Text page

Curso: Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas

Esse treinamento visa capacitar e adequar os profissionais que interagem de forma direta ou indireta com um ambiente de atmosfera potencialmente explosiva, buscando conscientizar o profissional quanto à importância de se identificar a potencialidade explosiva de um determinado ambiente.

03/12/2014 - Equipe Target

Os riscos das atmosferas explosivas

O Curso Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas, oferecido pela internet (clique aqui para mais informações) ou presencial (clique aqui para mais informações e inscrições), visa capacitar e adequar os profissionais que interagem de forma direta ou indireta com um ambiente de atmosfera potencialmente explosiva. Busca-se conscientizar o profissional quanto à importância de se identificar a potencialidade explosiva de um determinado ambiente, classificando-o para, em seguida, fazer a escolha do equipamento adequado a ser inserido.

A base legal do assunto é a Portaria do Inmetro nº 179, de 18 de maio de 2010, com a sua última redação pela Portaria Inmetro nº 89, de 23 de fevereiro de 2012. O curso está em constante evolução, buscando-se com isso, a satisfação das pessoas que participam em sala ou via internet.

No presente curso, abordam-se as normas que fundamentam o assunto Atmosferas Explosivas considerando-se os diversos modelos de equipamentos conforme a classificação de área, as aplicabilidades e compatibilidades com os riscos previstos nos ambientes. Discutem-se os procedimentos de manutenção e instalação adequados, de acordo com as recomendações técnicas compatíveis, fundamentados em normas apropriadas.

Uma atmosfera é explosiva quando a proporção de gás, vapor ou pó no ar é tal que uma faísca proveniente de um circuito elétrico ou do aquecimento de um aparelho provoca a explosão. Para produzir uma explosão, três elementos são necessários: combustível + oxigênio do ar + faísca= Explosão.

O oxigênio do ar estando sempre presente, falta reunir dois elementos para que se produza uma explosão. É preciso saber que uma faísca ou chama não é indispensável para que se produza uma explosão. Um aparelho pode, por elevação de temperatura em sua superfície, atingir o ponto de inflamação do gás e provocar a explosão.

Os produtos de risco são classificados quatro grupos: I, IIA, IIB, IIC. Esses produtos são geralmente: gás de aquecimento, hidrocarbonetos, solvente de cola e de adesivos, solvente e diluentes para pinturas, verniz e resinas, aditivos de fabricação dos produtos farmacêuticos, dos colorantes, dos sabores e perfumes artificiais, agentes de fabricação dos materiais plásticos, borracha, tecidos artificiais e produtos químicos de limpeza, e elementos de tratamento e fabricação dos álcoois e derivados. Uma atmosfera explosiva pode se formar em todos os locais onde são fabricados, estocados e transformados esses produtos, podendo formar uma atmosfera explosiva.

As regulamentações internacionais distinguem as seguintes categorias de zonas perigosas: zona "O", zona "1" e zona "2". Estas zonas são geográficas, mas os limites entre cada uma delas não são nunca definidos. Uma zona pode se deslocar por diversos motivos: aquecimento dos produtos, ventilação falha no local e (ou) erro de manipulação. Na Zona "O" há uma mistura explosiva de gás, vapor ou poeira que está permanentemente presente (o estado gasoso no interior de um recipiente ou de um reservatório constitui uma zona "O").

Na Zona "1" há uma mistura explosiva de gás, vapores e poeiras que pode, eventualmente, se formar em serviço normal de instalação. Na Zona "2" há uma mistura explosiva que pode aparecer só em caso de funcionamento anormal da instalação (perda ou uso negligente).

A presença de equipamentos elétricos em áreas com atmosferas explosivas constituem uma das principais fontes de ignição dessas atmosferas, quer pelo centelhamento normal como na abertura e fechamento de contatos, como devido a temperatura elevada atingida pelo mesmo em operação normal ou em falhas. As áreas perigosas (hazardous areas) são locais onde existe ou pode existir uma atmosfera potencialmente explosiva ou inflamável devido à presença de gases, vapor, poeiras ou fibras.

Na Europa e atualmente no Brasil a classificação das áreas perigosas é feita usando-se o conceito de: zonas – usadas para definir a probabilidade da presença de materiais inflamáveis; tipos de proteção – que denota o nível de segurança para um dispositivo; e grupos – que caracterizam a natureza inflamável do material.

Zona 0 - Local onde a ocorrência de mistura inflamável/explosiva é contínua, ou existe por longos períodos.

Zona 1 - Local onde a ocorrência de mistura inflamável/explosiva é provável de acontecer em condições normais de operação do equipamento de processo;

Zona 2 - Local onde a ocorrência de mistura inflamável/explosiva é pouco provável de acontecer e se acontecer é por curtos períodos, estando associado à operação anormal do equipamento de processo.

Tipo de proteção Simbologia

Equipamento à Prova de Explosão Ex d

Equipamento Pressurizado Ex p

Equipamento Imerso em Óleo Ex o

Equipamento Imerso em Areia Ex q

Equipamento Imerso em Resina Ex m

Equipamento de Segurança Aumentada Ex e

Equipamento Não Acendível Ex n

Equipamento Hermético Ex h

Equipamento de Segurança Intrínseca Ex i

Equipamento Especial Ex s

GRUPO I: Para operação em mineração subterrânea suscetível a exalação de grisu metano (grisu) e pó de carvão.

GRUPO IIA: Para operação em instalações de superfície onde pode existir perigo devido ao grupo do propano. Acetona, acetaldeído, monóxido de carbono, álcool, amônia, benzeno, benzol, butano, gasolina, hexano, metano, nafta, gás natural, propano, vapores de vernizes.

GRUPO IIB: Para operação em instalações de superfície onde pode existir perigo devido ao grupo do etileno. Acroleína, óxido de eteno, butadieno, óxido de propileno, ciclopropano, éter etílico, etileno, sulfeto de hidrogênio.

GRUPO IIC: Para operação em instalações de superfície onde pode existir perigo devido aos grupos do hidrogênio e acetileno. Acetileno, hidrogênio e dissulfeto de carbono.

Anúncio fixo da norma NBRISO9001 Chegou o novo app Target GEDWeb!
Busque e visualize suas normas ABNT NBR NM
Recursos exclusivos de busca, leitura por voz,
acesso off-line, navegação por setor e muito mais!
Produto/Serviço relacionado à NBRISO9001

Baseado nos documentos visitados

Normas recomendadas para você

Atmosferas explosivas - Parte 6: Proteção de equipamento por imersão em líquido “o”
NBRIEC60079-6 de 05/2021

Atmosferas explosivas - Parte 6: Proteção de equipamento por imersão em líquido “o”

Luvas de material isolante (IEC 60903:2002, MOD)
NBR16295 de 05/2014

Luvas de material isolante (IEC 60903:2002, MOD)

Trabalhos em linha viva — Vestimenta condutiva para uso em tensão nominal até 800 kV c.a. e ± 600 kV d.c. (IEC 60895:2002, MOD)
NBR16135 de 12/2012

Trabalhos em linha viva — Vestimenta condutiva para uso em tensão nominal até 800 kV c.a. e ± 600 kV d.c. (IEC 60895:2002, MOD)

Atmosferas explosivas - Parte 18: Proteção de equipamento por encapsulamento “m”
NBRIEC60079-18 de 08/2020

Atmosferas explosivas - Parte 18: Proteção de equipamento por encapsulamento “m”

Requisitos básicos para proteção de componentes sensíveis às descargas eletrostáticas
NBR14544 de 01/2015

Requisitos básicos para proteção de componentes sensíveis às descargas eletrostáticas

Atmosferas explosivas - Parte 7: Proteção de equipamentos por segurança aumentada “e”
NBRIEC60079-7 de 08/2018

Atmosferas explosivas - Parte 7: Proteção de equipamentos por segurança aumentada “e”

Atmosferas explosivas - Parte 14: Projeto, seleção e montagem de instalações elétricas
NBRIEC60079-14 de 11/2016

Atmosferas explosivas - Parte 14: Projeto, seleção e montagem de instalações elétricas

Atmosferas explosivas - Parte 31: Proteção de equipamentos contra ignição de poeira por invólucros “t”
NBRIEC60079-31 de 10/2014

Atmosferas explosivas - Parte 31: Proteção de equipamentos contra ignição de poeira por invólucros “t”

Atmosferas explosivas - Parte 30-2: Traceamento elétrico resistivo - Procedimento para aplicação em projeto, instalação e manutenção
NBRIEC60079-30-2 de 12/2017

Atmosferas explosivas - Parte 30-2: Traceamento elétrico resistivo - Procedimento para aplicação em projeto, instalação e manutenção

Atmosferas explosivas - Parte 15: Proteção de equipamento por tipo de proteção “n”
NBRIEC60079-15 de 12/2019

Atmosferas explosivas - Parte 15: Proteção de equipamento por tipo de proteção “n”

Atmosferas explosivas - Parte 13: Proteção de equipamentos por ambiente pressurizado “p” e por ambiente artificialmente ventilado “v”
NBRIEC60079-13 de 08/2019

Atmosferas explosivas - Parte 13: Proteção de equipamentos por ambiente pressurizado “p” e por ambiente artificialmente ventilado “v”

Atmosferas explosivas - Parte 5: Proteção de equipamentos por imersão em areia “q”
NBRIEC60079-5 de 08/2016

Atmosferas explosivas - Parte 5: Proteção de equipamentos por imersão em areia “q”

Atmosferas explosivas - Parte 30-1: Traceamento elétrico resistivo - Requisitos gerais e de ensaios
NBRIEC60079-30-1 de 12/2017

Atmosferas explosivas - Parte 30-1: Traceamento elétrico resistivo - Requisitos gerais e de ensaios

Atmosferas explosivas - Parte 35-2: Lanternas para capacetes para utilização em minas sujeitas a grisu — Desempenho e outros requisitos relacionados à segurança
NBRIEC60079-35-2 de 06/2013

Atmosferas explosivas - Parte 35-2: Lanternas para capacetes para utilização em minas sujeitas a grisu — Desempenho e outros requisitos relacionados à segurança

Atmosferas explosivas - Parte 11: Proteção de equipamento por segurança intrínseca “i”
NBRIEC60079-11 de 11/2013

Atmosferas explosivas - Parte 11: Proteção de equipamento por segurança intrínseca “i”

Atmosferas explosivas - Parte 1: Proteção de equipamento por invólucro à prova de explosão “d”
NBRIEC60079-1 de 06/2016

Atmosferas explosivas - Parte 1: Proteção de equipamento por invólucro à prova de explosão “d”

Atmosferas explosivas - Parte 28: Proteção de equipamentos e de sistemas de transmissão que utilizam radiação óptica
NBRIEC60079-28 de 11/2016

Atmosferas explosivas - Parte 28: Proteção de equipamentos e de sistemas de transmissão que utilizam radiação óptica

Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas - Parte 10: Classificação de áreas
NBRIEC60079-10 de 06/2009

Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas - Parte 10: Classificação de áreas

Atmosferas explosivas - Parte 0: Equipamentos - Requisitos gerais
NBRIEC60079-0 de 11/2020

Atmosferas explosivas - Parte 0: Equipamentos - Requisitos gerais

Vocabulário eletrotécnico internacional - Parte 426: Atmosferas explosivas
NBRIEC60050-426 de 02/2022

Vocabulário eletrotécnico internacional - Parte 426: Atmosferas explosivas

Atmosferas explosivas - Parte 10-2: Classificação de áreas — Atmosferas de poeiras explosivas
NBRIEC60079-10-2 de 06/2016

Atmosferas explosivas - Parte 10-2: Classificação de áreas — Atmosferas de poeiras explosivas

Atmosferas explosivas - Parte 10-1: Classificação de áreas - Atmosferas explosivas de gás
NBRIEC60079-10-1 de 11/2018

Atmosferas explosivas - Parte 10-1: Classificação de áreas - Atmosferas explosivas de gás

Atmosferas explosivas - Parte 17: Inspeção e manutenção de instalações elétricas
NBRIEC60079-17 de 10/2014

Atmosferas explosivas - Parte 17: Inspeção e manutenção de instalações elétricas

Atmosferas explosivas - Parte 35-1: Lanternas para capacetes para utilização em minas sujeitas a grisu — Requisitos gerais — Construção e ensaios em relação ao risco de explosão
NBRIEC60079-35-1 de 06/2013

Atmosferas explosivas - Parte 35-1: Lanternas para capacetes para utilização em minas sujeitas a grisu — Requisitos gerais — Construção e ensaios em relação ao risco de explosão