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Curso: Produtos e Resíduos Perigosos

O objetivo do curso é orientar as empresas, transportadores, fabricantes, distribuidores, embarcadores/expedidores, despachantes aduaneiras de produtos químicos perigosos e seus resíduos, entre outras, a utilizarem seus produtos e realizarem seus transportes de modo seguro.


06/12/2011 - Equipe Target

A gestão de produtos e resíduos perigosos

Segundo definição do Ministério da Saúde, resíduos perigosos são todos os resíduos sólidos, líquidos, gasosos ou a combinação desses, que sendo provenientes de processos industriais, possuem características físicas, químicas ou microbiológicas que não podem ser assimiladas aos resíduos domésticos. Eles são, portanto, substâncias ou produtos que apresentam risco à saúde pública e ao meio ambiente, exigindo tratamento e disposição especial em razão de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade (capacidade de causar doenças).

Não existem, no Brasil, dados oficiais sobre a quantidade e o destino de resíduos produzidos pelas indústrias. O maior problema dessa falta de informação exata deve-se ao fato de que muitos desses resíduos são perigosos e podem estar gerando graves prejuízos ao meio ambiente e à população. Estimativas da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento, Recuperação e Disposição de Resíduos Especiais (Abetre) calculam que as indústrias em solo brasileiro produzam, a cada ano, cerca de 2,9 toneladas de resíduos perigosos, sendo que apenas 600 mil são dispostas de modo correto. A cidade de Duque de Caxias, por exemplo, teve 95% de seus moradores contaminados por resíduos de uma fábrica de inseticidas desativada em 1965, segundo exames divulgados em 2005 pelo Ministério da Saúde.

Entre as formas viáveis de destino dos resíduos perigosos estão a destinação para aterros e a incineração e compensação em fornos de cimento, existindo ainda outros tipo de tratamentos menos utilizados. Do ponto de vista da tecnologia utilizada, a incineração, desde que seja bem feita, é considerada a melhor opção de tratamento de resíduos perigosos. Os aterros, por sua vez, são mais atraentes do que a incineração em razão de gerarem menores custos.

No entanto, a maior preocupação dessa forma de destinação é a capacidade limitada dos aterros, em especial quando levado em consideração o fato de que os resíduos perigosos não se decompõem como ocorre com os orgânicos. A redução da fonte de origem dos resíduos perigosos, a reciclagem dentro do processo de produção, o uso de tecnologias limpas, a substituição de matérias primas e a manutenção preventiva são algumas das medidas defendidas por especialistas para a prevenção da contaminação humana e ambiental por esses resíduos.

O crescimento mundial das atividades de produção, armazenagem e transporte de produtos químicos provocou o aumento do número de trabalhadores e de comunidades expostos aos seus riscos. Os produtos industriais da vida moderna são gerados por meio de processos químicos. Assim sendo, o avanço tecnológico permitiu ao homem criar um incalculável volume de reações químicas, com o objetivo principal de obter produtos para seu desenvolvimento e bem-estar. Porém, se muitas substâncias são inofensivas ao homem e ao meio ambiente, outras são extremamente agressivas e danosas.

Dentre estes resíduos, encontram-se aqueles classificados como resíduos perigosos (pilhas, baterias, embalagens de inseticidas, lâmpadas fluorescentes, remédios vencidos, latas de tinta, cartuchos de tinta de impressora, tonners, óleos vegetal e mineral queimados, pneus). Na maioria dos casos a sua periculosidade é desconhecida pela população acarretando em danos irreversíveis à saúde por conterem substâncias químicas agressivas e danosas como metais pesados. Destinados corretamente evita-se a contaminação do solo, lençóis freáticos e cursos d'água e consequentemente danos a saúde humana. Os gerenciamentos impróprios dos resíduos acarretam aos seus responsáveis ao pagamento de multas e a sanções penais e administrativas; e o dano causado ao meio ambiente, como poluição de corpos hídricos, contaminação de lençol freático e danos à saúde, devendo ser reparados pelos responsáveis geradores destes resíduos.

A reparação do dano, na maioria dos casos, é muito mais difícil tecnicamente e envolve mais recursos financeiros do que a prevenção, isto é, do que os investimentos técnico financeiros na gestão adequada de resíduos. As consequências para a natureza e a humanidade, a partir das três últimas décadas, foram desastrosas e os Governos mundiais passaram a se preocupar com meios legais de defesa para minimizar esta deterioração e contaminação ambiental.

Para mais informações sobre o curso e inscrições, clique no link:

Curso: Produtos e Resíduos Perigosos: Classificação, Transporte, FISPQ, FDSR e Rotulagem - Legislação e Normas Brasileiras

Publico Alvo: Os profissionais que estejam envolvidos em atividades de fabricação, transporte, armazenagem e distribuição de produtos químicos e resíduos perigosos que devem estar atualizados quanto as normas técnicas e a legislação para o melhor desempenho de suas funções.

Professores:
Fabriciano Pinheiro
Gloria Santiago Marques Benazzi

FONTE: Equipe Target

Baseado nos documentos visitados

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