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NBR ISO 21549-1: Informática em Saúde - Dados do cartão-saúde do paciente

Trata-se de uma parte da norma que estabelece a estrutura de dados contida nos cartões-saúde de pacientes compatíveis com as dimensões físicas de ID-1, conforme definido pela ISO/IEC 7810. Não se aplica a cartões de multiaplicação e define uma estrutura geral para os diferentes tipos de dados em outras partes da norma, usando notação Unified modelling language (UML).


08/11/2011 - Equipe Target

Cartão de Dados de Saúde

Em busca da promoção de qualidade de vida de usuários e para facilitar o armazenamento de dados clínicos em uma estrutura flexível, permitindo aperfeiçoamentos futuros nas aplicações específicas, uma ferramenta tem sido projetada para auxiliar a implementação de características acessórias comuns de dados armazenados, de maneira que permita o uso eficiente de memória, importante aspecto em muitos tipos de cartões de dados.

As ferramentas consistem em uma estrutura de dados genéricos, com base em modelo orientado a objeto, representado como um diagrama de classes UML. Com a população mais móvel, a maior prestação de serviços de assistência à saúde na comunidade e nos domicílios dos pacientes, e ainda o crescimento da demanda por melhoria na qualidade dos cuidados ambulatoriais, vêm sendo progressivamente desenvolvidos e utilizados sistemas de informação portáteis e dispositivos de armazenamento de dados. Tais dispositivos são usados para tarefas que abrangem desde a identificação, passando pelos registros médicos, indo até os sistemas de monitoramento de transporte de pacientes.

As funções de dispositivos deste tipo são carregar e transmitir informação pessoal identificada entre eles mesmos e outros sistemas; portanto, durante seu tempo de vida operacional eles devem compartilhar informação com muitos sistemas tecnologicamente diferentes, os quais diferem enormemente em funções e capacidades. A administração da assistência à saúde tem se apoiado progressivamente em sistemas de identificação automatizados similares. Por exemplo, prescrições podem ser automatizadas e a troca de dados pode ser realizada em alguns sites, usando-se dispositivos legíveis por computadores e portáveis pelo paciente.

As seguradoras de saúde e os prestadores de serviços estão cada vez mais envolvidos em assistência inter-regional, onde o reembolso pode requerer troca de dados automatizada entre sistemas de saúde diferentes. O advento do acesso remoto a bases de dados e sistemas de suporte tem levado ao desenvolvimento e uso de dispositivos de identificação da pessoa sujeita a "cuidados de saúde" a também realizarem funções de segurança e transmitirem, através da rede, assinaturas digitais a sistemas remotos.

Com o crescimento do uso de cartões-saúde para a prestação de serviços rotineiros de assistência à saúde, surge a necessidade de um formato padronizado para a troca de dados. Os dados gravados em cartões-saúde podem ser categorizados em três grandes tipos: a identificação (do próprio dispositivo e do paciente a quem os dados gravados se referem), dados administrativos e dados clínicos. É importante compreender que um cartão-saúde obrigatoriamente tem de conter os dados do próprio dispositivo e de identificação do paciente a quem se refere. Adicionalmente, pode conter dados administrativos e clínicos. Os dados do dispositivo podem incluir: identificação do dispositivo propriamente dito; identificação das funcionalidades do cartão-saúde.

Os dados de identificação do paciente podem incluir: identificação unívoca da pessoa a quem os dados gravados no cartão-saúde se referem. Os dados administrativos podem incluir: dados complementares da pessoa a quem o cartão-saúde se refere; identificação do modo de financiamento da assistência à saúde - seja público ou privado - e seus relacionamentos, isto é, seguradoras, contratos, políticas, planos ou tipos de benefícios; outros dados (diferentes dos dados clínicos) que sejam necessários para os propósitos da prestação de serviços de assistência à saúde. Os dados clínicos podem incluir itens que informem sobre saúde e eventos de saúde, sua avaliação e classificação por um profissional de saúde, ações de saúde planejada, requerida e de desempenho.

Os dispositivos do tipo cartão de dados fornecem essencialmente respostas específicas para questões definidas, além de também requererem a otimização do uso da memória, evitando redundâncias. Tais características vêm implicando o uso de uma técnica de modelagem de objetos de alto nível (OMT), que tem sido aplicada no que diz respeito à definição das estruturas de dados dos cartões-saúde. Os dados das categorias descritas apresentam várias características. Por exemplo, em cada uma delas pode ser necessária a inclusão de números de identificação, nomes e datas.

Algumas informações podem ter uso tanto administrativo quanto clínico. Portanto, tem sido considerado inadequado fornecer uma simples lista de itens graváveis nos cartões de saúde sem aplicar uma organização genérica, com base na existência de elementos básicos de dados. Podem ser definidos por suas características (por exemplo, seu formato), e a partir delas, objetos de dados compostos podem ser construídos. Muitos desses objetos podem também apresentar os mesmos atributos.

Mais dados sobre a norma NBR ISO21549-1, clique no link:

NBRISO21549-1 - Informática em saúde - Dados do cartão-saúde do paciente - Parte 1: Estrutura geral


FONTE: Equipe Target

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