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NBR ISO 9554: as especificações dos cabos de fibra

Essa norma, editada em 2013, especifica os requisitos gerais de cabos de fibra e seus materiais constituintes, tendo como objetivo ser utilizada em conjunto com as normas dos tipos individuais de cabos de fibra.

30/01/2013 - Equipe Target

Cabos de fibra

A NBR ISO 9554:2013 - Cabos de fibra — Especificações gerais especifica os requisitos gerais de cabos de fibra e seus materiais constituintes. Tem como objetivo ser utilizada em conjunto com as normas dos tipos individuais de cabos de fibra, que tratam das propriedades físicas, bem como dos requisitos específicos desses tipos particulares de produtos. também fornece algumas informações sobre a utilização de cabos de fibra, bem como sua inspeção e critérios de descarte. Essa norma não tem como objetivo abordar todas as questões de segurança associadas à sua utilização.

Cabe ao usuário selecionar o tipo de cabo, cujo tamanho e as características físicas atendam aos requisitos da aplicação, bem como determinar a aplicabilidade das restrições regulamentares antes de utilizá-lo. Os seguintes materiais são considerados nessa norma: a) fibras naturais: sisal; manilha; cânhamo; b) fibras sintéticas: poliamida; poliéster; polipropileno; polietileno; poliolefina mista; fibras de poliéster combinada com poliolefina; e polietileno de alto módulo. As características típicas desses materiais estão apresentadas no Anexo A.

Recomenda-se que, para as aplicações específicas, sejam realizadas discussões técnicas com os fabricantes do cabo. A menos que especificado em contrário, os cabos torcidos de 3, 4 e 6 pernas devem ter torção Z (torção à direita), sendo suas pernas construídas com torção S e seus fios com torção Z. Os cabos trançados de 8 pernas devem ser constituídos de 4 pernas com torção S e 4 pernas com torção Z, dispostas de modo que as pernas com torção S alternem (individualmente ou em pares) com as pernas com torção Z (individualmente ou em pares).

Os cabos trançados de 12 pernas devem ser constituídos de 6 pernas com torção S e 6 pernas com torção Z, dispostas de modo que as pernas com torção S alternem (individualmente ou em pares) com as pernas com torção Z (individualmente ou em pares). Um cabo de dupla trança deve ser constituído de várias pernas que são trançadas para formar uma alma, em torno da qual pernas adicionais são trançadas para formar uma capa. A alma se situa coaxialmente dentro da capa. O número de pernas varia em função do tamanho do cabo.

Uma construção paralela de cabos consiste em uma série de subcabos protegidos por uma cobertura sem capacidade de suportar cargas. Cada perna deve ser composta do mesmo número de fios de cabo suficientes para garantir as características especificadas nesta Norma para o produto em questão. Para cabos com número de referência igual ou superior a 36, o número de fios em cada perna pode diferir em um fio ou ± 2,5 % em relação ao número previsto de fios na perna.

Os cabos e suas pernas devem ser contínuos, sem emendas para comprimentos fornecidos padronizados ou comprimentos menores. Os fios podem ser emendados, se necessário. As pernas também podem ser formadas por fios emendados. Os cabos torcidos de poliamida e poliéster que necessitam de termofixação para garantir a estabilidade do passo e das dimensões são designados como cabos do tipo 1 nas NBR ISO 1140 e NBR ISO 1141.

Em outros casos, os cabos torcidos em poliamida e poliéster para os quais a termofixação não é exigida são designados como cabos do tipo 2 nas NBR ISO 1140 e NBR ISO 1141. Os cabos devem ser fornecidos em seu estado natural, sem aditivos ou acabamento que aumentem o peso do cabo. O produtor da fibra ou o fabricante do cabo pode aplicar lubrificantes para melhorar o desempenho de seus produtos. A quantidade total de aditivos ou materiais extraíveis não pode ultrapassar 2,5 % em massa.

A menos que solicitado em contrário, o cabo deve ser de cor natural. Mediante a solicitação do comprador, o fabricante pode utilizar um revestimento ou a impregnação do produto para aplicações especiais. Os valores para densidade linear e carga de ruptura mínima nas NBR ISO 1140 e NBR ISO 1141 são iguais para os cabos do tipo 1 e tipo 2.

Os cabos de polipropileno e polietileno devem ser protegidos contra a deterioração devida à luz solar (UV). Recomenda-se que o sistema de inibição utilizado garanta, durante a utilização, o desempenho correspondente às zonas geográficas previstas para as aplicações, desde que o fabricante seja informado pelo usuário.

Todos os cabos de manilha e de sisal devem ser feitos exclusivamente de fibras novas. No caso da manilha, deve-se aplicar um óleo lubrificante adequado para cordas e cabos. O lubrificante não pode conferir ao cabo acabado um odor desagradável. O percentual de material extraível baseado no peso seco do cabo não pode ser inferior a 11,5 % nem superior a 16,5 %. Quando especificado, o cabo deve ser submetido a um tratamento resistente a mofo. Sempre que solicitado pelo comprador, podem ser acrescentados aditivos bactericidas para a manilha, de forma a ampliar o desempenho da fibra natural.

No caso do sisal, deve-se aplicar um óleo lubrificante adequado para as cordas e cabos. O lubrificante não pode conferir ao cabo acabado um odor desagradável. O percentual de material extraível baseado no peso seco do cabo não pode ser superior a 11,5 % para um produto não lubrificado nem superior a 16,5 % para um produto lubrificado. Quando especificado, o cabo deve estar livre de quaisquer óleos e ser vendido como um cabo não lubrificado. Quando solicitado pelo comprador, podem ser adicionados aditivos bactericidas para sisal para ampliar o desempenho da fibra natural.

FONTE: Equipe Target

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