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NBR 16035: os requisitos para a construção de caldeiras e vasos de pressão

Publicada em três partes em 2012, a NBR 16035 especifica os requisitos mínimos que devem ser adotados para a construção de caldeiras e vasos de pressão baseados em normas ou códigos de construção que estão em conformidade com a NBR ISO 16528.


23/03/2012 - Equipe Target

Caldeiras e vasos de pressão

A NBR 16035, sob o título geral "Caldeiras e vasos de pressão - Requisitos mínimos para a construção", tem previsão de conter as seguintes partes:
Parte 1: Geral;
Parte 2: Caldeiras - Conforme ASME, Code, Section I;
Parte 3: Vasos de pressão - Conforme ASME, Code, Section VIII, Division 1;
Parte 4 : Vasos de pressão - Conforme ASME, Code, Section VIII, Division 2 (em elaboração);
Parte 5 : Vasos de pressão - Conforme AD 2000 Merkblatter (em elaboração);
Parte 6 : Vasos de pressão - Conforme EN-286 Part 1 (em elaboração);
Parte 7: Vasos de pressão - Conforme EN-13445 (em elaboração);
Parte 8 : Vasos de pressão - Conforme BS PD 5500 (em elaboração).

Já a NBR ISO 16528 foi elaborada para definir os requisitos mínimos que fabricantes, usuários e organismos normativos devem atender para a construção de caldeiras e vasos de pressão. A NBR ISO 16528-1 estabelece os requisitos mínimos de desempenho e tem como público alvo os fabricantes e os usuários. A NBR ISO 16528-2 estabelece os procedimentos que os organismos normativos devem demonstrar para comprovar a adequação de seus códigos e normas à NBR ISO 16528-1. A NBR ISO 16528-2 utiliza tabelas padronizadas que devem ser preenchidas pelos organismos normativos, para que estes possam demonstrar que seus códigos e normas atendem aos requisitos de desempenho para caldeiras e vasos de pressão. A NBR 16035 foi baseada nas tabelas de conformidade, previstas na NBR ISO 16528-2, as quais foram elaboradas pelos diversos organismos normativos e estão publicadas na página oficial da comissão ISO/TC11 - Boilers and pressure vessels na internet.

A NBR 16035 estabelece os requisitos técnicos para atendimento aos códigos e normas de construção de caldeiras e vasos de pressão mais utilizados no Brasil. Os equipamentos sob pressão têm o potencial de causar sérios danos ao meio ambiente e às plantas industriais, além de causar prejuízos e acidentes muitas vezes fatais. Deste modo, ao construir tais equipamentos, devem-se utilizar normas, códigos e procedimentos que, comprovadamente, mantenham o risco em níveis aceitáveis.

A adoção de uma norma ou código para construção de equipamentos pressurizados pressupõe que todos os requisitos definidos nestes documentos sejam atendidos. Os requisitos de tais normas e códigos são elaborados presumindo que todos os ensaios e os testes requeridos durante a fabricação sejam executados. Deve-se ressaltar, ainda, que nenhuma norma ou código de projeto e fabricação consegue ser escrito com suficientes detalhes que possam garantir todas as boas práticas de fabricação. Cada fabricante de equipamentos pressurizados é responsável por adotar todas as medidas necessárias, para garantir que boas práticas de fabricação e de projeto sejam usadas para assegurar a qualidade da construção destes equipamentos.

Com relação à geometria de partes pressurizadas para caldeiras e vasos de pressão, o escopo dessa norma cobre os seguintes limites:

a) vasos de pressão: a extremidade da conexão para a primeira junta circunferencial, para as conexões soldadas; a primeira junta roscada para conexões rosqueadas; a face do primeiro flange para conexões flangeadas aparafusadas; a primeira superfície de vedação para as ligações ou conexões padronizadas por terceiros; acessórios de segurança onde necessário;

b) caldeiras: conexão de alimentação de água (incluindo a válvula de entrada) até a saída de vapor (incluindo a válvula de saída), incluindo todas as ramificações que podem ser expostas a risco de superaquecimento e não podem ser isoladas do sistema principal; os acessórios de segurança associados; conexões para serviço, tais como drenos, respiros, desuperaquecimento (desuperheating), etc.

Essa norma não se aplica a componentes de produtos da indústria aeronáutica, automobilística, bélica, ferroviária, naval (incluindo equipamentos construídos para serem instalados em estruturas offshore), equipamentos para área nuclear, cilindros transportáveis, extintores de incêndio, sistemas de tubulação e seus acessórios e equipamentos mecânicos, como câmara de combustão ou compressão que façam parte integrante de máquinas rotativas ou alternativas, como bombas, compressores, turbinas, geradores, motores, cilindros pneumáticos e hidráulicos e que não possam ser caracterizados como equipamentos independentes. Não é intenção dessa norma atender à operação, manutenção e inspeção em serviço de caldeiras e vasos de pressão. Para efeito de entendimento da NBR 16035, entende-se por construção todos os estágios principais para o fornecimento de um equipamento pressurizado.

Estes estágios incluem todas as tarefas requeridas para fazer e entregar um equipamento pressurizado, excluindo a especificação técnica e incluindo (mas não se limitando):
a) projeto;
b) seleção e suprimento de materiais ou componentes;
c) controle de recebimento de materiais;
d) fabricação;
e) execução de ensaios e exames requeridos;
f) serviços de garantia da conformidade, como a qualificações de processos de soldagem, soldadores, inspetores de ensaios não destrutivos, fornecedores etc.;
g) inspeção final com respectivo ensaio de retenção de pressão.

Mais informações sobre a norma NBR 16035 de 02/2012, clique no link:

NBR 16035: Os requisitos para a construção de caldeiras e vasos de pressão


FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

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