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Curso: Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas

Esse treinamento visa capacitar e adequar os profissionais que interagem de forma direta ou indireta com um ambiente de atmosfera potencialmente explosiva. Busca-se conscientizar o profissional quanto à importância de se identificar a potencialidade explosiva de um determinado ambiente, classificando-o para, em seguida, fazer a escolha do equipamento adequado.

08/04/2015 - Equipe Target

Atmosferas explosivas

O curso Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas visa capacitar e adequar os profissionais que interagem de forma direta ou indireta com um ambiente de atmosfera potencialmente explosiva. Busca-se conscientizar o profissional quanto à importância de se identificar a potencialidade explosiva de um determinado ambiente, classificando-o para, em seguida, fazer a escolha do equipamento adequado a ser inserido.

A base legal do assunto é a Portaria do Inmetro nº 179, de 18 de maio de 2010, com a sua última redação pela Portaria Inmetro nº 89, de 23 de fevereiro de 2012. O curso está em constante evolução, buscando-se com isso, a satisfação das pessoas que participam em sala ou via internet.

No presente curso, abordam-se as normas que fundamentam o assunto atmosferas explosivas considerando-se os diversos modelos de equipamentos conforme a classificação de área, as aplicabilidades e compatibilidades com os riscos previstos nos ambientes. Discutem-se os procedimentos de manutenção e instalação adequados, de acordo com as recomendações técnicas compatíveis, fundamentados em normas apropriadas.

Assim, deve-se haver uma preocupação com a segurança em serviços de eletricidade, principalmente para os profissionais da área de elétrica que atuam em instalações de risco como plantas indústrias químicas, áreas de petróleo entre outras de mesma classificação. As instalações elétricas em atmosferas explosivas é um assunto que ainda gera muita polêmica entre os profissionais das áreas de elétrica, automação, instrumentação que atuam nesta situação. Os motivos são claramente preocupantes e óbvios, administrar esse tipo de situação requer todo cuidado e planejamento possível.

No entanto, é possível manter a operação de uma planta sob o devido controle sem maiores sofrimentos dentro de uma área classificada. E nesse contexto, uma alternativa viável envolve a adoção do conceito de gerenciamento de riscos, onde existe  uma série de medidas que visam mitigar ou eliminar eventuais riscos presentes em um ambiente destes.

A ação básica é impedir que as possíveis fontes de ignição entrassem em contato com a atmosfera explosiva, utilizando para isso equipamentos elétricos e eletrônicos especiais e infraestruturas à prova de explosão, de segurança aumentada ou segurança intrínseca. Como estes produtos são caros a instalação deve ser muito bem dimensionada, parta não ocorrer em excessos e gastos desnecessários.

A atmosfera é considerada explosiva quando existe o manuseio do produto inflamável, junto com o vapor ou poeira combustível, essa junção pode ser fatal e torna o ambiente de risco. Para que uma operação seja entendida como potencialmente explosiva tem que haver liberação de vapor ou poeira combustível ao ambiente. Isto quer dizer que uma indústria química não precisa necessariamente utilizar equipamentos à prova de explosão em toda sua instalação apenas por conta da natureza de sua atividade.

O primeiro passo é começar por um bom estudo de classificação de área, que identifica, com precisão, onde estão os riscos e qual a dimensão dos mesmos dentro da empresa. Com essas informações em mãos, é possível fazer uma análise detalhada de cada ambiente com propósito de definir ações que possam reduzir, ou eliminar riscos.

Um primeiro passo, seria avaliar o risco de vazamentos, caso exista substituir toda a tubulação roscada pelo sistema soldado, uma ação industrial relativamente simples. Depois, deve-se verificar a utilização de equipamentos elétricos e eletrônicos, caso existam se não tiverem sua própria proteção, deverão ser instalados em caixas ou painéis á prova de explosão, utilizando as devidas conexões, desde a entrada de cabos, a vedação dos painéis utilizados e a tubulação que ira levar o cabeamento até o local desejado, todos devem ser classificados e com a utilização dos referidos drenos, com massa de vedação, para proteger e impedir a entrada de qualquer vapor ou poeira combustível.

Um terceiro passo seria a avaliação da existência de elementos de comando no campo. Caso existam botoeiras, lâmpadas sinalizadoras e luminárias, comutadoras, interruptores, motores entre outros que possam ser pontos de ignição, estes devem ser instalados em caixas também á prova de explosão. Depois disso, seria importante avaliar se existem na área salas de equipamentos, ou mesmo ambientes administrativos expostos á esta atmosfera.

No final o importante é avaliar a área que realmente tem um potencial explosivo e protege-la. Há outra questão importante envolvida nesse processo: o seguro que custará proporcionalmente aos riscos enxergados pelo contratante.

O código de zonamento: Zona 20 - É um local em que a atmosfera explosiva, em forma de nuvem de poeira, está presente de forma permanente, por longos períodos ou ainda frequentemente (estas zonas, igual que gases e vapores, são gerados por fontes de risco de grau contínuo); Zona 21 - É um local em que a atmosfera explosiva em forma de nuvem de pó está presente em forma ocasional, em condições normais de operação da unidade (estas zonas, igual que gases e vapores, são geradas por fontes de risco de grau primário); e Zona 22 - É um local onde a atmosfera explosiva em forma de nuvem de pó existirá somente em condições anormais de operação e se existir será somente por curto período de tempo (estas zonas, igual que gases e vapores, são geradas por fontes de risco de grau secundário).

As definições de zonamento incluem: Zona 0 – Local onde a ocorrência de mistura inflamável/explosiva por gases ou vapores é continua ou existe por longos períodos; Zona 1 - É um local onde a atmosfera explosiva está presente em forma ocasional e em condições normais de operação, sendo normalmente geradas por fontes de risco de grau primário; e Zona 2 - É um local onde a atmosfera explosiva está presente somente em condições anormais de operação e persiste somente por curtos períodos de tempo, sendo geradas normalmente por fontes de risco de grau secundário.

Baseado nos documentos visitados

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