Text page

Controle integrado de pragas

Esse curso visa mostrar aos participantes como eles podem compreender as principais pragas, cuidados e medidas de controle para um controle efetivo dentro de empresas alimentícias, sendo direcionado a todos os profissionais do segmento de alimentos que necessitem de informações detalhadas em relação às pragas e seus controles de forma eficaz.

25/06/2014 - Equipe Target

Controle de pragas na indústria alimentícia

A indústria alimentícia possui locais como os de processamento e preparo de alimentos, depósitos, estoques, área de espera para transporte, local onde as alimentações são servidas etc., onde existe o perigo de contaminação física, química e por microrganismos, além dos alimentos serem chamarizes para insetos, que podem trazer contaminações adicionais.

Assim, a proliferação de pragas, entre elas ratos, baratas, moscas, formigas, pombos e, até mesmo, outras aves, como os pardais que são facilmente encontrados em grandes proporções nos centros urbanos, podem levar microorganismos para os alimentos, através de contaminações de matérias primas, ou durante o processamento, ou armazenamento de produtos prontos. Essas contaminações, além de afetarem negativamente a saúde dos consumidores, com certeza, resultarão no prejuízo econômico por meio do descarte de produtos estragados, processos judiciais diante do consumo de alimentos fora das condições adequadas etc., e na perda de credibilidade no mercado.

A propagação de pragas na indústria alimentícia tem ligação com as instalações da empresa. Por este motivo, para prevenção e combate, é preciso realizar periodicamente inspeções e ações. O controle integrado de vetores e pragas urbanas deve ser um sistema que inclua práticas preventivas e corretivas, com o objetivo de impedir a atração, o abrigo, o acesso e ou a proliferação de vetores e pragas urbanas, que podem comprometer a qualidade higiênico-sanitária do alimento em qualquer fase do processo produtivo, desde o recebimento da matéria-prima até o transporte do produto final.

Em resumo, o controle de pragas nesses ambientes requer uma análise criteriosa do ambiente físico e das condições de higienização, armazenagem e entrada de mercadorias no local. Nesses locais o aporte de alimentos é muito grande e muitas vezes um controle químico será bastante limitado pelo risco de contágio dos alimentos. Outras vezes, a iscagem para controle de ratos será restrita a alguns pontos, e o uso de gel para controle de baratas ou formigas poderá ser muito prejudicado pela competição com os alimentos disponíveis num determinado local.

Algumas vezes o local se apresenta limpo, com uma boa infraestrutura, mas pode ocorrer a invasão das pragas dentro das caixas de papelão, das embalagens plásticas que envolvem alguns alimentos, em especial os grãos, massas e farelos, nos pallets de madeira. Alguns carunchos (pequenos besouros) ou baratas de cozinha podem invadir estes estabelecimentos dessa forma.

Também, pode ocorrer casos em que a importação de pragas, especialmente carunchos e ovos de barata de cozinha, foi em decorrência do armazenamento, pelos funcionários, de pacotes de biscoito ou outro alimento dentro dos armários dos vestiários. Em vários locais desses estabelecimentos a higienização é diária, muita vezes realizadas duas vezes ao dia. Desse modo, a aplicação de inseticidas na forma líquida será efêmera. O controle de pragas deve ser estudado na abrangência desse contexto, sob o risco de subdimensionar o problema, exigindo mais intervenções e desgaste junto ao cliente.

E como combater? Após a identificação das pragas existentes no estabelecimento, deve ser realizada uma análise de quais pontos são suscetíveis de abrigo e facilidade de acesso. Nesses locais, a providência mais urgente é a vedação ou dificultar o acesso das pragas. De acordo com o comportamento de cada praga, serão definidas medidas específicas de controle, de modo a direcionar a abordagem dos tratamentos, e não realizar um controle sem distinção, abrangente e genérico demais, sem um foco nos hábitos de cada espécie.

O monitoramento das infestações deve ser frequente, para acompanhamento dos resultados dos tratamentos realizados. Algumas vezes, é necessário trocar o princípio ativo do produto utilizado, ou os locais de aplicação, para que seja obtida uma resposta mais satisfatória. Outras vezes, para controle de ratos de esgoto, por exemplo, trocar a iscagem ou os locais onde essas iscas foram instaladas, pode contribuir em muito para o sucesso no controle. Convém salientar que o processo de infestação é dinâmico, havendo a necessidade de um acompanhamento contínuo.

Mais importantes que o controle químico, as medidas preventivas tem forte impacto na redução da presença e proliferação das pragas em qualquer estabelecimento. Uma análise minuciosa deve ser realizada, sempre com o cuidado de associar alguma falha estrutural com os aspectos comportamentais da praga em questão: onde ela busca abrigo, de que forma pode invadir o ambiente, quais recursos ela busca, quais fontes de água e alimento podem estar disponíveis, e adotar medidas preventivas cabíveis nestes pontos.

FONTE: Equipe Target

Anúncio fixo da norma NBRISO9001 Chegou o novo app Target GEDWeb!
Busque e visualize suas normas ABNT NBR NM
Recursos exclusivos de busca, leitura por voz,
acesso off-line, navegação por setor e muito mais!
Produto/Serviço relacionado à NBRISO9001

Baseado nos documentos visitados

Normas recomendadas para você

Controle de vetores e pragas urbanas - Parte 3: Sistema de gestão da qualidade - Requisitos particulares para aplicação da ABNT NBR ISO 9001:2000 para empresas controladoras de pragas
NBR15584-3 de 04/2008

Controle de vetores e pragas urbanas - Parte 3: Sistema de gestão da qualidade - Requisitos particulares para aplicação da ABNT NBR ISO 9001:2000 para empresas controladoras de pragas

Controle de vetores e pragas urbanas - Parte 2: Manejo integrado
NBR15584-2 de 04/2008

Controle de vetores e pragas urbanas - Parte 2: Manejo integrado

Controle de vetores e pragas urbanas - Parte 1: Terminologia
NBR15584-1 de 04/2008

Controle de vetores e pragas urbanas - Parte 1: Terminologia