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Estanqueidade em tubulações, segundo as normas técnicas

Entende-se como teste de estanqueidade um procedimento capaz de verificar a vedação pneumática de um componente. Diferentemente da maior parte dos tipos de medida, tais como, por exemplo, a ponderada ou dimensional, o controle de vazamento requer quase obrigatoriamente um equipamento e a seleção do método de teste adequado depende geralmente de alguns parâmetros.

22/04/2015 - Equipe Target

Os testes de estanqueidade

Os métodos de teste de estanqueidade adequados dependem geralmente de alguns parâmetros: valor da taxa de vazamento admissível; tipo de teste: localização ou medição do vazamento; as especificações do componente que deve ser testado: dimensões, limites de resistência à pressão ou ao vácuo, materiais de montagem, acabamento das superfícies, etc.; as condições de utilização e de teste; e os parâmetros de segurança e ambientais.

Dessa forma, um teste de estanqueidade pode ser definido como o processo que verifica a integridade de uma peça ou componente quanto a vazamentos. É um passo importante do processo de controle de qualidade. Por consequência, é também um importante indicador na avaliação do processo produtivo.

Por definição, vazamento é um fluxo de uma substância através de uma parte estrutural via um orifício (furo) ou uma trinca. Pode-se imaginar se tenha três substâncias: água, óleo 90, e cera sólida. Ao colocar cada substância dentro de recipientes idênticos, cada um tendo o mesmo tamanho e tipo de furo (1/128” ou aproximadamente 0,2 mm) como referência, será que todas as três substâncias vazam?

Embora a água e o óleo neste exemplo possam vazar com diferentes taxas, a cera sólida em princípio não vazará. O peso molecular de cada substância é diferente e as características de fluxo (ou viscosidade) não são as mesmas. A água tem uma menor viscosidade que o óleo 90 e, portanto, irá vazar mais rapidamente. Podem passar alguns minutos até vazar completamente a água, enquanto que o óleo 90 pode levar horas, dias ou semanas.

Existem várias razões para testar a estanqueidade: redução no custo de montagens de peças; melhoria na confiabilidade do produto; melhoria da satisfação do cliente; proteção do ambiente; e ajuda no controle do processo de fabricação. As causas específicas de vazamento são: trincas, furos, porosidade; solda ou brasagem incompleta, solda fraca, aglomerante/colagem; assentamento impróprio de componentes, ajustes, apertos ou montagens impróprias, componentes faltantes, vedações defeituosas; e defeitos de superfície de acabamento.

Vazamentos podem ocorrer para dentro ou para fora de um recipiente. Vedações, por exemplo, podem não permitir vazamento em uma direção, mas permiti-lo em outra. Assim, decidir sobre o método de teste ou a tecnologia a ser utilizada não é uma tarefa simples. Existem muitas considerações, a mais importante é determinar a especificação de teste” que seja correta para sua aplicação. Também é importante entender que virtualmente tudo vaza em algum nível.

Pode levar segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos, décadas ou séculos para vazar, mas virtualmente tudo vaza. Na maioria das vezes um produto irá desenvolver uma razoável performance antes de qualquer falha. Algumas considerações para selecionar a tecnologia ou método de teste seriam: quanto vazamento é permitido; qual é a especificação de teste. qual o valor do investimento; é necessário localizar o vazamento; qual a produção requerida; de que material é feita a peça ou componente; quais são as condições ambientais (temperatura, contaminação, etc.); e se existe influência do operador.

Quanto às normas técnicas, existe a NBR 13784 de 03/2014 - Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Seleção de métodos para detecção de vazamentos e ensaios de estanqueidade em sistemas de armazenamento subterrâneo de combustíveis (SASC) que estabelece critérios para seleção de métodos necessários para a detecção de vazamentos e ensaios de estanqueidade em sistemas de armazenamento subterrâneo de combustíveis (SASC). A NBR 9056 (MB2183) de 01/2015 - Tubo de polietileno PE 5 para ligações prediais de água - Verificação da estanqueidade de juntas mecânicas com tubos curvados a frio especifica um método para verificação da estanqueidade ao vácuo parcial interno e à pressão hidrostática interna de juntas mecânicas constituídas por conexões acopladas a tubos de polietileno PE 5 submetidos a curvamento, destinados a ligações prediais de água.

Já a NBR 12054 (MB3391) de 02/1991 - Conexões de ferro fundido para tubos de fibrocimento para água sob pressão - Verificação da estanqueidade à pressão interna prescreve método de verificação da estanqueidade à pressão interna de conexões de ferro fundido para tubos de fibrocimento para água sob pressão. A NBR 15952 de 05/2011 - Sistemas para redes de distribuição e adução de água e transporte de esgotos sob pressão - Verificação da estanqueidade hidrostática em tubulações de polietileno estabelece um método para a verificação da estanqueidade hidrostática em tubulação de polietileno para sistemas de distribuição e adução de água e transporte de esgotos sob pressão.

Enfim, as exigências relativas à estanqueidade de câmaras, sistemas de vácuo e plantas de vácuo aumentaram consideravelmente. O teste de vazamento, como é usualmente denominado o teste de estanqueidade, não é somente aplicável a sistemas de vácuo, mas também a uma ampla gama de produtos industriais, como vasos de pressão para gases e líquidos, refrigeradores e freezers, e produtos especiais como relês, termostatos e componentes eletrônicos. Para isso, usa-se o conceito de taxa de vazamento, definida como sendo a quantidade de gás entrando na unidade de tempo no sistema ou câmara de vácuo.

Baseado nos documentos visitados

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