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NBR 5000 de 07/2015: os requisitos das bobinas e chapas grossas de aço

Quais os requisitos de composição química das bobinas e chapas grossas de aço de baixa liga e alta resistência mecânica? Quais os requisitos de propriedades mecânica das bobinas e chapas grossas de aço de baixa liga e alta resistência mecânica? Essas questões e suas respostas estão disponíveis no texto dessa matéria.

19/08/2015 - Equipe Target

Bobinas e chapas grossas de aço

A NBR 5000 (EB326) de 07/2015 - Bobinas e chapas grossas de aço de baixa liga e alta resistência mecânica - Requisitos e ensaios estabelece os requisitos para encomenda, fabricação e fornecimento de bobinas e chapas grossas de aço para uso estrutural, bem como os respectivos ensaios. Aplica-se às bobinas e chapas grossas de aço de baixa liga e alta resistência, com espessura máxima de 150 mm. As bobinas e chapas produzidas de acordo com esta norma são adequadas para estruturas soldadas, aparafusadas ou rebitadas, e indicadas para usos onde a alta resistência mecânica é fator importante à aplicação estrutural.

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Quais os requisitos de composição química das bobinas e chapas grossas de aço de baixa liga e alta resistência mecânica?

Quais os requisitos de propriedades mecânica das bobinas e chapas grossas de aço de baixa liga e alta resistência mecânica?

Os requisitos gerais para encomenda, fabricação e fornecimento e as tolerâncias a que devem obedecer as bobinas e chapas grossas segundo esta norma estão definidos na NBR 11889. Nos casos de espessura acima de 16,0 mm, a ASTM A6 deve ser consultada para as tolerâncias dimensionais e de forma.

As chapas grossas são produzidas segundo esta norma podem ser fornecidas nos seguintes graus: G 300; G 345; G 415 e G 450. As chapas grossas produzidas segundo esta norma podem ter a sua superfície e bordas recondicionadas para a eliminação de defeitos por operações de polimento (lixamento ou esmeril, por exemplo) e soldagem.

Os seguintes requisitos devem ser satisfeitos: a área trabalhada não pode ser superior a 2 % da área da superfície da chapa; na realização de apenas polimento para a eliminação de imperfeições sem adição de metal via soldagem, o recondicionamento não pode ultrapassar a espessura mínima permissível da tolerância; a operação de polimento não pode deixar mudanças abruptas na espessura que gerem concentração de tensão e a superfície recondicionada deve estar lisa e uniforme; no caso de adição de metal via soldagem na região que antes havia a presença de imperfeição, a redução máxima da espessura deve ser de 30 % da espessura nominal e não pode ultrapassar a espessura mínima permissível da tolerância; os procedimentos de soldagem devem ser adequados de modo a garantir e compatibilizar a composição química e propriedade mecânica na região soldada dentro do estabelecido na especificação do grau desta norma; o recondicionamento de bordas é permitido, desde que não comprometa a largura nominal. São dadas, na Tabela 1, as siglas que devem ser utilizadas quando for conveniente a designação abreviada de termos e expressões referentes aos produtos planos laminados de aço.

A inspeção, a amostragem e os ensaios de bobinas e chapas grossas devem ser realizados conforme NBR 11889. O produtor deve comprovar resultados de atendimento aos requisitos de ensaio de tração e dobramento (este quando acordado) no certificado de qualidade, com resultados que representem pelo menos duas amostras por corrida.

A direção do eixo principal do corpo de prova do ensaio de tração deve ser aquela que represente a direção transversal à direção de laminação. A direção do eixo principal do corpo de prova do ensaio de dobramento deve ser aquela que represente a direção paralela à direção de laminação.

Por acordo entre produtor e cliente no momento da entrada do pedido, os resultados de ensaios mecânicos podem ser comprovados por meio de métodos matemáticos do processo produtivo. As condições de aceitação e rejeição estão definidas na NBR 11889, quando aplicável.

Na verdade, a importância dos metais na tecnologia moderna deve-se em grande parte à relativa facilidade com que estes podem ser processados com o objetivo de se obter uma forma desejada, com propriedades controladas e a um custo compatível com a sua utilização. De uma maneira geral, os metais apresentam alta resistência à deformação e tenacidade, que os tornam adequados a uma série de aplicações tecnológicas.

Ao mesmo tempo, permitem a sua conformação no estado sólido, por meio de diversos processos de trabalho mecânico, associados aos tratamentos térmicos que permitem a alteração e o controle de diversas propriedades. Por definição, a laminação é um processo de conformação no qual o material é forçado a passar entre dois cilindros, girando em sentidos opostos, com praticamente a mesma velocidade superficial e espaçados entre si a uma distância menor que o valor da dimensão inicial do material a ser deformado.

Ao passar entre os cilindros, a tensão surgida entre o esboço (produto em processamento) e os cilindros promove uma deformação plástica, na qual a espessura é diminuída, o comprimento é aumentado e a largura pode ser aumentada ou reduzida. Em certos casos, a largura pode não ser alterada.

O processo de laminação está incluído na categoria denominada de moldagem, pertencendo à subcategoria de conformação a partir de um sólido. Os processos pertencentes a esta categoria também são denominados de processos de conformação mecânica ou processos de conformação plástica, incluindo também os processos de forjamento, estampagem, extrusão e trefilação.

A conformação mecânica, ou deformação plástica por laminação, é efetuada por duas razões básicas. Primeiro, visando obter formas que seriam difíceis ou dispendiosas de serem produzidas por outros métodos. Estas formas vão desde folhas e barras (fios) finas que, embora simples, são difíceis de serem produzidas economicamente por outros métodos, até formas mais complicadas como vigas em I, trilhos e perfis especiais. As propriedades mecânicas dos metais podem ser geralmente melhoradas pela conformação mecânica. 

Baseado nos documentos visitados

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