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Curso: Curto circuitos e seletividade em instalações elétricas industriais

Esse curso, nos dias 21 e 22 de novembro, aborda o curto circuito, em que se discutem as técnicas de adequação dos equipamentos que são submetidos a essa corrente, seguindo as recomendações práticas das normas nacionais e internacionais, e a seletividade, onde se aborda a correta especificação para a segurança pessoal e dos equipamentos.


23/09/2011 - Equipe Target

Sistemas elétricos industriais

Os sistemas elétricos industriais começaram a ficar cada vez maiores e, consequentemente, mais complexos. Desta forma, todos problemas relacionados a eles, em meados da década de 50, eram resolvidos à mão ou com o uso de um analisador de redes. Esse instrumento era um dispositivo para fazer analogias elétricas, representando o circuito elétrico porém em uma escala bastante reduzida. Uma opção para a investigação de circuitos elétricos seria através de métodos matriciais que, embora existissem, eram inviáveis em virtude da falta de recursos computacionais realmente eficientes. Isso restringiu as investigações de circuitos a pequenos sistemas de equações, envolvendo somente matrizes muito pequenas. Porém, com os avanços nas ferramentas computacionais (entres elas está o computador digital), um método que até então se restringia apenas a um instrumento de pesquisa pode se revelar eficiente para a análise e solução de sistemas elétricos de maior porte: os métodos matriciais.

Quando o computador começou a ser usado em grande escala, os cálculos de fluxo de carga que antes eram feitos à mão puderam ser realizados mais facilmente, porém os primeiros programas de computador escritos para análise de circuitos apenas automatizaram estes métodos manuais. Isso subtilizava a capacidade do computador. O primeiro programa que realmente teve sucesso foi desenvolvido por Ward e Hale, que criaram um algoritmo que descreve o circuito elétrico através de um método interativo de Newton modificado. Após isso, os programas que surgiram implementaram o algoritmo de Gauss-Seidel. Todos esses algoritmos utilizam os dados do circuito sob a forma matricial, onde cada matriz guarda características como impedância, capacitância e tensão. Tudo isso foi desenvolvido para a análise de problemas de fluxo de carga. Além desse problema, circuitos sob condições de curto circuito seguiram um desenvolvimento semelhante.

Pode-se considerar um circuito elétrico, em condições de curto-circuito, como um sistema alimentado por várias fontes (geradoras) com uma única carga ligada ao sistema no nó sujeito ao curto-circuito. As correntes normais de carga dos consumidores são usualmente ignoradas, pois são pequenas em comparação à corrente de curto-circuito. Esta simplificação não afeta a precisão do estudo de curto-circuito. Isto é equivalente à análise estrutural de uma ponte apoiada em vários pilares e sujeita a uma só carga concentrada, desprezando-se os pesos dos vários elementos da própria estrutura. O restante deste texto se concentra na análise dos problemas de circuitos, mas deve-se lembrar que as técnicas aqui desenvolvidas aplicam-se igualmente às estruturas.

A análise completa de curto-circuito de um sistema, pode ser feita por simples operações aritméticas, assim que as tensões dos nós tenham sido determinadas para uma condição de falta particular. Coombe e Lewis determinaram as tensões no nó em estudos de curto-circuito pelo procedimento interativo de Gauss-Seidel desenvolvido por Ward e Hale para a solução dos problemas normais de fluxo de carga [1,2]. O método é pouco conveniente para estudos de curto-circuito, pois cada condição de falta exige uma solução interativa. Uma análise completa de um sistema com mil nós (barras) pode exigir cerca de vinte e trinta mil condições de falta, cada uma das quais teria que ser resolvida por um procedimento interativo completamente diferente.

A análise de curto-circuito de sistemas elétricos muito grandes é feita da maneira mais eficiente, usando-se a matriz Z-barra que contém as impedâncias no ponto de cada nó com relação a um nó de referência escolhido arbitrariamente. A impedância no ponto de um nó é a impedância equivalente entre ele e a referência. A matriz Z-barra contém também a impedância de transferência entre cada barra do sistema e cada outra barra, com relação ao nó de referência. As impedâncias de transferência são determinadas calculando-se as tensões que existiriam em cada uma das outras barras do sistema, com relação à referência, quando uma barra em particular recebe uma injeção de corrente de uma unidade.

Mais informações sobre o curso, clique no link:

Curso: Curto-Circuitos e Seletividade em Instalações Elétricas Industriais - Conheça as Técnicas e Corretas Especificações

Período: de 21/11/2011 a 22/11/2011

Publico Alvo:

Engenheiros e projetistas que estejam envolvidos nas áreas de projeto, execução e manutenção de instalações elétricas, e que buscam conhecer o assunto com mais profundidade.

Professor: José Ernani da Silva

FONTE: Equipe Target

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