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Coletânea Série Atmosferas Explosivas

Essa coleção abrange cinco normas técnicas sobre atmosferas explosivas. A presença de equipamentos elétricos nessas áreas constituem uma das principais fontes de ignição, quer pelo centelhamento normal como na abertura e fechamento de contatos, como devido a temperatura elevada atingida pelo mesmo em operação normal ou em falhas.


31/05/2011 - Equipe Target

O perigo das atmosferas explosivas

Uma atmosfera é explosiva quando a quantidade de gás, vapor ou pó no ar é tal que uma faísca provoca a explosão. E quais as condições necessárias para que haja uma explosão? São necessários três elementos: combustível + oxigênio do ar + faísca = explosão. Deve-se observar que, quando o oxigênio está presente, falta reunir apenas dois elementos para que haja uma explosão. É preciso saber que uma faísca ou uma chama não é indispensável para que se produza uma explosão. Um aparelho pode, por elevação de temperatura em sua superfície, atingir a temperatura de ignição do gás e provocar a explosão.

Quais produtos podem produzir uma explosão? Os produtos de risco são classificados pela ABNT NBR 8602, em quatro grupos: I, IIA, IIB E IIC. Esses produtos são geralmente: gás de aquecimento, hidrocarbonetos, solventes de cola e de adesivos, solventes e diluentes para pinturas, verniz e resinas, aditivos de fabricação dos produtos farmacêuticos, dos colorantes, dos sabores e perfumes artificiais, agentes de fabricação dos materiais plásticos, borrachas, tecidos artificiais, e produtos químicos de limpeza, e elementos de tratamento e fabricação dos alcoóis e derivados.

Elas são classificadas conforme os riscos que oferecem:

Zona 0 – Área na qual a mistura explosiva está continuamente presente por longos períodos. Ex.: interior de reservatórios inflamáveis.

Zona 1 – Área na qual a mistura explosiva pode eventualmente ocorrer em operação normal. Ex.: proximidade de válvulas de alívio de pressão.

Zona 2 – Área na qual a mistura explosiva só poderá ocorrer em funcionamento Anormal do Sistema, e se ocorrer será apenas por curtos períodos. Ex.: proximidades de tubulação.

Dessa forma, a empresa deve avaliar de forma global os riscos de explosão atendendo, para além dos aspectos gerais em matéria de segurança e saúde, aos seguintes aspectos: a probabilidade de ocorrência de atmosferas explosivas, bem como a sua duração; a probabilidade da presença de fontes de ignição, incluindo descargas elétricas e a possibilidade delas se tornarem ativas e causarem risco; as descargas eletrostáticas provenientes dos trabalhadores ou do ambiente de trabalho enquanto portadores ou geradores de carga elétrica; as instalações, as substâncias utilizadas, os processos e as suas eventuais interações; as áreas que estejam ou possam estar ligadas através de aberturas àquelas onde se possam formar atmosferas explosivas; a amplitude das consequências previsíveis.

Enfim, as empresas devem prevenir a formação de atmosferas explosivas por meio de medidas técnicas e organizativas apropriadas à natureza das operações, tendo em conta os princípios de prevenção consagrados no regime aplicável em matéria de segurança, higiene e saúde no trabalho. Se, dada a natureza da atividade, for impossível evitar a formação de atmosferas explosivas, devem adotar medidas técnicas e organizativas que evitem a sua ignição e atenuem os efeitos prejudiciais de uma explosão, de forma a proteger a vida, a integridade física e a saúde dos trabalhadores. Precisam, ainda, tomar outras medidas que contrariem a propagação de explosões. Todas estas medidas devem ser revistas com a periodicidade máxima de um ano, bem como sempre que ocorram alterações significativas que afetem a segurança das operações.

Para mais informações sobre a coletânea, clique no link:

Coletânea Série Atmosferas Explosivas

Fonte: Equipe Target

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