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A importância das luvas normalizadas para a proteção dos trabalhadores

Os equipamentos de proteção individual (EPI) se tornaram o maior aliado dos profissionais que estão expostos constantemente a situações de riscos no ambiente de trabalho. Capacetes, protetores auriculares, botas, luvas e mangas de proteção garantem a saúde e geram uma série de benefícios. Assim, é necessário que as empresas saibam as reais vantagens que os EPI proporcionam aos usuários para que possam realizar um trabalho interno de conscientização.

16/03/2016 - Equipe Target

Luvas protetoras são importantes para determinadas funções

Mauricio Ferraz de Paiva

Um acidente de trabalho é uma ocorrência imprevista e indesejável, instantânea ou não, relacionada com o exercício do trabalho, que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão. Inclui tanto lesões traumáticas e doenças quanto efeitos prejudiciais mentais, neurológicos ou sistêmicos, resultantes de exposições do trabalho.

Nos períodos destinados à refeição ou descanso, ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas, o empregado é considerado no exercício do trabalho. Considera-se acidente com lesão grave, ou incapacitante, qualquer acidente que acarrete doença ocupacional ou lesão, durante a jornada de trabalho e que resulte em incapacidade temporária ou permanente.

Considera-se acidente com lesão leve toda ocorrência que provoca lesão pessoal que não haja restrição de função e/ou afastamento de trabalho. O acidente de trajeto ou de percurso é aquele sofrido pelo colaborador no percurso da residência para o local de trabalho ou vice versa, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de sua propriedade.

Dessa forma, as luvas protetoras são importantes para o desenvolvimento de determinadas funções e devem ser usadas sempre que alguém for movimentar ou remover peças ou equipamentos quentes e nunca devem ser usadas além das medidas das mãos, isto é, luvas grandes ou muito folgadas. Podem ser ressaltados os tipos de acidentes com as mãos: ferimento cortante, substância química, prensado por objeto, energia elétrica, esmerilhado ou esfolado, alta temperatura, superfícies cortantes, queda de objeto, impacto, baixa temperatura, vibrações, agentes biológicos, vírus, fungos e bactérias, etc.

O primeiro passo para se evitar acidentes com as mãos é a conscientização quanto aos riscos que estão em sua volta e o que fazer para evitá-los. Os pontos de atrito e enroscamento são os espaços existentes entre componentes de uma máquina, tais como: engrenagens em movimento, polias, etc. Evite introduzir as mãos nestes espaços.

Os pontos quentes são os locais que geram calor e são responsáveis por queimaduras, muitas delas graves. Por exemplo, tubulações de vapor, máquinas de solda, etc. As superfícies rotativas são as atividades desenvolvidas com uso de esmeril, discos de corte, etc., e são extremamente perigosas.

Já as máquinas automáticas são quando as alavancas e botões acionados por controle remoto ou por sistema de robô, muitas vezes tocados acidentalmente, fazem com que as máquinas, aparentemente desligadas, funcionem rapidamente. Também se deve evitar o uso de anéis, alianças, pulseiras, correntes no pescoço, mangas compridas e folgadas da camisa que podem causar sérios problemas nos trabalhos diante de máquinas em movimento. Ao iniciar as atividades remova, as suas joias e procure arregaçar as mangas da camisa.

Quanto à normalização, a NBR 13712 (EB192) de 08/1996 - Luvas de proteção estabelece os princípios gerais para a padronização de luvas de proteção confeccionadas em couro ou tecido. As distâncias das costuras simples à borda do material, após o refilamento, devem ser as seguintes: para luvas de tecido: mínimo de 5 mm; e para luvas de couro: 2 mm a 3 mm. Para luvas com punho de elástico, deve-se esticar o punho para proceder à medição.

As luvas não devem conter nenhum pedaço de couro de barriga. O couro deve estar isento de defeitos ou fibras soltas que possam reduzir gradualmente sua resistência, não deve ser preparado de forma a ocultar imperfeições ou ser tratado com produtos químicos à base de ferro. Deve possuir grau de flexibilidade e resistência exigido para as finalidades a que se destinam. A especificação exigida para o acabamento de couro pode ser obtida de um curtume idôneo, depois de analisado em laboratório técnico credenciado pelo Inmetro que fornecerá o certificado.

A NBR 16295 de 05/2014 – Luvas de material isolante (IEC 60903:2002, MOD) é aplicável a: luvas isolantes e luvas isolantes de proteção sem divisão para os quatro dedos, que são normalmente usadas em conjunto com luvas de proteção vestidas sobre as luvas isolantes para prover proteção mecânica; luvas isolantes e luvas isolantes de proteção sem divisão para os quatro dedos, utilizáveis sem as luvas de proteção. Salvo declarado em contrário, o uso do termo luva inclui as luvas isolantes e as luvas isolantes de proteção sem divisão para os quatro dedos.

O uso do termo luvas isolantes designa as que oferecem somente proteção elétrica. O uso do termo luvas compostas designa as que oferecem proteção elétrica e mecânica.

Neste documento, as seções de requisitos e ensaios estão reorganizadas de forma a reunir os requisitos e os ensaios comuns, para então estabelecer separadamente os que são específicos para as luvas isolantes para proteção elétrica. Elas são, normalmente, usadas embaixo de luvas de proteção, sendo diferente daqueles específicos para luvas isolantes para proteção elétrica e mecânica combinada.

Este arranjo satisfaz a necessidade de modo que um mesmo nível de qualidade de isolamento elétrico seja atingido para todos os tipos de luvas isolantes. Este documento foi preparado de acordo com os requisitos da IEC 61477, quando aplicável.

As luvas especificadas por esta norma devem ser designadas por classe, como classe 00, classe 0, classe 1, classe 2, classe 3 e classe 4; por propriedades especiais, pela adição de um sufixo. A orientação quanto à faixa de temperatura na qual as luvas podem ser usadas é fornecida no Anexo E.

Todas as luvas podem ser forradas ou sem forro, ter uma cobertura exterior ou não, para proteção contra ataque químico, ou ser especialmente formuladas para reduzir os efeitos do ozônio. As luvas isolantes para proteção elétrica e as luvas compostas são usualmente produzidas de elastômero.

No caso de desgaste excessivo ou dano no exterior de uma luva composta constituída de camadas de cores diferentes, a camada de cor diferente debaixo aparecerá. A espessura na superfície plana de uma luva (sem a área de nervuras, se existente) deve ser de acordo com o indicado na Tabela 3 da norma, a fim de obter a flexibilidade apropriada.

As luvas devem estar isentas, nas superfícies internas e externas, de irregularidades físicas prejudiciais, que podem ser constatadas por ensaio ou inspeção visual. As irregularidades físicas prejudiciais devem ser definidas como quaisquer características que rompam o contorno de superfície lisa, uniforme, como microporosidade, rachaduras, bolhas, cortes, substâncias estranhas embutidas condutivas, pregas, marcas de aperto, cavidades (ar retido), ondulações proeminentes e marcas moldadas proeminentes.

Mauricio Ferraz de Paiva é engenheiro eletricista, especialista em desenvolvimento em sistemas, presidente do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac) e presidente da Target Engenharia e Consultoria - mauricio.paiva@target.com.br

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

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