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BS 5306-9: a recarga de extintores de incêndio portáteis

Essa norma, editada pelo BSI em 2015, reúne e atualiza as duas partes da BS 6643, fornecendo todas as recomendações para a recarga de extintores de incêndio portáteis de forma adequada e correta. Fornece informações importantes para ajudar os engenheiros a fim de que executem a recarga dos extintores para atender corretamente os requisitos especificados pelos fabricantes.

06/01/2016 - Equipe Target

A recarga de extintores portáteis

A BS 5306-9:03/2015 - Fire extinguishing installations and equipment on premises. Recharging of portable fire extinguishers - Code of practice reúne e atualiza as duas partes da BS 6643, fornecendo todas as recomendações para a recarga de extintores de incêndio portáteis de forma adequada e correta. Fornece informações importantes para ajudar os engenheiros a fim de que executem a recarga dos extintores para atender corretamente os requisitos especificados pelos fabricantes.

Também permite que os administradores de edifícios garantam a segurança contra incêndios. A norma inclui recomendações para a recarga de extintores de incêndio portáteis e para componentes, cartuchos de gás e propelentes.

Fornece informações essenciais sobre serviço de extinção de incêndio por meio de extintor portátil, que não está disponível em qualquer outra norma. É importante ajudar as empresas de serviços de extinção de incêndios e usuários finais para cumprir as obrigações impostas pela Ordem Fire Safety.

Também permite a manutenção de extintores de incêndio em condições regulares, como quando instalado pela primeira vez. A norma é relevante para arquitetos; administradores de edifícios públicos e privados; projetos de extinção de incêndios; empresas de instalação e manutenção de extintores: autoridades com jurisdição no local; e para o setor de seguros.

Essa nova edição traz os requisitos da BS 6643-1:1985 e BS 6643-2:1985, que foram canceladas, o que significa que todos os requisitos para o serviço e manutenção dos extintores portáteis podem ser encontrados dentro de uma única norma BS. Dessa forma, a recarga deve ser efetuada considerando-se as condições de preservação e manuseio do agente extintor recomendadas pelo fabricante.

Não são permitidas a substituição do tipo de agente extintor ou do gás expelente nem a alteração das pressões ou quantidades indicadas pelo fabricante. O agente extintor utilizado na recarga deve ser certificado de acordo com as normas pertinentes.

Somente para os extintores de incêndio com capacidade extintora declarada originalmente pelo fabricante, devem ser mantidos os graus e informados no quadro de instruções. Ao efetuar a recarga com o agente extintor novo, a garantia do produto (pó) a ser colocado no extintor passa a ser de quem o carregou, isto porque as condições em que esta operação é efetuada influenciam decisivamente na manutenção das propriedades físicas e químicas do pó.

Assim sendo, devem ser observados critérios rigorosos no carregamento: a utilização de equipamento à vácuo, a estocagem de pó em recipientes fechados, a distância de fontes de calor e a ausência de umidade excessiva. No caso de extintores à base de pó, o agente extintor deverá ser substituído sempre que houver dúvida sobre a sua eficiência ou ocorrendo pelo menos, uma das seguintes hipóteses: vencimento do prazo de validade do produto (conforme fabricante); o extintor encontra-se parcial ou totalmente descarregado; ausência da comprovação da origem do agente extintor de acordo com NBR 9695; inexistência de equipamento para carga/descarga à vácuo do agente extintor, em recipientes individuais por extintor; o pó apresenta grumos ou torrões, ou qualquer evidência de absorção de umidade ou degradação.

A manutenção das propriedades do produto pode ser obtida através das observações e dos procedimentos descritos nas “informações quanto ao pó extintor”, e a empresa de manutenção pode, a seu critério, utilizar o pó no mesmo extintor, obedecendo as exigências das normas técnicas, e sendo sua a responsabilidade e garantia.

No Brasil, devido ao alto índice de não conformidades por parte das empresas certificadas, o Inmetro decidiu mudar o programa de avaliação da conformidade de extintor de incêndio, passando a utilizar o mecanismo de Declaração do Fornecedor, procedimento pelo qual um fornecedor dá garantia escrita de que um produto, processo ou serviço está em conformidade com requisitos especificados.

A declaração de conformidade feita pelo fornecedor será sucedida por um registro feito pelo Inmetro, tendo este maior poder de acompanhamento das empresas registradas e dos produtos por ela fornecidos. Esse mecanismo representa uma intervenção menos onerosa nas relações de consumo e, também, mais ágil no atendimento das demandas da sociedade por Avaliação da Conformidade.

O acompanhamento desse programa - por meio de verificações de acompanhamento inicial e de manutenção do Registro das Empresas de Inspeção Técnica e Manutenção de Extintores de Incêndio - será feito pela Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade/RBMLQ. É recomendado alguns cuidados. Para a manutenção, os extintores de gás carbônico devem ser inspecionados semestralmente. Os demais, anualmente.

Quando o extintor de incêndio estiver submetido à ação do tempo e à condições agressivas, merecem atenção especial quanto aos prazos para inspeção mencionados no item anterior, que podem ser reduzidos em razão do estado em que o extintor se apresentar. Não se deve permitir que pessoas e empresas não habilitadas inspecionem seu extintor.

Deve-se exigir da empresa que fará a manutenção os extintores substitutos para deixar no local, garantindo sua segurança e a do seu patrimônio e, também, a ordem de serviço devidamente preenchida e assinada pelo técnico responsável. Assim como a relação das peças trocadas. Quanto ao indicador de pressão, todos os extintores que possuem esse indicador devem ser verificados se o mesmo está na posição correta, com o ponteiro na área verde. O extintor não deve apresentar sinais de ferrugem ou amassados.

Antes de apagar o fogo, precisamos saber a sua origem. Para cada classe de fogo existe pelo menos um tipo de extintor e todos trazem as suas especificações. A Classe A - Combustíveis Sólidos, quando o fogo é gerado por material sólido como madeira, papel e tecido. Os extintores mais indicados são os à base de água ou espuma produzida mecanicamente.

A Classe B - Líquidos Inflamáveis, quando o fogo é gerado por líquidos inflamáveis como álcool, querosene, combustíveis e óleos. Os extintores mais indicados são aqueles com carga de pó químico ou gás carbônico.

A Classe C - Equipamentos Elétricos, quando o fogo é gerado por equipamentos elétricos como transformadores, fios e cabos. Os extintores mais indicados são os com carga de pó químico ou gás carbônico. Cabe ressaltar que não deve se usar um extintor de incêndio com carga de água para apagar fogo Classe B, o que pode propagar o fogo, e o Classe C, devido aos riscos de curtos-circuitos e choques elétricos.

FONTE: Equipe Target

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