Text page

NBR 15693 de 05/2016: ensaios não destrutivos para a identificação de metais e ligas metálicas

Quais os materiais identificáveis nesse tipo de ensaio? Qual a aparelhagem e/ou materiais para esses ensaios? Como deve ser a preparação da superfície para a realização do ensaio? Como deve ser feito o ensaio do sulfato de cobre? Essas questões estão sendo respondidas no texto sobre os ensaios não destrutivos para a identificação de metais e ligas metálicas.

08/06/2016 - Equipe Target

Metais e ligas metálicas

A NBR 15693 de 05/2016 - Ensaios não destrutivos — Teste por pontos — Identificação de metais e ligas metálicas especifica os métodos de identificação de metais e ligas metálicas mais usadas na indústria do petróleo e petroquímica, por meio de ímã e reações químicas que podem ser aceleradas eletroliticamente. Aplica-se aplica à identificação de metais e ligas metálicas de materiais recozidos e normalizados.

Os materiais com tratamento térmico, como, por exemplo, têmpera e revenido, austêmpera, etc., podem apresentar resultados alterados. Esta norma não se aplica aos materiais com tratamento termoquímico superficial, ou com mudanças decorrentes das condições de serviços, como, por exemplo, carbonetação, descarbonetação, desbalanceamento químico e difusão.

Acesse algumas perguntas relacionadas com essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais os materiais identificáveis nesse tipo de ensaio?

Qual a aparelhagem e/ou materiais para esses ensaios?

Como deve ser a preparação da superfície para a realização do ensaio?

Como deve ser feito o ensaio do sulfato de cobre?

O teste por pontos é um ensaio de identificação de materiais metálicos que consiste na aplicação de reagentes químicos em uma região de sua superfície previamente preparada. O reconhecimento do material se baseia nos efeitos de reações químicas, bem como nos resultados do teste do ímã descrito em 3.2. As reações químicas podem ser aceleradas eletroliticamente.

O procedimento escrito deve conter no mínimo as seguintes informações: empresa executante; numeração, revisão e data do procedimento; objetivo; normas de referência; e método de ensaio. Durante a realização do ensaio as indicações no papel-filtro ou na peça podem ser examinadas sob luz natural ou luz artificial branca, exigindo-se iluminação adequada, para que não haja perda de sensibilidade no ensaio.

A intensidade luminosa mínima no local de ensaio deve ser 1.000 lux.Também deve conter as classes de materiais que podem ser identificadas; ajuste (padrões a utilizar e sequência de operações); soluções químicas, método de preparação e concentrações empregadas; luminosidade mínima (lux); preparação da superfície para o ensaio; separação dos materiais pelo magnetismo; identificação dos materiais através das reações químicas; método de limpeza da superfície após ensaio; sistemática de registro de resultados; formulário para relatório de registro de resultados; cuidados operacionais na execução do ensaio, visando à segurança das pessoas, instalações e ambiente.

O procedimento qualificado deve possibilitar o reconhecimento dos padrões das ligas metálicas e metais previstos. Sempre que qualquer das informações citadas for alterada, deve ser emitida uma revisão do procedimento. O procedimento deve ser requalificado quando houver a inclusão ou exclusão dos aparelhos citados na Seção 7.

Considerando que as soluções podem causar queimaduras e/ou irritações, estes reagentes devem ser manipulados com precaução. Caso haja contato com um reagente, a pele deve ser lavada imediatamente com água. Os resíduos líquidos (como, por exemplo, ácidos e bases) e sólidos (como, por exemplo, papel-filtro, algodão, frascos) utilizados no teste por pontos devem ser recolhidos, limpos e descartados em local apropriado, de acordo com a legislação vigente.

Todas as soluções devem ser preparadas mediante o uso de reagentes de grau p.a., pesados com precisão de 0,01 g e água destilada. As soluções devem ser mantidas em vidros de cor âmbar, hermeticamente fechados, exceto a solução 04 (hidróxido de sódio), que deve ser mantida em frasco plástico.

As condições das soluções devem ser verificadas, antes do início dos trabalhos, por meio dos padrões metálicos. Atenção maior deve ser dada ao prazo de validade das soluções 06, 13, 15, 17, 19, 23, 24, 25 e 26, que se deterioram rapidamente.

Os frascos de vidro não podem ser usados para execução do ensaio e sim apenas para armazenamento das soluções. As sobras nos frascos plásticos de soluções usadas para execução dos ensaios não podem retornar para os frascos de vidro. A identificação dos diversos materiais pode ser feita utilizando-se os fluxogramas de identificação de ligas metálicas (ver Figuras A.2, A.3 e A.4 disponíveis na norma).

Deve ser feita, visualmente, uma classificação preliminar no caso específico de latões e ligas Cu-Ni. Em todos os métodos (QS ou PE), a avaliação do resultado deve ser executada comparativamente, através de padrões metálicos.

Para o ensaio para identificação de níquel com teor maior ou igual que 0,6 % nas ligas ferrosas (QS.09), aplicar uma gota da solução 22 (solução ácida nitro-sulfúrica); deixar reagir e aplicar duas gotas da solução 23 (água oxigenada a 15 % em volume); misturar o resultado da reação e adicionar duas gotas da solução 24 (hidróxido de amônia concentrado). Em seguida, misturar novamente a solução formada e recolher através de duplo papel-filtro; desprezar o papel que esteve em contato com o precipitado da reação e pingar sobre o papel superior (sem precipitado) uma gota da solução 19 (solução amoniacal de dimetilglioxima). A coloração rósea permanente no papel indica a presença de níquel.

Para o ensaio para identificação de cobalto no Stellite® (PE.05), utilizar a solução 14 (H2SO4 a 20 % em volume), conforme sequência básica descrita em 12.1. Aplicar, posteriormente, uma gota da solução 17 (solução de cloreto estanoso a 20 %) sobre o papel filtro.

Aplicar uma gota da solução 25 (tiocianato de amônia a 10 %) sobre o papel-filtro. Se o papel-filtro apresentar cor azul, está evidenciada a presença de cobalto. Como primeira alternativa, podem ser aplicadas duas gotas da solução 06 (xantogenato de potássio a 2 %) diretamente sobre o papel-filtro, após a execução da sequência básica descrita em 12.1.

A presença de cobalto fica evidenciada pela coloração esverdeada no papel-filtro. Como segunda alternativa pode-se aplicar uma gota da solução 27 (mercuritiocianato de amônia) diretamente sobre o papel-filtro, após a execução da sequência básica descrita no item 2.1. A presença de cobalto fica evidenciada pela formação de uma mancha azul (lado da peça) após a secagem do papel-filtro (aproximadamente 2 min).

Para o ensaio de identificação do teor de carbono nos aços-carbono e baixa liga (PE.06), utilizar a solução 12 (HCl a 8 % em volume), conforme a sequência básica descrita em 12.1, utilizando preferencialmente algodão no lugar de papel-filtro e atentando para o tempo de aceleração da reação, que deve ser de 15 s. A superfície do material apresenta coloração de cinza-claro a preto; quanto maior o teor de carbono, mais intensa deve ser a mancha na peça.

Comparar a tonalidade da cor cinza obtida na superfície da peça em exame com a obtida ao aplicar o método no padrão metálico, avaliando o teor de carbono no material. É possível diferenciar um aço-carbono SAE 1020 de um SAE 1045 utilizando este método, não sendo eficaz quando a diferença entre os teores de carbono for inferior a 0,2 % devido à proximidade das tonalidades de cinza.

Este ensaio deve ter resultados alterados, em função de tratamento térmico superficial. Os resultados do ensaio devem ser registrados por meio de um sistema de identificação e rastreabilidade que permita correlacionar a região ou componente ensaiado com o relatório e vice-versa.

A descrição da sistemática de registro de resultados pode ser dispensada de constar no procedimento de inspeção, caso a executante apresente em seu sistema da qualidade uma sistemática que atenda ao especificado em 14.1; as peças avulsas devem ser identificadas individualmente.

Deve ser emitido um relatório contendo: nome do emitente; número e revisão do procedimento; identificação numérica do relatório; data da inspeção; identificação da peça, equipamento ou tubulação inspecionado; documento de referência (projeto, desenho, especificação técnica, etc.); temperatura da superfície ensaiada; luminosidade utilizada (lux); especificação do material inspecionado; classificação magnética do material; QS e/ou PE utilizados; registro dos resultados; laudo indicando aceitação, rejeição ou recomendação de ensaio complementar; e identificação e assinatura do inspetor responsável.

FONTE: Equipe Target

Anúncio fixo da norma NBRISO9001 Chegou o novo app Target GEDWeb!
Busque e visualize suas normas ABNT NBR NM
Recursos exclusivos de busca, leitura por voz,
acesso off-line, navegação por setor e muito mais!
Produto/Serviço relacionado à NBRISO9001

Baseado nos documentos visitados

Normas recomendadas para você

Ensaios não destrutivos - Radiografia em juntas soldadas - Procedimento para detecção de descontinuidades
NBR15739 de 01/2021

Ensaios não destrutivos - Radiografia em juntas soldadas - Procedimento para detecção de descontinuidades

Ensaios não destrutivos - Ultrassom - Inspeção de soldas longitudinais e helicoidais em tubos metálicos
NBR8862 de 03/2015

Ensaios não destrutivos - Ultrassom - Inspeção de soldas longitudinais e helicoidais em tubos metálicos

Ensaios não destrutivos — Ondas guiadas — Inspeção de dutos e tubulações aéreas
NBR16154 de 02/2020

Ensaios não destrutivos — Ondas guiadas — Inspeção de dutos e tubulações aéreas

Ensaios não destrutivos — Correntes parasitas — Tubos não ferromagnéticos instalados em trocadores de calor
NBR15193 de 08/2020

Ensaios não destrutivos — Correntes parasitas — Tubos não ferromagnéticos instalados em trocadores de calor

Ensaios não destrutivos - Provas de cargas dinâmicas em grandes estruturas - Procedimento
NBR15307 de 12/2005

Ensaios não destrutivos - Provas de cargas dinâmicas em grandes estruturas - Procedimento

Ensaios não destrutivos — Terminologia - Parte 1: Descontinuidades em juntas soldadas
NBR16079-1 de 07/2012

Ensaios não destrutivos — Terminologia - Parte 1: Descontinuidades em juntas soldadas

Ensaios não destrutivos — Teste por pontos — Identificação de metais e ligas metálicas
NBR15693 de 05/2016

Ensaios não destrutivos — Teste por pontos — Identificação de metais e ligas metálicas

Ensaios não destrutivos - Correntes parasitas - Procedimento para inspeção de tubos de aço utilizando saturação magnética
NBR8860 de 11/2008

Ensaios não destrutivos - Correntes parasitas - Procedimento para inspeção de tubos de aço utilizando saturação magnética

Ensaios não-destrutivos - Correntes parasitas - Detecção de descontinuidades por correntes parasitas (Eddy Current) de tubos de aço inoxidável austenítico e ligas similares
NBR8861 de 05/2009

Ensaios não-destrutivos - Correntes parasitas - Detecção de descontinuidades por correntes parasitas (Eddy Current) de tubos de aço inoxidável austenítico e ligas similares

Ensaio não destrutivo — Termografia — Metodologia de avaliação de temperatura de trabalho de equipamentos em sistemas elétricos
NBR15866 de 08/2010

Ensaio não destrutivo — Termografia — Metodologia de avaliação de temperatura de trabalho de equipamentos em sistemas elétricos

Ensaios não destrutivos - Líquido penetrante - Qualificação de procedimento
NBR16450 de 06/2021

Ensaios não destrutivos - Líquido penetrante - Qualificação de procedimento

Metrologia — Ensaios Não destrutivos — Calibração de instrumentos de ensaio por ultrassom tipo A-Scan
NBR15922 de 02/2011

Metrologia — Ensaios Não destrutivos — Calibração de instrumentos de ensaio por ultrassom tipo A-Scan

Ensaios não destrutivos — Ultrassom — Procedimento para medição de espessura
NBR15824 de 03/2020

Ensaios não destrutivos — Ultrassom — Procedimento para medição de espessura

Ensaios não destrutivos - Partículas magnéticas - Terminologia
NBRNM328 de 08/2019

Ensaios não destrutivos - Partículas magnéticas - Terminologia

Ensaio não destrutivo – Análise de vibrações – Terminologia
NBR15928 de 03/2011

Ensaio não destrutivo – Análise de vibrações – Terminologia

Ensaios não destrutivos — Estanqueidade para saneamento básico — Terminologia
NBR15182 de 12/2015

Ensaios não destrutivos — Estanqueidade para saneamento básico — Terminologia

Ensaios não destrutivos — Ensaio de emissão acústica (EA) — Terminologia
NBRNM302 de 08/2019

Ensaios não destrutivos — Ensaio de emissão acústica (EA) — Terminologia

Ensaios não destrutivos - Líquido penetrante - Prática padronizada
NBR15691 de 03/2009

Ensaios não destrutivos - Líquido penetrante - Prática padronizada

Ensaios não destrutivos - Termografia - Terminologia
NBR15424 de 10/2016

Ensaios não destrutivos - Termografia - Terminologia

Ensaios não destrutivos — Radiografia industrial — Digitalização de filme
NBR15782 de 12/2020

Ensaios não destrutivos — Radiografia industrial — Digitalização de filme

Ensaios não destrutivos — Ultrassom — Verificação da aparelhagem de medição de espessura de parede para inspeção subaquática
NBR15549 de 04/2020

Ensaios não destrutivos — Ultrassom — Verificação da aparelhagem de medição de espessura de parede para inspeção subaquática

Ensaios não destrutivos - Ultra-som - Classificação mecânica de madeira serrada de dicitiledôneas
NBR15521 de 09/2007

Ensaios não destrutivos - Ultra-som - Classificação mecânica de madeira serrada de dicitiledôneas

Ensaios não destrutivos — Termografia — Guia para verificação de termovisores
NBR15718 de 06/2021

Ensaios não destrutivos — Termografia — Guia para verificação de termovisores

Ensaios não destrutivos — Estanqueidade para saneamento básico — Qualificação e certificação de pessoal
NBR16153 de 03/2013

Ensaios não destrutivos — Estanqueidade para saneamento básico — Qualificação e certificação de pessoal

Ensaios não destrutivos - Ultrassom - Detecção de descontinuidades em chapas metálicas
NBR6002 de 03/2015

Ensaios não destrutivos - Ultrassom - Detecção de descontinuidades em chapas metálicas

Ensaios não destrutivos - Termografia - Critérios de definição de periodicidade de inspeção em sistemas elétricos de potência
NBR15763 de 09/2009

Ensaios não destrutivos - Termografia - Critérios de definição de periodicidade de inspeção em sistemas elétricos de potência

Ensaios não destrutivos — Estanqueidade para saneamento básico — Procedimento para tubulações pressurizadas
NBR15183 de 04/2020

Ensaios não destrutivos — Estanqueidade para saneamento básico — Procedimento para tubulações pressurizadas

Ensaios não destrutivos — Partículas magnéticas — Verificação da aparelhagem para inspeção subaquática
NBR15632 de 08/2020

Ensaios não destrutivos — Partículas magnéticas — Verificação da aparelhagem para inspeção subaquática

Ensaios não destrutivos — Ensaio visual — Inspeção subaquática
NBR16244 de 06/2020

Ensaios não destrutivos — Ensaio visual — Inspeção subaquática

Ensaios nãos destrutivos — Emissão acústica — Detecção e localização de descargas parciais e anomalias térmicas e mecânicas (DPATM) em transformadores de potência e reatores isolados a óleo
NBR15633 de 07/2020

Ensaios nãos destrutivos — Emissão acústica — Detecção e localização de descargas parciais e anomalias térmicas e mecânicas (DPATM) em transformadores de potência e reatores isolados a óleo

Ensaios não destrutivos - Radiografia em fundidos - Detecção de descontinuidades
NBR15817 de 06/2021

Ensaios não destrutivos - Radiografia em fundidos - Detecção de descontinuidades

Ensaios não destrutivos - Correntes parasitas - Procedimento de ensaio para o setor aeronáutico
NBR15548 de 01/2008

Ensaios não destrutivos - Correntes parasitas - Procedimento de ensaio para o setor aeronáutico

Ensaios não destrutivos — Partículas magnéticas pela técnica do yoke — Inspeção subaquática
NBR16241 de 06/2020

Ensaios não destrutivos — Partículas magnéticas pela técnica do yoke — Inspeção subaquática

Ensaios não destrutivos — Ultrassom — Verificação dos instrumentos de ultrassom
NBR15955 de 06/2016

Ensaios não destrutivos — Ultrassom — Verificação dos instrumentos de ultrassom

Ensaios não destrutivos - Radiografia industrial - Inspeção de soldas por radiografiacomputadorizada - Parte 1: Técnica de parede dupla vista dupla
NBR15790-1 de 07/2016

Ensaios não destrutivos - Radiografia industrial - Inspeção de soldas por radiografiacomputadorizada - Parte 1: Técnica de parede dupla vista dupla

Ensaios não destrutivos - Radiografia industrial - Requisitos mínimos do negatoscópio
NBR15740 de 01/2019

Ensaios não destrutivos - Radiografia industrial - Requisitos mínimos do negatoscópio

Ensaios não destrutivos - Ensaio de emissão acústica - Determinação da reprodutibilidade da resposta do sensor de emissão acústica
NBR15361 de 01/2015

Ensaios não destrutivos - Ensaio de emissão acústica - Determinação da reprodutibilidade da resposta do sensor de emissão acústica

Ensaios não destrutivos - Identificação de materiais por teste por pontos, espectrometria por fluorescência de raios X e espectrometria por emissão óptica
NBR16137 de 05/2016

Ensaios não destrutivos - Identificação de materiais por teste por pontos, espectrometria por fluorescência de raios X e espectrometria por emissão óptica

Ensaios não destrutivos — Radiografia industrial — Medição de espessura em tubulações e acessórios
NBR15783 de 08/2020

Ensaios não destrutivos — Radiografia industrial — Medição de espessura em tubulações e acessórios

Ensaios não destrutivos - Líquidos penetrantes - Terminologia
NBRNM327 de 08/2019

Ensaios não destrutivos - Líquidos penetrantes - Terminologia

Ensaios não destrutivos — Inspeção por ACFM — Procedimento
NBR15248 de 09/2020

Ensaios não destrutivos — Inspeção por ACFM — Procedimento