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Projeto de estruturas de concreto em situação de incêndio

A norma estabelece os critérios de projeto de estruturas de concreto em situação de incêndio e a forma de demonstrar o seu atendimento, conforme requisitos de resistência ao fogo, estabelecidos na NBR 14432.


04/06/2012 - Equipe Target

Projeto de estruturas de concreto em situação de incêndio

A NBR 15200, de 2012, estabelece os critérios de projeto de estruturas de concreto em situação de incêndio e a forma de demonstrar o seu atendimento, conforme requisitos de resistência ao fogo, estabelecidos na NBR 14432. Dessa forma, essa norma se aplica às estruturas de concreto projetadas para edificações de acordo com a NBR 6118. Aplica-se às estruturas de concretos normais, identificadas por massa específica seca maior do que 2.000 kg/m3, não excedendo 2 800 kg/m3, do grupo I de resistência (C20 a C50), conforme classificação da NBR 8953. Para concretos do grupo II de resistência, conforme classificação da NBR 8953, podem ser empregadas as recomendações do Eurocode 2, Part 1.2.

Para estruturas ou elementos estruturais pré-moldados ou pré-fabricados de concreto, aplicam-se os requisitos das normas brasileiras específicas. Na sua ausência específica, aplicam-se as recomendações desta norma. Para situações não cobertas por esta Norma ou cobertas de maneira simplificada, o responsável técnico pelo projeto pode usar procedimentos ou normas internacionais aplicáveis aceitos pela comunidade tecnocientífica, desde que demonstrado o atendimento ao nível de segurança previsto por esta norma.

Em linhas gerais, o projeto de estruturas de concreto à temperatura ambiente deve atender aos requisitos da NBR 6118. O projeto de estruturas de concreto em situação de incêndio tem por base a correlação entre o comportamento dos materiais e da estrutura à temperatura ambiente (considerada próxima a 20°C) com o que ocorre em situação de incêndio. Os objetivos gerais da verificação de estruturas em situação de incêndio são: limitar o risco à vida humana; limitar o risco da vizinhança e da própria sociedade; limitar o risco da propriedade exposta ao fogo. Considera-se que os objetivos estabelecidos no item 5.2 são atingidos se for demonstrado que a estrutura mantém as funções corta-fogo e de suporte. Os requisitos descritos em 5.3 estão inseridos num conjunto maior de requisitos gerais de proteção contra incêndio que compreende: reduzir o risco de incêndio; controlar o fogo em estágios iniciais; limitar a área exposta ao fogo (compartimento corta-fogo); criar rotas de fuga; facilitar a operação de combate ao incêndio; evitar a ruína prematura da estrutura, permitindo a fuga dos usuários e as operações de combate ao incêndio.

As edificações de grande porte, sobretudo mais altas ou contendo maior carga de incêndio, devem atender a exigências mais severas para cumprir com os requisitos gerais. Os projetos que favoreçam a prevenção ou a proteção contra incêndio, em termos desses requisitos gerais, reduzindo o risco de incêndio ou sua propagação e especialmente facilitando a fuga dos usuários e a operação de combate, podem ter aliviadas as exigências em relação à resistência de sua estrutura ao fogo, conforme previsto na NBR 14432, ou seja, o método do tempo equivalente conforme detalhado no Anexo A. As duas funções estabelecidas em 5.3 devem ser verificadas sob combinações excepcionais de ações, no estado limite último, de modo que são aceitáveis plastificações e ruínas locais que não determinem colapso além do local. A NBR 14432 define, em função das características da construção e do uso da edificação, as ações que devem ser consideradas para representar a situação de incêndio.

Como plastificações, ruínas e até colapsos locais são aceitos, a estrutura só pode ser reutilizada após um incêndio se for vistoriada, tiver sua capacidade remanescente verificada e sua recuperação for projetada e executada. Essa recuperação pressupõe o atendimento de todas as capacidades últimas e de serviço exigidas para a condição de uso da estrutura antes da ocorrência do incêndio ou para uma eventual nova condição de uso. A verificação prevista pode eventualmente concluir que não existe necessidade de recuperação da estrutura, se o incêndio ter sido pequena severidade ou se a estrutura tiver proteção superabundante. Conforme estabelecido na NBR 14432, a ação correspondente ao incêndio pode ser representada por um intervalo de tempo de exposição ao incêndio padrão (definido na NBR 14432, de acordo com a NBR 5628). Esse intervalo de tempo chamado tempo requerido de resistência ao fogo (TRRF) é definido nessa norma a partir das características da construção e do seu uso.

O calor transmitido à estrutura nesse intervalo de tempo (TRRF) gera em cada elemento estrutural, em função de sua forma e exposição ao fogo, certa distribuição de temperatura. Esse processo conduz à redução da resistência dos materiais e da capacidade dos elementos estruturais, além da ocorrência de esforços solicitantes decorrentes de alongamentos axiais restringidos ou de gradientes térmicos. Como com o aquecimento, a rigidez das peças diminui muito e a capacidade de adaptação plástica cresce proporcionalmente, os esforços gerados pelo aquecimento podem, em geral, ser desprezados. Os casos especiais em que essa hipótese precise ser verificada devem atender ao disposto no item 8.5.

Mais informações sobre a norma NBR15200 de 04/2012, clique no link:

NBR15200: Projeto de estruturas de concreto em situação de incêndio

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

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