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Curso: segurança na operação e manutenção de subestações e cabines primárias

Esse curso capacita engenheiros e técnicos, projetistas e instaladores para lidar com esses equipamentos e situações, além de atualizá-los quanto aos requisitos da nova norma NBR 14039 e NR 10 sobre manutenção das instalações de média tensão e condições de segurança de trabalho.

15/06/2011 - Equipe Target

A segurança em subestações e cabines primárias

Quando se desenvolve um programa com a finalidade de proporcionar condições ambientais de segurança nas subestações novas, em construção, ou nas partes ampliados das subestações existentes, para facilitar os trabalhos das equipes de operação e manutenção da companhia de eletricidade, visando a preservação da integridade física e mental dos empregados, bem como garantir às instalações e equipamentos das subestações a continuidade e qualidade operacional, no sentido de obter aumento de produtividade e proteção do patrimônio da empresa.

Sob o ponto de vista prevencionista, a causa de um acidente é qualquer fator que, se removido a tempo, possa evitar o acidente. Os acidentes não são inevitáveis, não surgem por acaso. Eles são causados e portanto possíveis de prevenção através da eliminação a tempo de suas causas. Estas podem decorrer de fatores pessoais (atos inseguros) ambientais o materiais (condições inseguras).

Atos inseguros – são práticas ou posturas adotadas pelo trabalhador que podem levá-lo a envolver-se em um acidente do trabalho. Os principais fatores que levam o indivíduo a praticá-lo são:

· Inadequação entre o homem a função

· Falta de conhecimento ou má formação profissional

· Resistência uso de EPI ou EPC

· Desobediência às normas de segurança

Condições inseguras – são deficiências, defeitos, irregularidades técnicas, falta de proteção em máquina ou equipamento. Em outras palavras, são falhas físicas, falta de dispositivos de segurança e outros, que põe em risco a integridade física das pessoas e a própria segurança das instalações e dos equipamentos. Os principais tipos de condições inseguras são:

· Proteção mecânica inadequada

· Condição defeituosa do equipamento

· Passagens obstruídas para pessoas ou veículos

· Iluminação insuficiente ou incorreta

· Distâncias elétricas insuficientes entre equipamentos ou entre o barramento horizontal e o solo.

O ato inseguro está intimamente ligado ao trabalhador e as condições inseguras, à empregadora. O afastamento elétrico é a distância mínima, de projeto, que deve ser mantida, no ar, entre as partes e energizadas de equipamentos ou entre condutores, ou entre o barramento horizontal e o solo. Esta distância mínima, é formada de dois valores: o primeiro, corresponde ao que é chamado de zona de segurança. É estabelecido em função da movimentação livre a ser feita pelo pessoal e da natureza dos trabalhos a serem efetuados, levando em conta alguns dispositivos que serão usados. Foi estabelecido, para esta zona, o valor fixo de 2,25m, que corresponde em média, a uma pessoa de 1,75m de altura, com os braços levantados. O segundo valor, foi fixado de modo a evitar o risco de arco elétrico nas condições mais desfavoráveis. É a distância mínima de isolamento, acrescida de um fator que considera a umidade nas instalações; é a distância mínima entre fase e terra ou distância a massa. Para movimentação de pessoal sob os barramentos, a altura mínima sobre o solo foi estabelecida em 3,0m. Os valores acima estão indicados no quadro abaixo, que mostra o afastamento elétrico em subestações externas:

A distância de segurança para executar trabalhos de manutenção em subestações devem ser estabelecidas, a partir das partes energizadas, de acordo com os níveis de tensão nominal das subestações, visando delimitar um espaço físico necessário para que o eletricista possa se movimentar, inclusive manipulando equipamento ou ferramenta, de modo a não ocorrer risco de a abertura de arco elétrico em relação ao seu corpo.

Vale salientar, que nas recepções de segurança das obras de ampliação e construção de subestações, a comissão de recepção constituída para este trabalho, leva em consideração os valores constantes da tabela de afastamento elétricos. As distâncias de segurança para trabalhos de manutenção, são definidas por ocasião da execução de cada trabalho específico. É importante observar que se não fosse contempladas estas distâncias, o circuito em questão deverá ser desenergizado e o equipamento ou barramento deverá ser aterrado, antes de qualquer intervenção pelas equipes de manutenção.

Sob o ponto de vista prevencionista, uma subestação cujos equipamentos foram inteligentemente dispostos no pátio, favorecendo os trabalhos seguros dos operadores e das equipes de manutenção, constitui uma prevenção ativa. Já a prevenção passiva decorre de instalações existentes com riscos potenciais de acidentes. Se não forem tomadas medidas corretivas, estaremos sendo omissos, convivendo com as referidas anomalias até a ocorrência do fato jurídico, isto é, o acidente do trabalho. Neste ponto, surge o direito brasileiro, impondo às leis do direito civil e criminal através das atitudes e comportamentos. A cobrança da responsabilidade civil ou criminal, infelizmente, é também, uma forma de fazer prevenção.

Curso: Segurança na Operação e Manutenção de Subestações e Cabines Primárias

Período: de 12/07/2011 a 13/07/2011

Publico Alvo:
Engenheiros, projetistas e técnicos que atuam nas áreas de projeto, execução, manutenção e operação de cabines primárias.

Professora: João Gilberto Cunha

Fonte: Equipe Target

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