06/07/2016 - Equipe Target
Os prejuízos físicos e psicológicos aos seres humanos dos ruídos excessivos
Mauricio Ferraz de Paiva
O aumento desenfreado do processo de urbanização das cidades brasileiras, especialmente a partir do início do século passado, teve como consequência uma crescente poluição sonora que se tornou um problema de vizinhança e posteriormente como uma questão relativa à qualidade de vida e à saúde pública. Com isso, causou gravíssimos prejuízos físicos e psicológicos aos seres humanos, abalando o meio ambiente.
Atualmente, são inúmeras as fontes de poluição sonora no cotidiano, a exemplo dos aeroportos, automóveis, bares, carros de som, casas de show, eletrodomésticos, manifestações públicas, máquinas industriais, templos religiosos, vendedores ambulantes, etc. A forma de propagação da poluição sonora é diferente dos demais tipos de poluição, pois não ocorre deslocamento permanente de moléculas ou transferência de matéria, mas de energia.
Consiste no conjunto de compressões e rarefações do meio em que se irradia a partir da fonte emissora, sendo semelhante a uma onda que se propaga desde o centro de um reservatório de água. É preciso destacar que a poluição sonora é um fenômeno que comporta certa relativização, já que cada indivíduo possui um grau determinado de sensibilidade auditiva. Isso só acontece até determinado limite, pois, quando essa sensibilidade é ultrapassada, as pessoas estão sujeitas a sofrerem os efeitos maléficos da poluição sonora.
A expansão das cidades, fenômeno chamado de urbanização, quando realizada de forma desordenada, acaba gerando impactos ambientais negativos. É o que acontece na maioria dos centros urbanos, pois o crescimento populacional se intensifica, e as condições do transporte público são precárias. A quantidade de veículos gera congestionamento em horário de pico, aumento do tráfego e, principalmente, aumento dos níveis sonoros gerados por motores, buzinas e demais atividades que causam desconfortos para a população. Isso preocupa, pois se trata de uma poluição invisível e pouco perceptível, e que tem ordem física, psicológica e fisiológica, ou seja, um transtorno da saúde pública.
A pressão sonora pode gerar graves efeitos sobre a qualidade de vida dos seres humanos e sobre o meio ambiente como um todo, além de causar problemas à saúde. Tais efeitos podem ser classificados como diretos ou indiretos.
Entre os problemas diretos estão a redução auditiva, a falha de comunicação, a surdez, e o incômodo; já entre os problemas indiretos estão os distúrb...