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NBR 8300 (EB1462) de 11/2016: os requisitos das chapas grossas de aço-carbono

Qual a composição química para análise de panela? Qual a soldabilidade desse tipo de chapa? Essas questões estão sendo respondidas no texto sobre as chapas grossas de aço-carbono para uso geral.

07/12/2016 - Equipe Target

Chapas grossas de aço-carbono

A NBR 8300 (EB1462) de 11/2016 - Chapas grossas de aço-carbono para uso geral — Requisitos estabelece os requisitos para encomenda, fabricação e fornecimento de chapas grossas de aço-carbono para uso geral.

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Qual a composição química para análise de panela?

Qual a soldabilidade desse tipo de chapa?

Os requisitos para encomenda, processo de fabricação, condições de acabamento, condições de superfície, tolerâncias dimensionais e de forma, bem como para embalagem, marcação e certificado, devem seguir o estabelecido pela NBR 11889. A inspeção deve ser realizada conforme o estabelecido na NBR 11889.

A amostragem deve seguir o estabelecido na NBR 11889 e considerar os seguintes aspectos: devem ser retiradas duas amostras de cada corrida para a realização, em ambas as amostras, de ensaio de tração e de dobramento, e caso o material acabado seja proveniente de uma corrida inferior a 50 t, é suficiente apenas uma amostra; no caso de chapas grossas cujo material seja proveniente de uma mesma corrida, e as diferenças entre as espessuras nominais adquiridas sejam maiores ou iguais a 10 mm e 25 mm para espessuras até 50 mm e acima de 50 mm, respectivamente, devem ser retiradas uma amostra da espessura menor e outra da espessura maior, independentemente da massa representada. Em cada uma das amostras, devem ser realizados os ensaios de tração e dobramento.

O ensaio de tração deve ser realizado conforme a NBR 6673. O corpo de prova para este ensaio deve ser retirado transversalmente à direção final de laminação. O ensaio de dobramento deve ser realizado conforme a NBR ISO 7438. O corpo de prova para este ensaio deve ser retirado longitudinalmente à direção final de laminação. As condições para aceitação ou rejeição deste material são definidas pela NBR 11889.

O aço-carbono é a composição da liga que confere ao aço o seu nível de resistência mecânica. O ferro gusa, primeira etapa de fabricação do aço, é o mesmo para todos os produtos. Na fase seguinte, quando os elementos de liga são adicionados ou suprimidos no ferro gusa, é que são determinadas as grandes famílias de aço, dos mais rígidos aos mais estampáveis.

O carbono é o principal elemento endurecedor em relação ao ferro. Outros elementos, como o manganês, o silício e o fósforo, participam igualmente do ajuste do nível de resistência do aço. A quantidade de carbono define sua classificação: o baixo carbono possui no máximo 0,30% do elemento; o médio carbono apresenta de 0,30 a 0,60% e o alto carbono possui de 0,60 a 1,00%.

O baixo carbono possui baixa resistência e dureza e alta tenacidade e ductilidade. É usinável e soldável, além de apresentar baixo custo de produção. Geralmente, este tipo de aço não é tratado termicamente. Aplicações: chapas automobilísticas, perfis estruturais, placas para produção de tubos, construção civil, pontes e latas de folhas de flandres.

O médio carbono possui maior resistência e dureza e menor tenacidade e ductilidade do que o baixo carbono. Apresenta quantidade de carbono suficiente para receber tratamento térmico de têmpera e revenimento, embora o tratamento, para ser efetivo, exija taxas de resfriamento elevadas e em seções finas. Aplicações: rodas e equipamentos ferroviários, engrenagens, virabrequins e outras peças de máquinas, que necessitem de elevadas resistências mecânica e ao desgaste e tenacidade.

O alto carbono é o de maior resistência e dureza. Porém, apresentam menor ductilidade entre os aços carbono. Geralmente, são utilizados temperados ou revenidos, possuindo propriedades de manutenção de um bom fio de corte. Aplicações: talhadeiras, folhas de serrote, martelos e facas.

O aço-carbono segue uma divisão padronizada na indústria, o que permite que fornecedores e consumidores se comuniquem com eficiência. Os grupos de descrição de qualidade utilizados são os seguintes: semiacabados para forjamento; estrutural; placas; barras laminadas a quente; barras acabadas a frio; chapas finas ou grosas laminadas a quente; chapas finas ou grossas laminadas a frio; chapas com esmaltagem porcelânica; chapas chumbadas compridas; chapas galvanizadas; chapas revestidas por zincagem eletrolítica; bobinas laminadas a quente; bobinas laminadas a frio; folhas de flandres; arames; arame achatado; tubos; tubos estruturais; tubos para oleodutos; produtos tubulares para campos petrolíferos; produtos tubulares especiais; e fios-máquina laminados a quente.

Os aços são classificados em Grau, Tipo e Classe, por meio de letra, número, símbolo ou nome. O Grau identifica a faixa de composição química do produto. O Tipo se refere ao processo de desoxidação utilizado, enquanto a Classe descreve outros atributos, como nível de resistência e acabamento superficial. O sistema de classificação mais adotado na prática é o SAE-AISI. Nele, o aço carbono utiliza o grupo 1xxx, e é classificado da seguinte forma: 10xx: Aço carbono comum (Mn: 1,00% máx.); 11xx: Ressulfurado; 12xx: Ressulfurado e Refosforizado; 15xx: Aço carbono comum (Mn: 1,00 a 1,65%).

Os aços que possuem requisitos de temperabilidade adicionais recebem um H após a sua classificação. Os últimos dois dígitos, representados pelo xx, representam o conteúdo de carbono do aço. Além disso, os aços-carbonos estruturais incluem: aços doces, aços-carbono-manganês laminados a quente e aços-carbono tratados termicamente.

Aços doces e aços-carbono-manganês são disponíveis em várias formas comerciais: chapas, tiras, placas, formas estruturais, barras e seções especiais. Os aços tratados termicamente são disponíveis como placas, barras e ocasionalmente como chapas e formas estruturais.

Os aços doces (baixo carbono) têm normalmente teores de carbono até 0,25%, com 0,4 a 0,7 % de manganês e 0,1 a 0,5% de silício, contendo ainda residuais de enxofre, fósforo e outros elementos. Estes aços não têm suas propriedades mecânicas modificadas pela adição de outros elementos de liga.

Eles contêm manganês para estabilização do enxofre e silício para desoxidação. Aços doces são em geral usados no estado laminado, forjado ou recozido. Raramente são usados no estado temperado e revenido. A maior categoria de aços doces é a com baixo carbono (<0.08% C, com <0.4% Mn) usada para coberturas e revestimentos. Aços doces com maiores teores de carbono e manganês são usados para produtos estruturais como placas, chapas, barras e peças estruturais.

Os aços-carbono-manganês laminados a quente são os que contêm entre 1,2% e no máximo 1,8% de manganês, são referenciados como aços-carbono-manganês. O teor de manganês no aço carbono é normalmente aumentado com o objetivo de aumentar a profundidade de endurecimento e de melhorar a resistência e a tenacidade. Este aço já entra na categoria de aço de baixa liga, se considerado o limite inferior do teor de liga de 1% estabelecido pela ISO. O A529 é um exemplo típico de aço carbono manganês.

O tratamento térmico dos aços-carbono estruturais permite atingir tensões de escoamento entre 315 e 520 MPa. O aço carbono tratado termicamente é referenciado como pertencente ao grupo de aços de alta resistência. Estes aços são basicamente aços carbono-manganês ou aço carbono-manganês-silício, podendo conter outros elementos.

Os tratamentos térmicos aplicados envolvem normalização ou têmpera e revenimento. A normalização é feita por resfriamento ao ar a partir da temperatura de austenitização e produz uma microestrutura perlítica-ferrítica similar à do aço carbono laminado a quente, exceto que o tratamento produz um tamanho de grão mais refinado. O refinamento do grão torna o aço mais resistente e tenaz e mais uniforme.

A têmpera e o revenimento são o aquecimento até 900 ºC, com resfriamento em água. O revenido é feito em temperaturas entre 480 e 600 ºC ou mais altas. A microestrutura resultante é martensítica ou bainítica que proporciona uma boa combinação entre resistência e tenacidade.

FONTE: Equipe Target

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