções, sendo necessário equipamentos e equipes altamente treinadas.

FONTE: Equipe Target

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