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NBR 15057 de 05/2016: os requisitos dos recipientes em plástico para o transporte e/ou armazenamento de gás liquefeito de petróleo (GLP)

Qual a vida útil em serviço dos recipientes em plástico para GLP? Como deve ser projetada a superfície externa dos recipientes? Como deve ser elaborada a documentação do recipiente? Como devem ser especificados os materiais plásticos do selante dos recipientes? Essas questões estão sendo abordadas no texto sobre os recipientes em plástico para GLP.

01/06/2016 - Equipe Target

Recipientes em plástico para GLP

A NBR 15057 de 05/2016 - Recipientes em plástico para o transporte e/ou armazenamento de gás liquefeito de petróleo (GLP) - Projeto, fabricação e inspeção estabelece os requisitos mínimos para o projeto, qualificação do projeto, produção seriada e inspeção de recipientes em material plástico, reforçado ou não com fibras, com ou sem selante não metálico, que tenham por finalidade o transporte e armazenagem de gás liquefeito de petróleo (GLP) e cujo volume não exceda 500 L de capacidade de água.

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Qual a vida útil em serviço dos recipientes em plástico para GLP?

Como deve ser projetada a superfície externa dos recipientes?

Como deve ser elaborada a documentação do recipiente?

Como devem ser especificados os materiais plásticos do selante dos recipientes?

As condições-padrão de serviço especificadas são para prover as bases mínimas para o projeto, fabricação, inspeção e aprovação dos recipientes para armazenagem e transporte de GLP, de acordo com a Seção 1 e dentro da filosofia apresentada na introdução. As condições-padrão de serviço especificadas são também para informar como os recipientes fabricados por esta norma podem ser usados de forma segura por: fabricantes dos recipientes; proprietários e usuários dos recipientes; responsáveis pelo envase e manuseio dos recipientes; projetistas e fabricantes de equipamentos e acessórios destinados ao manuseio e/ou envase dos recipientes; órgãos governamentais que tenham jurisdição sobre a regulamentação e uso destes recipientes.

Recomendações de reinspeção periódica por inspeções visuais ou reensaios devem ser fornecidas pelo fabricante do recipiente, com base nas condições-padrão de serviço, em complemento ao exigido por esta norma, se ele assim julgar necessário. Entretanto, independentemente destas recomendações e das inspeções visuais executadas no envase e/ou manuseio, o cilindro deve ser inspecionado visual e internamente a cada cinco anos e completamente reensaiado a cada dez anos, conforme a NBR ISO 11623.

Para os recipientes em plástico, é obrigatório que o fabricante apresente um guia de inspeção visual, o qual deve ser cumprido, sem o prejuízo de serem agregados itens de inspeção além dos prescritos. O prazo mínimo entre estas inspeções periódicas deve ser especificado pelo fabricante.

Todos os recipientes reprovados em inspeção visual que não puderem ser reparados de acordo com a NBR ISO 11623 e com as recomendações do fabricante devem ser retirados de serviço e destruídos. Embora improvável, mas não impossível, dadas as condições usuais de envase, a temperatura do GLP pode variar de –40 °C (expansão isoentrópica do propano líquido a 21 °C e 0,8 MPa, à pressão atmosférica) até 65 °C, nos casos de incidência solar ou aquecimento provocado por outras fontes de calor.

Desta forma, todos os materiais estruturais utilizados na fabricação do recipiente devem ser projetados para operar na faixa de temperatura de – 40 °C a 65 °C. Como algumas fibras de reforço e os plásticos em geral apresentam fluência sob tensão constante nas temperaturas de trabalho especificadas, a máxima tensão admissível nas fibras de reforço e plásticos estruturais do recipiente, quando o recipiente estiver a 2,4 MPa de pressão e 65 °C, não pode ser maior que a tensão de falha por fluência à temperatura de 65 °C em 30 anos.

O propósito das instruções de uso em serviço é informar, principalmente às empresas responsáveis pelo envase e distribuição de GLP, as especificações do recipiente e as condições de manuseio seguro, para que estas possam elaborar folhas de instruções de uso simplificadas, para o usuário final de GLP. As informações de uso em serviço devem conter no mínimo o seguinte: informações de que o recipiente está adequadamente projetado para as condições de serviço de acordo com a Seção 4; os requisitos mínimos de inspeção e/ou reensaio, descritos de forma detalhada e clara; a descrição completa dos sistemas de alívio de pressão, em condições de sobrepressão ou incêndio; a descrição do projeto do recipiente; as instruções de manuseio, transporte e estocagem; qualquer informação adicional que o fabricante julgue necessária para o uso seguro do cilindro.

As fibras de reforço estrutural devem ser ensaiadas de acordo com a ISO 899-1 e A.2 desta norma. Os corpos de prova de fibras na forma de filamento contínuo devem ser preparados conforme a ASTM D2343 e os de fibra na forma de tecido ou picadas devem ser preparados conforme a ISO 527-4 ou ISO 527-5, conforme o caso.

Este ensaio deve indicar a tensão máxima admissível para uma vida em fluência de 30 anos, nas condições especificadas. Este valor de tensão é o máximo permitido no recipiente, quando este for pressurizado a 2,4 MPa e 65°C, e deve ser devidamente registrado e mantido nos arquivos do fabricante.

Esta tensão máxima admissível deve ser comparada com os resultados da análise de tensões em 5.3.3, por métodos como a teoria de Tsai-Hill, entre outros. Independentemente do motivo gerador da sobrepressão, todo recipiente deve possuir um dispositivo que permita o vazamento do GLP, toda vez que a pressão interna atingir 2,6 MPa, isto é, toda vez que a pressão for 1,5 vez maior que a pressão de trabalho a 21 °C.

O dispositivo para alívio de pressão deve operar até que a pressão esteja restabelecida em 2,4 MPa. O recipiente, quando sujeito à ação de chamas devido a incêndio, deve permitir que todo o conteúdo de GLP vaze sem que ocorra a ruptura do recipiente.

O recipiente em situação de incêndio deve ser ensaiado e aprovado de acordo com o ensaio de fogueira descrito em A.12. Os dispositivos para alívio de pressão citados acima podem ser incorporados ao recipiente, à válvula ou a ambos. Além dos ensaios de materiais e da análise de tensões no recipiente, a aprovação final de um projeto deve ser dada por meio da realização e aprovação de ensaio de desempenho a que o recipiente será submetido.

Os resultados destes ensaios devem ser registrados e mantidos com o fabricante, conforme descrito em 5.3.5. Os recipientes e selantes usados nos ensaios de aprovação de projeto devem ser representativos de processo normal de fabricação, não se aceitando protótipos para este fim. Se mais recipientes e/ou selantes forem ensaiados além do que são pedidos, todos os resultados devem ser registrados.

Já os ensaios necessários à inspeção na fabricação, quer nos lotes de recipientes, quer nos realizados em cada recipiente, devem ser realizados nas dependências do fabricante e acompanhados por um órgão de inspeção independente, o qual atestará junto com o fabricante que o recipiente está em conformidade com esta norma, além de atender às regulamentações governamentais, se houver. Os ensaios de lotes de materiais e selantes podem ser realizados nos fabricantes destes insumos ou laboratórios qualificados para tal, e devem ser acompanhados pelo órgão de inspeção independente, o qual atestará que estes ensaios satisfazem a esta norma e os valores especificados pelo fabricante.

FONTE: Equipe Target

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