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BS 8895-2: Projetando materiais eficientes em projetos de construção

Essa norma, editada em 2015 pelo BSI, é um código de boas práticas para a concepção de material eficiente, que é um elemento-chave para atingir níveis mais elevados de melhoria dos recursos em um projeto de construção. Este é um padrão importante em matéria de gestão de resíduos, na área da construção.

21/10/2015 - Equipe Target

Materiais eficientes para a construção civil

A BS 8895-2:2015 - Designing for material efficiency in building projects. Code of Practice for concept and developed design é um código de boas práticas para a concepção de material eficiente, que é um elemento-chave para atingir níveis mais elevados de eficiência dos recursos em um projeto de construção. Este é um padrão importante em matéria de gestão de resíduos, na área da construção.

Oferece recomendações para os processos, o intercâmbio de informações e as responsabilidades para as equipes de projeto para incorporar nos projetos e nas fases de concepção materiais mais eficientes em projeto de construção. Estas recomendações são aceitas como uma boa prática por líderes da indústria e profissionais.

A norma destina-se a ser utilizada pela equipe de design quando se prepara para conceituar os modelos desenvolvidos e incluir propostas para a eficiência dos materiais. É importante para todos os envolvidos no projeto e na construção de um edifício.

Esta norma se alinha com a política do governo para reduzir a eliminação de resíduos na área da construção. O setor da construção é o maior contribuinte de resíduos no Reino Unido, que é gerado na construção, na demolição e na escavação. Um design mais eficiente pode ajudar a reduzir estes resíduos. A norma define o processo para a integração de projetar materiais mais eficientes nas fases concepção desenvolvidas no plano de trabalho de uma obra.

O setor da construção civil é um dos maiores geradores de impactos ambientais e é necessária a busca por formas de construções que diminuam estas constantes agressões. Assim, há a necessidade de as edificações se tornar mais sustentáveis, sendo preciso analisar todas as etapas que englobam o processo da construção civil para que, desta forma, a escolha dos materiais incorporados aos processos seja indispensável e possível em todas as camadas da sociedade, unificando sustentabilidade à economia.

Como um grande consumidor de recursos naturais, o setor precisa repensar o modo com que os utiliza. Felizmente, a incorporação de práticas sustentáveis às edificações está em ascensão no mercado construtivo, entretanto, esta esfera precisa se engajar cada vez mais, sendo que as mudanças devem partir, principalmente, das empresas e profissionais que gerenciam obras, introduzindo, de forma progressiva, a sustentabilidade, buscando soluções economicamente relevantes e viáveis ao empreendimento.

A escolha de cada produto empregado em um projeto, com o intuito de torná-la sustentável, ou aumentar seu grau de sustentabilidade, tem grande influência no resultado da edificação. Para isso, os materiais devem ser escolhidos considerando, primeiramente, a forma de obtenção da matéria-prima, bem como sua origem e os danos causados ao meio ambiente para sua extração, os gastos energéticos para sua retirada da natureza e no processo de fabricação, a energia incorporada para sua produção, a distância que o material percorre até chegar ao destino para sua utilização, os riscos do transporte e o nível de poluição que este produzirá até sua entrega. Assim, a escolha de cada material deve ser analisada e comparada para que sejam selecionados de forma segura e sustentável, ainda, pesquisas de campo devem ser feitas na região de incorporação da obra, de forma a avaliar os materiais disponíveis na região, para tornar viável e favorecer a relação entre sustentabilidade e construção, escolha e custo.

Entretanto, julgar materiais como mais ou menos sustentáveis é um processo que deve ser feito com cautela, já que envolve incertezas e variáveis subjetivas. Pois, apesar de alguns aspectos ambientais estarem cada vez mais acessíveis à sociedade, existe, ainda, o risco de serem cometidos erros de interpretações e distorções de dados, podendo abranger todas as qualidades e defeitos do material, prejudicando a veracidade da comparação.

A construção civil pode ser considerada o maior geradora de impacto ambiental e um dos mais conservadores para a implantação de novas tecnologias, tanto no Brasil como no mundo. Esse fato é comprovado pelas diversas dificuldades encontradas para a aceitação de novas propostas, métodos e materiais, mesmo aqueles que produzam lucro igual ou superior aos obtidos pelas metodologias tradicionais.

Os maiores custos neste modelo de construção são financeiros, sendo a maioria relacionada às tecnologias sustentáveis que aplicam os conceitos da ecoeficiência. A determinação de fornecedores certificados ecologicamente, o uso e descarte responsável dos materiais, a conservação da água, da energia, dos itens de construção e de acabamento e o treinamento da mão de obra para atuar nesta tecnologia necessitam de um planejamento muito bem feito antes do inicio da obra, para que se obtenha o melhor custo-benefício em cada etapa do processo.

A construção sustentável não é um modelo para solucionar problemas pontuais. Ela é um novo conceito baseado na ecoeficiência, com o objetivo de apresentar soluções práticas, econômicas e com responsabilidade social e ambiental, tanto para o empreendimento, como para o seu entorno. Trata-se de um enfoque integrado à própria atividade, de uma abordagem sistêmica e dinâmica em busca de um novo paradigma: o de intervir constantemente no processo de trabalho.

FONTE: Equipe Target

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