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Curso: Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas

O treinamento visa capacitar os profissionais que interagem de forma direta ou indireta com um ambiente de atmosfera potencialmente explosiva. Busca-se conscientizar o profissional quanto à importância de se identificar a potencialidade explosiva de um determinado ambiente.


28/03/2012 - Equipe Target

Atmosferas explosivas

A classificação de atmosferas explosivas no meio industrial vem sendo debatido depois da publicação da NR 10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade e da NR 33- Espaços Confinados. As atmosferas explosivas são classificadas conforme a IEC 60079-10 - Equipamentos Elétricos para Atmosferas Explosivas - Parte 10: Classificação de Áreas e suas normas da ABNT complementares. As áreas classificadas são todos os locais sujeitos à probabilidade da existência ou formação de uma atmosfera explosiva. O desenvolvimento de um trabalho de classificação de áreas de uma unidade industrial começa com a análise da “probabilidade” da existência ou aparição de atmosferas explosivas nos diferentes locais da unidade, que serão posteriormente definidas como Zonas 0, 1 ou 2.

Portanto, é necessário que existam produtos que possam gerar essas atmosferas explosivas podendo ser gases inflamáveis, líquidos inflamáveis ou ainda poeiras/fibras combustíveis que podem ser liberados para o ambiente pelos equipamentos de processo que representam fontes potenciais de áreas classificadas. Em geral, parte dos equipamentos do processo, tais como tampas, tomadas de amostras, bocas de visita, drenos, vents, respiros, flanges, etc. são considerados “fontes de risco” pela possibilidade de vazamento de produtos para os ambientes onde estão instalados. Essas fontes de risco são classificadas em graus, dependendo da duração e frequência das atmosferas explosivas geradas por elas. São conhecidas como de grau contínuo aquelas fontes que geram risco de forma contínua ou durante longos períodos; são conhecidas como de grau primário aquelas fontes que geram risco de forma periódica ou ocasional durante condições normais de operação; e são conhecidas como de grau secundário aquelas que geram risco somente em condições anormais de operação e quando isto acontece é por curtos períodos.

Deve-se entender como condições “normais de operação” aquelas encontradas nos equipamentos operando dentro dos seus parâmetros de projeto. Como exemplo de fonte de risco de grau contínuo, podemos citar o interno de um tanque de armazenamento de inflamáveis do tipo atmosférico, onde teremos permanentemente a presença da mistura explosiva enquanto houver produto no tanque. Já no mesmo tanque, uma fonte de risco de grau primário será o respiro dele, por termos a saída de vapores do produto toda vez que o nível do mesmo aumentar (isto não acontece permanentemente, mas apenas quando o nível sobe).

Na mesma situação anterior do tanque de armazenamento de inflamáveis, poderemos ter fontes de risco de grau secundário representadas, por exemplo, por flanges (que por envelhecimento da junta ou desaperto de parafusos podem vazar) ou também por perda do controle de nível (que provocará o derramamento de líquido na bacia). Estas duas situações representam condições anormais, não sendo, portanto, frequentes nem de longa duração.

DEFINIÇÕES DE ZONEAMENTOS (Gases e Vapores)

Zona 0 – Local onde a ocorrência de mistura inflamável/explosiva por gases ou vapores é continua ou existe por longos períodos.

Zona 1 - É um local onde a atmosfera explosiva está presente em forma ocasional e em condições normais de operação, sendo normalmente geradas por fontes de risco de grau primário.

Zona 2 - É um local onde a atmosfera explosiva está presente somente em condições anormais de operação e persiste somente por curtos períodos de tempo, sendo geradas normalmente por fontes de risco de grau secundário.

DEFINIÇÕES DE ZONEAMENTOS (Poeiras e Fibras)

Zona 20 - É um local em que a atmosfera explosiva, em forma de nuvem de poeira, está presente de forma permanente, por longos períodos ou ainda frequentemente (estas zonas, igual que gases e vapores, são geradas por fontes de risco de grau contínuo).

Zona 21 - É um local em que a atmosfera explosiva em forma de nuvem de pó está presente em forma ocasional, em condições normais de operação da unidade (estas zonas, igual que gases e vapores, são geradas por fontes de risco de grau primário).

Zona 22 - É um local onde a atmosfera explosiva em forma de nuvem de pó existirá somente em condições anormais de operação e se existir será somente por curto período de tempo (estas zonas, igual que gases e vapores, são geradas por fontes de risco de grau secundário).

Enfim, o desenho de classificação de áreas é o documento que deve mostrar as áreas classificadas existentes na unidade, seus graus de risco (zonas) e suas extensões em metros, não apenas em planta, mas também em elevação, já que não se trata de áreas, mas de “volumes de risco”. Ainda, segundo a norma, devem ser identificadas neste documento todas as fontes geradoras de risco, os produtos que geram o risco e suas condições de processo. O desenho de classificação de áreas é um documento que serve principalmente para definir os tipos de equipamentos elétricos a serem instalados nesses locais. Por isto é necessário delimitar as diversas áreas classificadas existentes na unidade, assim o desenho deve mostrar as diferentes Zonas (0, 1 ou 2) e suas extensões em metros. Para atender às exigências da NR 10, todas estas áreas devem também ser sinalizadas em campo.

Para mais informações sobre o curso e inscrições, clique no link:

Curso: Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas

Publico Alvo: Engenheiros, projetistas, técnicos em eletrotécnica, instrumentação, profissionais da área de segurança industrial, gerentes e supervisores de manutenção industrial, inspetores de fabricação e de equipamentos.

Professor: Carlos Alberto de Assis Ribeiro

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

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