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NBR 16365: as especificações de cordões fixos e ajustáveis em roupas infantis

Essa norma especifica os requisitos para cordões fixos e cordões ajustáveis em roupas infantis, incluindo trajes com capuz para crianças com até 14 anos de idade, bem como descreve outros riscos com aviamentos presentes nas roupas.

13/05/2015 - Equipe Target

A segurança de roupas infantis

A NBR 16365 de 04/2015 - Segurança de roupas infantis - Especificações de cordões fixos e cordões ajustáveis em roupas infantis e aviamentos em geral - Riscos físicos especifica os requisitos para cordões fixos e cordões ajustáveis em roupas infantis, incluindo trajes com capuz para crianças com até 14 anos de idade, bem como descreve outros riscos com aviamentos presentes nas roupas. Não contempla todas as fontes de risco identificáveis em determinados estilos/design de roupas dentro de uma determinada faixa etária que pode tornar a roupa insegura, segundo preconiza a NBR ISO 31000. É recomendado que uma avaliação de risco individual seja realizada em qualquer roupa e comprovada por meio de pesquisa, a fim de assegurar que ela não apresente um risco ao usuário.

Faz parte do desenvolvimento das crianças correr, pular, escalar, girar e brincar de muitas formas. As crianças até os cinco anos, geralmente, não têm noção dos riscos e não sabem como reagir a uma situação de perigo. Elas são curiosas, e um pequeno botão no seu casaco pode ser uma grande descoberta para morder e sugar.

Segundo Cole (2003), em Silva e Nunes (2011), durante a fase que vai de 1 a 5 anos as crianças passam por um período chamado de experimentação. É uma fase onde elas começam a explorar o mundo ao seu redor. Isto porque elas passam a desenvolver melhor seu equilíbrio (que permite que elas andem, corram) e também sua coordenação motora fina (que permite que elas segurem objetos, principalmente os menores, com maior facilidade).

Porém, junto com esse desenvolvimento, vêm também os riscos. Ao ganhar mais liberdade de movimentos e ações, as crianças ficam expostas a perigos, como se enroscar e se engasgar com peças pequenas ao levá-las a boca. Por isso as roupas precisam oferecer segurança e nenhum risco oculto a elas. As roupas com cordões com mais de 5 cm, botões, capuzes, costuras grossas ou partes protuberantes, etiquetas costuradas com fios de poliamida, que para um adulto não seriam um foco de atenção, podem ser um perigo escondido para as crianças, principalmente para as menores.

Qualquer lesão de criança é uma lesão grave, principalmente se for por omissão à segurança e à prevenção. Elas podem ficar penduradas pelo cordão no trepa-trepa do parquinho, enroscadas por uma parte protuberante da roupa na porta do carro ou do ônibus, engasgar com botões mal costurados, cortar-se com costuras grossas e expostas ou por zíperes sem proteção, e até mesmo comprimir partes importantes do abdômen com a fivela do cinto.

Os dados oficiais brasileiros não são específicos sobre acidentes com vestuário, mas mostram que mais de 500 crianças foram hospitalizadas, vítimas de acidentes em parquinhos, e que a sufocação é a principal causa de mortes de bebes até um ano de idade1. A Consumer Product Safety Commission (CPSC), nos Estados Unidos, publicou que, de 1985 a 2011, foram 110 casos de acidentes com crianças envolvendo vestuário, sendo oito mortes.

Entre janeiro de 2012 e dezembro de 2013, a CPSC anunciou mais de 760 lembretes de roupas e acessórios infantis por diferentes motivos, desde cordões longos que poderiam oferecer risco de estrangulamento, até o não atendimento aos requisitos de flamabilidade. Com o intuito de promover a segurança das crianças, prevenir os acidentes e orientar a indústria de vestuário infantil para os critérios desta fabricação, o objetivo desta norma é minimizar o risco de acidentes devido ao uso de cordões, cintos e aviamentos em geral da roupa infantil,

Isso deve ser feito, levando em consideração: a idade da criança; o comportamento normal e as atividades das crianças para sua idade e estágio de desenvolvimento, por exemplo, brincando em playgrounds, subindo em árvores, no uso de transportes onde pode haver enganchamentos ao entrar ou sair deles, sendo considerado também a capacidade de cuidar de si mesmas e, quando relevante, o nível de supervisão; os riscos de acidentes graves envolvendo cordões fixos e cordões ajustáveis em roupas infantis recaem em dois grupos principais por idade da criança: crianças mais jovens: enganchamento de cordões fixos de capuz em equipamentos de playground, como escorregadores, resultando em mortes; crianças mais velhas e adolescentes: enganchamento de cordões e cadarços da cintura e bainhas inferiores de roupas em veículos em movimento, como portas de ônibus, carros, motocicletas, teleféricos e bicicletas, resultando em ferimentos graves ou morte por serem arrastadas ou atropeladas pelo veículo.

Estes requisitos da norma são aplicáveis a qualquer parte do corpo e a qualquer tipo de peça do vestuário infantil. As extremidades livres de cordões ajustáveis, cordões ou fitas elásticas, cordões funcionais e cintos ou cintas não podem gerar risco de enganchamento.

Os fechos podem somente ser utilizados em cordões sem extremidades livres. Quando cordões ajustáveis forem permitidos, estes devem ser fixados à roupa, por exemplo, utilizando costura de arremate em pelo menos um ponto posicionado equidistante dos pontos de saída.

Os passantes ou tiras que se projetam da roupa não podem ser maiores que 75 mm de perímetro livre. Os passantes planos que não se projetam da roupa, por exemplo, não podem ser maiores que 75 mm de comprimento entre os pontos onde há fixação à roupa. Em áreas gerais da roupa, não abordadas especificamente, os cordões ajustáveis ou os cordões funcionais e decorativos não podem ser livres por mais do que 140 mm a 150 mm, quando a roupa for aberta em seu tamanho máximo e deixada plana.

Os puxadores de zíper, incluindo qualquer enfeite, como pingentes, não podem ser maiores que 75 mm de comprimento a partir do cursor de zíper e não podem ficar suspensos abaixo da borda inferior de roupas. Para crianças menores, não se recomenda a abertura no puxador do cursor do zíper, porque, se levado à boca, pode causar acidentes com dentes de leite que se encaixam nessas aberturas.

Para crianças menores, não podem ser utilizados zíperes com trava no cursor, pois estes podem gerar cortes ao passar nas mãos ou nas faces quando se tratar de zíper em blusas, casacos, jaquetas, etc. Deve-se preferir zíperes com trava automática. Para zíperes colocados nas peças de partes inferiores do corpo, além das recomendações já descritas, deve-se considerar a utilização de zíper com proteção interna com aba de tecido.

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